sábado, 7 de fevereiro de 2026

NOSSO PLANETA E NOSSA ORIGEM DIVINA

Olá leitores,

A Terra (nosso lar) é um grande complexo ecológico - donde Ecologia é formada pelas palavras gregas óikos (casa) e logos (ciência). Seus diversos sistemas físicos e biológicos, os quais se auto organizam e se auto reproduzem, não existem separados uns dos outros, ao contrário, se reúnem em unidades cada vez maiores e mais complexas, formando ao final, uma unidade global de existência no planeta.

Considerando esse ponto de vista, podemos comparar o planeta Terra a uma teia ou um sistema todo interligado, onde cada indivíduo tem um papel específico, criativo a desempenhar em sua caminhada de vida.  E, para que este indivíduo possa alcançar o seu objetivo maior ele deve perceber sua relação íntima com a Natureza - ele deve perceber que ele é, como diz Hammed, "somente uma porção dessa grande sinfonia da evolução da vida, e que nascer, sobreviver, desenvolver-se, crescer, criar, viver e morrer são partes de uma única movimentação inseparável e coesa."

Todos somos parte do Todo Maior e tudo e todos progredimos incessantemente - tudo obedece às leis divinas. Lembremo-nos de que essas leis são as diretrizes para que possamos caminhar com mais tranquilidade em direção de volta ao "lar" que existe dentro de cada um de nós. Se perscrutarmos nossa intimidade, podemos perceber que há dentro de nós uma "seta espiritual" que nos indica o rumo de volta à nossa "casa" interior.  E, nesse interior, há um anseio de sair dos domínios da obscuridade e da ignorância de nós mesmos e adentrar o mundo da sabedoria e da claridade.  Podemos dizer que nossa jornada espiritual parte das trevas em direção à luz.

A expansão de nossa consciência se dá através da aprendizagem obtida em nossas experiências diárias.  E, por vezes, acontece que ao vislumbrar a luz pela primeira vez, o Espírito pode, por se ver ofuscado pela luz da consciência, esquecer, quase que de imediato, de onde veio. Em realidade, pouco a pouco fomos sendo manipulados, direcionados a não olhar para dentro por forças ocultas difíceis de nomear - sempre quiseram nos mostrar que a luz vinha de fora, do plano externo.  Mas a centelha divina habita nosso interior - se encontra dentro de nós. Esquecemos então, que temos origem divina e que caminhamos em direção à ela.  Aí advém que muitos de nós temos que passar por situações conflitantes para retornar à direção certa.

Não se pode separar o Criador da Natureza e nem o Espírito do corpo.  Quando percebemos a Divindade dentro de nós, também temos a capacidade de percebê-la igualmente no exterior, nos processos cósmicos que deram origem à vida e dos quais nossas vidas dependem - física e espiritualmente.

A espiritualidade sabe que em todas as coisas viventes há uma parcela do divino, ao qual  Léon Denis sabiamente afirmou: "O psiquismo dorme na pedra, sonha na planta, agita-se no animal e desperta no homem."

As primeiras civilizações da Terra, os erroneamente chamados de primitivos, quando queremos dizer "atrasados", sabiam intuitivamente de nossa origem divina (por isso digo erroneamente).  Eles sabiam que rios, montanhas, florestas, mares, lagos, plantas, animais e o próprio homem são animados  pela mesma essência divina ( o fluido cósmico universal).  Eles viviam nesse mundo natural livremente.  Entretanto, infelizmente, junto com o progresso cresceu o materialismo, e com ele cresceu a inconsciência do mundo interior.  O progresso intelectual, material, tecnológico aumentou, mas o mundo espiritual e com este, o mundo interior foram negligenciados por muitos séculos. Ao recuperarmos o senso de identidade com a Natureza poderemos trazer ao nosso dia-a-dia a compreensão da harmonia que governa todo o Universo.  Poderemos unir o mundo instintivo e intuitivo dos homens primitivos  com a intelectualidade, a tecnologia e o bem estar material dos homens civilizados.  Sem contar que há também a necessidade de olhar para dentro de nós, auscultar nossos defeitos e potenciais de vida, nossa parte negativa e positiva, para podermos caminhar com mais acerto em direção ao "lar", deixando para trás emoções, sentimentos que nos obstaculizam a jornada e trazendo para fora nossa porção divina, colocando à serviço da nossa vida e da vida do outro, nossas melhores qualidades acreditando fielmente em Jesus, quando ele disse: "Vós sois deuses". É neste tipo de mundo que impera o equilíbrio.

Lembremo-nos de que em todas as épocas da humanidade houve médiuns inspirados, popularmente chamados de sensitivos.  Eles percebem o divino em todos os lugares.  Aquele que exercita a sensibilidade, pouco a pouco, percebe que a abertura desta traz "olhos sutis" que "veem", observam, sentem e exaltam a Natureza divina do Universo.

Na história tivemos inúmeros exemplos destes sensitivos notáveis.  Começo por Michelangelo e mais especificamente uma de suas mais belas obras - a estátua de Davi (hoje exposta na cidade de Florença na Itália). A história conta que ele se dirigiu, munido de cinzel e martelo, a um bloco de mármore de Carrara (cidade da Itália) para apará-lo.  Inspirado pelo Alto começou a dar forma à escultura.  Ele afirmava que estava apenas aparando, removendo o excesso de material daquele sólido bloco de pedra e daí libertando Davi, o qual se encontrava aprisionado dentro dele.  O "sexto sentido" de Michelangelo fê-lo revelar a beleza espiritual escondida na matéria, captar as "dimensões invisíveis do Universo".  Ele foi um dos inúmeros artistas que soube restituir as nossas relações interrompidas com a natureza.

Podemos citar outros exemplos, tais como Van Gogh que inspirado pelas vozes que o atormentavam e que ele não compreendia, pintou quadros que retratavam fielmente a luz que ele percebia ao seu redor, trazendo uma grande alegria e bem estar àqueles que os olhavam.

No campo da música não posso deixar de citar meu compositor predileto (que por coincidência nasci no mesmo dia que ele) - Mozart.  Aquele que ouve com atenção seu "Réquiem", principalmente o movimento da "Lacrimosa" (meu trecho favorito), não tem como não se enternecer e sentir-se perto dos deuses, tal é o envolvimento com a música.  Para mim essa obra é espiritualidade pura, é buscar o divino dentro de nós e conectarmo-nos quase que de imediato com a Natureza Divina.

Felizmente, no caminho da evolução da humanidade, tivemos muitos filósofos (Sócrates, Platão, Confúcio, Francis Bacon, André Comte-Sponville, este último autor do livro "Tratado das Grandes Virtudes"), artistas (os dois citados Michelangelo, Van Gogh, Leonardo da Vinci, Rafael), músicos (o citado Mozart, Andrea Bocelli, Wagner, Beethoven), cientistas (o casal Curie [físicos descobridores do elemento rádio e da radioatividade], Oswaldo Cruz [descobridor da vacina da febre amarela], Einstein, Vital Brasil [descobridor do soro antiofídico], o microbiologista Louis Pasteur, aqui incluo os estudiosos do psiquismo humano (Freud, Jung, Kardec, William James, Augusto Cury, J. Herculano Pires, Hermínio Miranda), escritores (Dante, W. Shakespeare, Júlio Verne, Dostoiesvsky, Victor Hugo), religiosos (Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, João Paulo II, Francisco de Assis, Chico Xavier, Jesus [Jesus está incluso nesta categoria, embora pertença a várias outras]. Também menciono outros impulsionadores do progresso material que também inspirados pelo Alto, trouxeram uma evolução social, esta baseada na realidade de que todos estamos interligados no mundo, os inventores (Santos Dumont e os Irmãos Wright, Watt [criador da máquina a vapor], Gutenberg, Daimler [inventor do carro], Leonardo da Vinci, Lumière, Nikola Tesla), os políticos influentes (Ronald Reagan, Gorbachev, Álvaro Uribe, Nelson Mandela, Margareth Thatcher, Winston Churchil) na área da tecnologia e física (Stephen Hawking, Hubble, Nikola Tesla). Podemos mencionar também outras personalidades influentes que trouxeram progresso inspirados pelo Plano Maior.  São eles, Oscar Niemeyer, irmãos Villas-Boas, Stephen Spielberg, George Lucas.

Todos esses personagens restituíram as relações humanas rompidas com a natureza. Talvez precisemos hoje também restituir nossas relações com a mãe natureza - ela tem sido negligenciada ao longo dos séculos - hoje cortam-se árvores, poluem-se os rios, mares e ares e todos eles são de origem divina como nós.  O Brasil que tem abundância de tudo isso, foi tão abandonado em sua natureza que, praticamente quase toda água dos rios e lagos está poluída. A água que consumimos deve ser constantemente filtrada, principalmente nas grandes cidades.  Acredito que lugares de grandes florestas e longe da civilização humana ainda há água em seu estado puro.

Nossa origem, a da raça humana, é divina e este planeta é um estágio de nossa evolução, o qual infelizmente, estamos prestes a destruir.

Boa semana! 


NOSSO PLANETA E NOSSA ORIGEM DIVINA

Olá leitores, A Terra (nosso lar) é um grande complexo ecológico - donde Ecologia  é formada pelas palavras gregas óikos  (casa) e logos  (c...