Olá leitores,
O sexto Princípio Hermético é bem conhecido nosso - hoje falaremos da Causa e Efeito, onde nada é por acaso. Esse princípio afirma que tudo tem uma causa - nada apareceu do acaso, embora muitas vezes temos dificuldade de acreditar, pois não encontramos, de imediato, sua causa.
"Toda Causa tem seu Efeito; todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso nada mais é que um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, mas nada escapa à Lei."
Os Hermetistas mais estudiosos conhecem bem esse princípio e muitas vezes, através da elevação mental a um plano superior, conseguem ser a Causa, ao invés do Efeito.
Mas o que é ser Causa ao invés de Efeito?
Atualmente conhecemos bem essa característica - muitos de nós acatamos facilmente os desejos e vontades dos outros porque temos uma vontade débil. Através daquilo que nos foi ensinado quando éramos infantes e estávamos na escola. É claro que temos que aprender muita coisa na escola, a ler, a escrever o idioma pátrio, a usar a aritmética, noções básicas de química, física, biologia, história, geografia. Entretanto muitas vezes não fomos ensinados a pensar, a criar, a refletir, a criticar.
A hereditariedade também torna-se causa e nós tornamo-nos efeito. Quantos médicos seguiram a carreira de médico porque nasceram numa família de médicos, por exemplo. Sim, temos também o contrário, pessoas que seguiram carreiras diferentes da família por inúmeros motivos - será que perceberam "algo" de que não gostaram na profissão da família de origem? Ou na infância ou na escola foram atraídos por outro ofício que simpatizaram mais? Em realidade tudo isso são "causa" e sua escolha na profissão é "efeito". A ideia real é que cada coisa que realizamos, embora nos pareça difícil de acreditar é efeito.
"Mas os Mestres, elevando-se ao plano superior, dominam sua disposição de espírito, seu caráter, suas qualidades e seus poderes, tão bem como o espaço circundante, o que os converte em Motores, em vez de peões."
No Universo "os fenômenos são contínuos, sem interrupção ou exceção". "Acaso é simplesmente uma palavra para indicar uma causa existente, porém não reconhecida ou percebida."
Para nós, simples mortais, assim como dizemos, "não pode haver um agente como o "Acaso", no sentido de alguma coisa extrínseca à Lei - alguma coisa exterior à Causa e Efeito. Como poderia existir algo que estivesse em ação no universo fenomênico, ignorando por completo as leis, a ordem e a continuidade deste último? Um "algo assim" dependeria por completo da orientação ordenada do universo e seria, portanto, superior a ela. Não podemos imaginar nada fora do Todo que esteja fora da Lei, e isso simplesmente porque o Todo é a própria Lei."
Atentemos para o detalhe que o Princípio da Causa e Efeito lida apenas com "acontecimentos". "Um "acontecimento" é "aquilo que advém, chega ou acontece como resultado ou consequência de algum acontecimento precedente." Nenhum evento "cria" outro evento, mas é simplesmente um elo precedente na grande cadeia ordenada de acontecimentos procedentes da Energia Criadora do Todo."
"Toda ideia que nos ocorre, todo ato que praticamos, tem seus resultados diretos ou indiretos que têm seu lugar na grande cadeia de Causa e Efeito."
Esse princípio não entra na questão do Livre Arbítrio ou do Determinismo. " Os Preceitos ensinam que o homem pode ser Livre e, ao mesmo tempo, limitado pela Necessidade, dependendo do significado dos termos e da elevação da Verdade a partir da qual a questão é examinada."
"A maioria das pessoas é mais ou menos escrava da hereditariedade, do meio ambiente etc., e manifesta muita pouca Liberdade. São guiadas pelas opiniões, costumes e ideias do mundo exterior, e também por suas emoções, sensações e condições etc." Muitos afirmam que são livres para agir como bem entendem e só fazem o que querem fazer. Mas reflitamos: " O que as faz "querer" fazer uma coisa de preferência a outra; por que lhes "apraz" fazer isso e não aquilo? Não há um "porquê" associado a seu "prazer" e "querer"?"
Muitas pessoas são arrastadas "como a pedra que cai, submissa ao meio ambiente, às influências exteriores e às condições e desejos internos, para não falar dos desejos e das vontades de outros mais fortes que elas, da hereditariedade, do ambiente e da sugestão, empurrando-as sem nenhuma resistência, nenhum exercício da Vontade de sua parte. Movidas, como os peões no tabuleiro de xadrez da vida, elas desempenham seus papéis e são postas de lado assim que a partida termina."
Como foi dito anteriormente, os Mestres, conhecedores das "regras do jogo, elevam-se acima do plano da vida material e, colocando-se em contato com as forças superiores de sua natureza, dominam seus humores, temperamento, qualidades e polaridade, assim como o meio em que vivem, e deste modo tornam-se Motores em vez de Peões - Causas em vez de Efeitos. Os Mestres não escapam da Causalidade dos planos superiores, mas se ajustam às leis superiores, e assim dominam as circunstâncias no plano inferior. Eles formam uma parte consciente da Lei, sem serem meros instrumentos aleatórios. Enquanto Servem nos Planos Superiores, eles Regem no Plano Material."
O acaso não existe porque tanto nos planos superiores como nos inferiores, a Lei está sempre em ação. Tudo é regido pela Lei Universal - a Lei é o Todo. Assim como dizem "todos os nossos fios de cabelo são contados e nem mesmo um pequeno pássaro deixa de ser percebido pela Mente do Todo."
"Não há nada fora da Lei" - mas isso não quer dizer que o Homem é simplesmente um autômato. Ao contrário, cada um de nós, pode conhecer a Lei para superar as leis, onde "a vontade superior sempre prevalecerá contra a vontade inferior, até que por fim chegará à etapa em que buscará refúgio na própria Lei, e zombará das leis fenomênicas."
Há um exemplo bem fácil para entendermos como usar a Lei à nosso favor. Quando chove, se não quisermos nos molhar podemos fazer uso de um guarda chuva - entretanto se não nos importarmos de nos molhar ou até se quisermos ficar molhados, é só não usar o guarda chuva. A chuva (a Lei) está lá atuando e você pode usar de seu livre arbítrio para escolher como enfrentá-la. Sei que é um exemplo bem banal mas ele poder ser usado como reflexão!
Usemos o Princípio de Causa e Efeito, em vez de sermos por ele usados, seguindo em frente com mais força e vontade.
Boa semana!