quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A VERDADE QUE LIBERTA

 Caros amigos,

Atualmente fala-se muito sobre as notícias/fatos falsos - as famosas "fake news" como ficaram internacionalmente conhecidas - é a expressão da  moda. 

Quase em todas as nossas atividades diárias, quando interagimos com os outros, somos defrontados por essas "novidades" - não é à toa que a palavra em inglês para notícias é news (new é "novo" em inglês) pois sempre estamos em contato com coisas/notícias novas - novidades.

Assim, desde a conversa com o vizinho, com o porteiro do edifício onde moramos ou trabalhamos até a rede de notícias do rádio, da TV, da internet, estamos recebendo novas informações sobre o que ocorre em nossa volta e no mundo.

A maioria de nós consome essas informações de uma maneira automática e passiva - deste modo, praticamente, acreditamos em tudo o que nos é passado com sutis diferenças de discórdia.

Já que esse blog busca trazer reflexões também sobre fatos do cotidiano, por que não refletirmos a respeito de tudo o que ouvimos, vemos, sentimos?

Muitas vezes somos alertados a prestar atenção às fake news para não as compartilharmos - existe até um site "Boatos.org" que nos informa quais são ou não as tais de notícias falsas.

Muitos de nós ficamos aliviados quando em contato com um vídeo ou informação nova, checamos nesse tal site de boatos e descobrimos que aquele material é falso ou não.  Mas, reflitamos: se existe tanta notícia falsa quem garante que esse "Boatos.org" também, ao invés de cumprir fielmente o seu papel, nos informa erroneamente?

Afinal de contas, onde está a verdade?

Jesus nos trouxe uma reflexão em João 8:32: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!"

Então quer dizer que Jesus nos informou que se não sabemos a verdade, não estamos livres, somos prisioneiros? Prisioneiros de quem? Ou de quê?

Hoje resolvi escrever sobre esse tema porque, finalmente, acredito ter entendido essa afirmação do Mestre de Nazaré.

Em toda nova informação há prós e contras. A não ser que seja um fato comprovado, por exemplo o tsunami ocorrido na Indonésia em 2004 ou o furacão Katrina em New Orleans - EUA em 2005.  Não é porque somente  soubemos deles pelas notícias da TV, no jornal que eles realmente ocorreram - é porque são cataclismos da natureza que podem ser verificados in loco e filmados. Claro que para qualquer notícia na TV ou na Internet com imagem existe a possibilidade de fazer uma montagem - atualmente existem muitos recursos tecnológicos para simular situações que não são reais.  Entretanto, neste caso, o tempo dirimirá qualquer dúvida quanto à veracidade do evento.  Tanto no caso do tsunami quanto no caso do furacão, num primeiro momento alguns podem achar que se trata de uma notícia falsa e depois de um tempo, relativamente curto (hoje tudo é praticamente noticiado em tempo real), constata-se que o fato é verdadeiro.  

No caso do atentado em 11.09.2001(difícil esquecer essa data pois a mídia nos lembra dela muitas vezes em várias ocasiões) aos EUA, lembro-me de estar em casa lendo e minha irmã me ligou pedindo que eu ligasse a TV.  Ela disse: "Os Estados Unidos estão  acabando." Quando liguei a TV e vi os dois aviões batendo no WTC (World Trade Center) não acreditei, pensei que era uma piada - aí conforme fui assistindo vi que era real.

Agora peguemos uma notícia mais abstrata, tipo um golpe de estado num país qualquer - mesmo que a notícia pareça neutra, imparcial, há sempre uma tendência para se escolher um lado.  Mesmo pessoas que estão morando nesse país podem não estar certas da veracidade de certos fatos, principalmente se não estiverem familiarizadas com a constituição do país.

Muitas pessoas na filosofia, na religião, na ciência e na política se atém ferozmente a certos parâmetros da verdade e fazem com que suas vidas pareçam um campo de batalha atroz, com a desculpa de defendê-la (a verdade), mas esses não passam de prisioneiros de seus "pontos de vista".

Então como saber a verdade?

Eu acredito que, a respeito de muitos assuntos, não saberemos a verdade.

A verdade a que Jesus se referia diz respeito ao nosso livre-arbítrio e esse só pode ser exercido conscientemente, levando em conta a harmonia do ambiente. Cada um de nós possui sua verdade individual.  Quando meu livre-arbítrio invade a vida dos outros desequilibrando-a, esse mesmo ato também desequilibra minha própria vida e então me torno prisioneira das consequências do mesmo.  Se, ao contrário, o uso do meu livre-arbítrio traz equilíbrio para meu entorno, a paz é preservada e me traz liberdade.

Assim, voltemos às notícias na TV ou na Internet - como separar a verdade da falsa notícia? Acredito que simplesmente raciocinando, usando o bom senso e nos perguntando: qual é o impacto dessa notícia em minha vida? O que farei com essa informação? Qual é a importância dela no meu dia-a-dia? Convenhamos que existem notícias que são praticamente "fofocas" e que não acrescentam em nada.  Assim, busquemos estar atentos ao que realmente faz a diferença em nossa vida.  Infelizmente, atualmente, como já mencionei, muitas pessoas são consumidoras vorazes de tudo - assistem tudo, leem tudo (ler é mais raro nos dias atuais...) - muitos acreditam que fazendo desse jeito estarão atualizados - existe o temor de ser "marginalizado" caso não se saiba o que ocorre no mundo (!)

Ao meu ver, a crença nas fake news ocorre porque há muita superficialidade nos dias de hoje - não há aprofundamento aonde precisaria haver. Por exemplo, no autoconhecimento - muitos conhecem tudo de informática, mas não conseguem enumerar três coisas de que gostam; muitos gostam do que a maioria gosta porque não sabem quem são.  Se não sei quem sou, se não sei quais são minhas crenças, minha verdade, corro o perigo de acreditar em tudo - assim, para saber se um fato é verdadeiro, há que se fazer muita pesquisa - não basta clicar em "Boatos.org" - a Internet é cheia de recursos para você fazer sua própria pesquisa.  Pesquisar é aprofundar-se naquilo que você quer saber e quando você não quer se aprofundar num assunto é porque você não quer saber e se você não quer saber não é importante para você. E tudo bem.  A verdade só aparece para aquele que busca.

Quando me referi aos "prisioneiros dos pontos de vista" quis dizer que estes, praticamente não possuem a "mente aberta", não aceitam opiniões diferentes das deles, vivem como se estivessem num circuito fechado/numa bolha, não vislumbram consequências futuras dos fatos. Não se aprofundam nas suas ditas verdades.

Enfim, estas são as verdades incontestáveis : somos humanos, vivemos num maravilhoso planeta chamado Terra e devemos fazer do nosso dia-a-dia, de nossa vida, uma busca incessante da verdade que nos liberta para trazer ao mundo que nos cerca harmonia e equilíbrio.  Na minha opinião, essa é a verdade a qual deveríamos nos ater, a qual  vale a pena buscar - o resto é superficial.

Você conhece a sua verdade?

Boa semana a todos!




























quarta-feira, 18 de novembro de 2020

MUDE DE DESTINO MUDANDO DE HÁBITO

 Hoje discorrerei sobre um livro que acabei de ler em outubro.  Há alguns anos alguém (não me lembro quem) me indicou esse livro e acabei encontrando-o num sebo (um dos meus lugares favoritos para estar).  Sempre tenho comigo uma caderneta (nada de anotar coisas no celular!) onde anoto sugestões de livros que algumas pessoas me falam.  Então quando vou num sebo procuro os livros indicados.

Bem, o livro de hoje é de Gretchen Rubin, escritora e blogueira (foi com ela que peguei dicas para abrir um blog e assim o fiz); o nome do livro é "Melhor do que antes - o que aprendi sobre criar e abandonar hábitos".

Muitas vezes, todos nós na vida enfrentamos dificuldades para adquirir ou mudar nossos hábitos.  Entretanto, os hábitos são atitudes particulares - um hábito que é bom para uma pessoa pode não ser bom para outra e vice-e-versa.  Assim, antes de iniciarmos um hábito novo necessitamos auto conhecermo-nos, lembrando que quando mudamos nossos hábitos, mudamos nossas vidas. 

"O autoconhecimento permite escolher a estratégia  que funciona para nós - o que também pode significar ignorar conselhos de quem insiste que o seu jeito é o correto."

O livro anterior dela chama-se "Projeto Felicidade" (não li) e então ela é bastante preocupada em pesquisar o que faz as pessoas felizes.

Nesse livro sobre hábitos ela afirma que "pessoas que possuem mais capacidade de autocontrole (ou autodisciplina ou força de vontade) são mais felizes e mais saudáveis." Identifiquei-me com essa afirmação pois sou realmente bastante disciplinada e considero-me razoavelmente saudável.

Outra afirmação dela que gostei foi "nossos hábitos são nosso destino e quando mudamos nossos hábitos permitimos que alteremos esse destino."

Por exemplo, se quero dormir bem preciso comer pouco na janta, não posso tomar café antes de dormir (embora muitas pessoas digam que para elas esse não é o caso, o café é excitante e acredito que o sono pode até ocorrer mas a noite não será tão tranquila), não posso ficar no celular ou no computador ou até na TV muito tempo antes de ir para cama, por causa da luz (o ideal é ler algum livro para relaxar os olhos) (Gretchen afirma que "telas de todos os tipos tendem a sugar energia se usadas  por muito tempo; elas consomem tempo que poderia ser usado para outras atividades; elas nos mantêm acordados até tarde; nos levam a comer sem pensar.  A tecnologia é um bom servo, mas um péssimo mestre. Como os próprios hábitos" e eu concordo com ela por experiência própria) e, finalmente procurar dormir de 6 a 9 horas por noite (depende de cada pessoa). Com esses hábitos ao dormir, tenho uma noite mais tranquila e, consequentemente um bom dia pela frente.  Assim mudo meu destino.

Para mudar ou adquirir um hábito novo precisamos da "tomada de decisão" na escolha do novo hábito e "força de vontade" para iniciar esse novo costume.

Gretchen constata que "para uma vida feliz, importante cultivar uma atmosfera de crescimento - um sentido de que estamos aprendendo coisas novas, ficando mais fortes, criando novos relacionamentos, melhorando nossa situação, ajudando outras pessoas.  E os hábitos operam um papel importante na criação de uma atmosfera de crescimento, porque nos ajudam a progredir de maneira consistente e confiável."

As escolhas que fazemos devem refletir nossos valores e com os hábitos a circunstância é a mesma.  Se acredito que caminhar todos os dias faz com que as pessoas tenham mais energia e se tornem mais dispostas, tenho que fazer dessa prática um hábito - aqui a ideia não é se você gosta ou não de caminhar, mas a sua crença de que esse ato é bom para você e seu corpo.  Assim, não se deve dar ouvidos à preguiça - é achar uma maneira, de pouco a pouco colocar a prática da caminhada na sua rotina diária.  Esse é apenas um exemplo.  Analise suas escolhas e crenças para encontrar o hábito ideal que combine esses dois fatores.

Uma boa ideia que Gretchen nos sugere é a prática do agendamento.  Ela diz "agendar é uma ferramenta inestimável para a formação de um hábito: ajudar a eliminar a necessidade de tomar decisões; ajuda a conseguir o máximo de nosso limitado autocontrole; ajuda a lutar contra a procrastinação.  O mais importante, talvez, é que a Estratégia de Agendamento ajuda a criar tempo para as coisas que são mais importantes para nós. A forma como agendamos nossos dias é como vivemos."

Para ela "o objetivo é desenvolver hábitos que nos permitam ter tempo para tudo que valorizamos - trabalho, diversão, exercício, amigos, serviços, estudos - de maneira que seja viável, sempre." E, eu concordo com essa afirmação.

Gostaria de compartilhar com vocês um hábito que tenho há 20 anos aproximadamente: Ioga. Faço ioga em casa três vezes por semana religiosamente - uso um livro de programas muito bom que adquiri num sebo (é claro!): "Ioga - o programa de 28 dias" de Richard Hittleman.  Antes dessa prática eu tinha muitas dores de coluna; o exame há 20 anos atrás constatou hérnia de disco e o médico disse que se eu não operasse, com o passar do tempo poderia ficar sem andar, entretanto desde que faço esse programa de ioga tive poucos eventos de dor, a qualidade de minha vida aumentou muito e hoje ando normalmente (quando fiz o tal exame estava usando bengala).  É como Gretchen diz, tenha um hábito saudável e crie um destino/futuro melhor.

Assim escolha adquirir ou eliminar um hábito que seja útil em sua vida - a escolha depende de você saber o que você quer para o seu futuro.

Mas, "muitos hábitos nunca devem ser aceitos sem pensar". Gretchen cita Goethe: "Tudo o que liberta o nosso espírito sem nos dar o controle de nós próprios é prejudicial" e ela finaliza "e tudo o que liberta nosso espírito enquanto nos dá controle sobre nós mesmos é construtivo."

"Talvez bons hábitos sejam algo que deve ser aprendido, mas que não pode ser ensinado."

"Podemos construir nossos hábitos somente sobre a base de nossa própria natureza."

Bem, então vamos às reflexões de hoje:  para você é fácil adquirir um hábito que te ajude no seu dia-a-dia? É difícil abandonar um mau hábito, aquele que te atrapalha?

Boa semana a todos! 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

NOSSA VIDA DEPENDE DELAS

Caros Amigos,

O tema de hoje é um dos temas centrais de minha vida.  Desde muito jovem sou apaixonada por árvores e por extensão, plantas, arbustos, flores, pássaros, insetos e verde, muito verde.

Quando vejo uma árvore sendo cortada (e, ultimamente, vejo muitas...) ou maltratada, minha angústia é tal que, muitas vezes, irrompo em lágrimas.

Lembro-me nitidamente, com tristeza, quando estava na faculdade de psicologia em São Paulo nos fins da década de 90, havia no campus um pequeno bosque, o qual ficava em frente a algumas salas de aula.  Num dos anos, acho que no meu segundo ano, após um feriado prolongado (acho que foi carnaval), quando voltamos às aulas, o bosque fora totalmente eliminado - haviam arbustos, acho que umas duas árvores e muitas plantas e flores - para dar lugar a um outro prédio (hoje já construído).

Minhas colegas de classe admiraram-se do meu choro, quase desesperado - "São apenas árvores/plantas..." foi o que disseram.  O dia em que nós, humanos, percebermos que as árvores e as plantas são seres vivos, o planeta revigorar-se-á e poderemos desfrutar da natureza, a qual nos trará um pouco da tão almejada paz.

Há um livro muito bom chamado "A Vida Secreta das Árvores" de Peter Wholleben, onde o autor nos explica fatos desconhecidos da maioria de nós sobre árvores (óbvio!) , principalmente como elas se comunicam por baixo da terra através de suas raízes.

Todas as pessoas deveriam ler este livro para primeiramente, poderem entender a mudança climática do planeta.  Todos nós já estamos familiarizados com este problema onde o desmatamento constante é o grande causador do aquecimento global,entretanto há detalhes sutis que deveríamos conhecer, principalmente no quesito "árvores na cidade".

Curitiba, cidade onde escolhemos, meu marido e eu, vivermos até o fim dos nossos dias, já foi chamada de "cidade ecológica".  Hoje, depois de nove anos que moramos aqui, as coisas mudaram um pouco.  Infelizmente, no bairro onde residimos muitas árvores já foram cortadas - a cada seis ou sete meses, aproximadamente, uma árvore é retirada da rua - isso tem acontecido nos últimos três anos mais ou menos.  Como todos nós, moradores de Curitiba, já notamos, o clima mudou drasticamente.  Uma cidade onde chovia sempre e onde havia muito verde pelas ruas, hoje 2020 estamos vivendo o que eles (o governo, o povo, a mídia) chamam de "crise hídrica", isto é, o ano passado foi fraco em chuvas e este ano estamos com o programa de racionamento de água desde maio - o rodízio de abastecimento de água é realizado por bairros - 36 horas com água para 36 horas sem água (este período de 36 horas começou em setembro, antes era mais espaçado). E, pasmem, as árvores continuam sendo cortadas!

No livro mencionado, o autor explica que na cidade, as árvores precisam estar próximas para permanecerem saudáveis - não só para poderem comunicar-se e trocar informações através de suas raízes, como mencionei, mas também para protegerem-se em dias de tempestades e muito vento.  Quando estão sós numa quadra, por exemplo, caem facilmente e tornam-se árvores doentes.

Sem contar que árvores capturam o gás carbônico da atmosfera e nos devolvem oxigênio - ou seja, elas se alimentam das impurezas do ar e as transformam em oxigênio.  Quando pequena aprendi isto na escola e esse fato não mudou.  O que se aprende hoje na escola quando se estuda o ambiente? Ou não se estuda mais a natureza e suas peculiaridades?

Há pouco tempo descobri um buscador na Internet que toda vez que você o usa, eles plantam árvores em várias partes do mundo: www.ecosia.org. Já o instalei e o uso sempre que preciso pesquisar algo.  Se você entrar no site deles, eles mostram aonde as árvores são plantadas - plantam árvores inclusive no Brasil.

Num TED de Thomas Crowther, descobri outras coisas interessantes sobre árvores.  Ele criou uma empresa chamada Restor (www.restor.eco), a qual restaura ecossistemas no mundo.  

A perda de florestas no planeta acarreta o aumento de gás carbônico na atmosfera.  O oxigênio só existe na Terra graças às plantas, as árvores, o verde, por causa da fotossíntese.

Fotossíntese significa síntese pela luz, sendo o processo pelo qual plantas, algas e algumas bactérias utilizam a energia luminosa para produzir matéria orgânica.  A fotossíntese é o principal meio de produção de energia dos seres autotróficos.  Esse processo geralmente utiliza gás carbônico (CO2) e água (H2O) para a produção de matéria orgânica na forma de glicídios (principal fonte de energia para os seres vivos, estando presentes em diversos tipos de alimentos, tais como mel, cana, leite, frutos), a qual servirá de alimento para o organismo liberando também gás oxigênio (O2) para a atmosfera no processo. Praticamente todo o oxigênio que compõem a atmosfera atual da Terra é resultado da fotossíntese.

Autotrofismo ou nutrição autotrófica é definido como a capacidade do ser vivo de sintetizar seu próprio alimento a partir de material inorgânico. (www.infoescola.com/biologia/fotossintese).

Em suas pesquisas, Thomas Crowther afirma que a monocultura (cultura exclusiva dum produto agrícola, por exemplo, plantação de eucaliptos para produção de papel), não é um ecossistema pois não há pássaros, nem insetos, nem animais. Sua ideia é a restauração de florestas com espécies variadas onde haja vida, pássaros, insetos, fungos e troca de nutrientes.  Assim sendo cada jardim que possua diferentes tipos de plantas, árvores ou flores é um ecossistema e deveria ser preservado.

Esse assunto me é tão prazeroso e cheio de novidades, que terei que voltar a ele num texto futuro.

Reflitamos: Agora que conhecemos mais profundamente o fato de que as árvores são nosso futuro e que sem elas não há oxigênio, o que podemos fazer para minorar o desmatamento?

Até semana que vem!


 


 

 

 

 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

VOCE CUIDA DE SI MESMO?

Amigos,

Hoje vamos voltar ao livro de Jordan Peterson "Doze Regras para a Vida" - Regra 2: "Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade."

O enunciado desta regra parece estranho (em inglês tem mais sentido) entretanto, trocando em miúdos seria aquela pessoa que cuida muito bem dos outros, mas não cuida de si próprio.  Como exemplo temos aquela pessoa que leva o pet no veterinário quando este não está bem, mas é incapaz de ir ao médico quando necessita.

O amor próprio é necessário para se ter uma vida mais plena e gratificante.  Sempre falamos muito do egoísta, daquele que pensa só em si próprio, mas nunca falamos daquele que não tem autoestima, que se trata mal; muitas vezes até o egoísta se trata mal - este, quer tudo para si, contudo nem sempre sabe do que gosta e do que é salutar para si mesmo.

O "segredo" da autoestima é saber a que se ater.  É saber do que gosta ou não gosta para poder fazer escolhas que irão trazer benefícios e equilíbrio ao cotidiano.

Embora admire a mente de Jordan Peterson e suas ideias, ele é prolixo em seus escritos.  Para chegar a uma conclusão sobre o que ele acredita, ele "viaja" longe no tempo.  Talvez essa seja a imagem de um bom escritor e pensador - através das páginas de seus livros, refletimos, chegamos a algumas conclusões e desse modo, evoluímos.  Muitas vezes não concordamos, mas isso não importa - o fundamental é a reflexão e posteriormente o crescimento pessoal.

Assim para nos explicar porque alguns de nós não nos tratamos bem da mesma maneira que tratamos os outros (no caso, nosso pet do exemplo) ele vai até o livro do Gênesis da Bíblia - a criação do mundo pela vontade (palavra/verbo) de Deus.

Depois de criar a natureza e o homem, temos a saída de Adão e Eva do Paraíso por terem comido a fruta proibida (o conhecimento).  "Eles se cobriram porque perceberam que estavam nus".  Simbolicamente esse mito da nudez significa que o homem adquiriu o conhecimento sobre si mesmo (por isso notou que estava nu) e que cometeu o "pecado", também chamado de "pecado original", pois desobedeceu a ordem de Deus.  Assim o ocidente "começou" a civilização com o "pé esquerdo", vamos colocar dessa maneira.  Todos nós, mesmo aqueles que não acreditam em Deus, que não possuem nenhuma religião ou mesmo outra religião que não seja o Cristianismo acaba "embarcando" nessa ideia que permeia o inconsciente da humanidade desde o início dos tempos - de que não somos bons o suficiente para viver nesse Planeta.

Nesse ponto Peterson afirma "Se desejamos cuidar de nós mesmos adequadamente, deveríamos nos respeitar - mas nós não o fazemos, porque somos - mesmo sem percebermos conscientemente - criaturas caídas."

Apesar do livro do Gênesis trazer essa ideia sobre o pecado, a "desobediência" a Deus, ele também afirma que o homem foi feito à semelhança de Deus - então aproveitemos essa imagem e compreendamos que todos nós temos uma parte do divino em nós.

Peterson continua: "Nós merecemos algum respeito. Você é importante para outras pessoas, tanto quanto para você mesmo. Você tem um papel vital no desdobramento do destino do mundo. Você deveria cuidar, ajudar e ser bom para você do mesmo modo que você cuida, ajuda e é bom para alguém que você ama e valoriza.

Trata a si mesmo como alguém que você é responsável por ajudar é considerar o que seria verdadeiramente bom para você. Isso não é o que você quer para você; tampouco o que faz você feliz. Quando você dá um doce a uma criança a faz feliz - entretanto feliz não é a mesma coisa que bom.  Você deve fazer com que as crianças escovem os dentes.  Elas devem colocar suas roupas de neve se quiserem ir lá fora para brincar, mesmo que elas relutem muito em fazê-lo.  Você deve ajudar uma criança a se tornar virtuosa, responsável, um ser consciente de si - ajudá-la a ser capaz de cuidar de si e dos outros e sentir-se bem fazendo isso.  Por que você acha aceitável fazer menos que isso por você mesmo?"

Como eu afirmei no meu texto "Educação", as crianças aprendem mais pelo exemplo e menos por aquilo que falamos para elas.  Em realidade, todos nós aprendemos com todos e com tudo em todos os momentos.  

No futuro deveríamos ter o seguinte pensamento: "Como seria minha vida se eu cuidasse de mim adequadamente?"

Para responder a essa pergunta, você deve se conhecer - saber o que te faz bem e buscar essa meta; e o que te faz mal e abandonar essa atitude.  Para tanto, você precisa disciplinar-se cuidadosamente para buscar esse autoconhecimento.  Você deve se tratar bem para poder tratar bem os outros.

"Amar o próximo como a nós mesmos" disse Jesus - Como posso amar o outro genuinamente se não me amo? Muitas vezes amamos o próximo, mas esquecemos de nós.

Peterson afirma que "você necessita saber aonde está indo; desta maneira você consegue limitar a extensão do caos em sua vida, reestruturar a ordem e trazer a força divina da Esperança para suportar o mundo.  Você precisa determinar aonde você está indo, assim  pode escolher o melhor para você, para que não termine sendo uma pessoa vingativa, cruel e ressentida.  Você tem que buscar seus próprios princípios, assim, dessa maneira,  poderá se defender dos outros que possam tira vantagens de você; desse modo você sentir-se-á seguro enquanto trabalha e também nos seus momentos de lazer.  Você deve manter as promessas que fez a você mesmo, assim poderá se sentir  mais confiante e motivado. Você necessita determinar como agir em relação a você mesmo.  Assim é mais fácil tornar-se e continuar sendo uma boa pessoa.  Seria bom fazer do mundo um bom lugar.

Não subestime seu poder de visão e de direção.  Trate bem de você.  Defina quem você é. Refine sua personalidade. Escolha seu destino."

Peterson termina essa regra citando o filósofo alemão do século XIX - Friedrich Nietzsche que disse "Aquele cuja vida tem um porquê consegue suportar quase todo o como".

Assim você pode começar a cuidar de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade.

Então, depois desse texto longo e minha pobre tentativa de resumir a segunda regra de Jordan Peterson, você conseguiu refletir sobre o tema?

Você cuida de si mesmo?

Boa semana.

 

 

 

"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...