Amigos,
Finalmente, chegamos à última regra de Jordan B. Peterson, a 12ª regra "Acaricie um gato quando encontrar um na rua".
Peterson faz dessa regra um relato de alguns momentos difíceis de sua vida. Ele descreve toda a problemática física de sua filha, a qual foi diagnosticada aos seis anos de idade com artrite reumatoide juvenil. Ela tinha 37 juntas de sua perna que precisavam ser "trocadas", ou seja, próteses deveriam ser colocadas. Bem, ela sofreu ao longo de alguns anos muitas cirurgias; teve que tomar muitos medicamentos fortes para a dor (a maioria opiáceos que depois tiveram que ser retirados e lhe causado crises de abstinência...) Após 8 anos de sofrimento, após ter "trocado" seu tornozelo e seu fêmur, conheceram outro fisioterapeuta e este conseguiu resolver o problema da adaptação das próteses e da dor praticamente para sempre. Hoje ela é casada, tem um canal no YouTube e tem uma filha.
O capítulo foi resumido da melhor maneira possível para não ser tão longo; a ideia do título parece enigmática, mas vamos refletir juntos.
Antes disso, ele começa esse capítulo explicando que tem um cachorro da raça que ele chamou de Esquimó Americano e pela descrição é o que nós conhecemos por Akita. Ele achou que, pelo título, muitos leitores, amantes de cães, poderiam ficar chateados, entretanto a ideia da regra se aplica mesmo a gatos.
Ele explica: "cães são como pessoas. Eles são amigáveis e aliados dos seres humanos; são sociáveis, domesticados e entendem de hierarquia; são felizes (dependendo das pessoas que cuidam deles, eles podem tornar-se tristes...). Eles retribuem a atenção que recebem com lealdade, admiração e amor. Cães são ótimos."
"Gatos, entretanto, são criaturas únicas. São apenas semi-domesticados. Eles não aprendem truques (hoje, alguns até aprendem). Eles são amigáveis de acordo com seus próprios termos. Cães foram cativados, mas gatos tomaram a decisão de não o serem. Eles parecem desejar interagir com as pessoas por algumas estranhas razões que só eles conhecem. Para mim, gatos são a manifestação da natureza, do Ser, em sua mais pura forma."
Quando ele menciona que assim que você encontrar um gato na rua você deveria acariciá-lo é apenas uma das ideias para, por alguns momentos, você interagir com uma criatura da natureza que não seja um ser humano (por exemplo, plantas, flores, árvores, pássaros, besouros, qualquer outro animal, um lago, o mar, o vento, um rio, etc.) e poder relaxar por alguns instantes e lembrar-se de que a vida não é só sofrimento e problemas - ela tem seu lado mágico, belo, espiritual. E um gato, para ele, para mim e para algumas pessoas faz isso muito bem. Você se encanta com ele e percebe que o mundo é extraordinário.´
Antes de comprar esse livro, eu já conhecia Jordan Peterson e quando olhei o título das regras no índice, apaixonei-me por esta última regra, porque sempre fiz isso - ao ver um gato, seja aonde for, paro para me comunicar com ele, acaricio-o - raros gatos fogem de mim - talvez eles saibam que eu os admiro muito. Eu encontro gatos em todos os lugares, ou será que são eles que me encontram? E quando os vejo fico muito feliz e quando consigo acariciá-los meu dia fica muito mais completo e feliz. Para mim, são criaturas angelicais.
Em 2018, meu marido e eu estivemos na Escócia e fomos visitar a Capela Rosslyn (ela aparece no filme de Dan Brown, com Tom Hanks, "O Código Da Vinci"). É uma capela gótica, extraordinária, construída em 1446; você pode ficar horas lá dentro olhando todas as esculturas nas paredes, nas escadas e nos pilares. Bem, lá dentro, num dos bancos havia um gato preto deitado. Fui até ele e fizemos amizade. Então o pessoal da capela contou que ele vinha todas as tardes passear pela capela durante alguns anos embora a família que o adotara morava longe. De tanto ele vir, a família resolveu mudar-se para perto da capela e hoje ele passa a maior parte do tempo lá.
Assim, Peterson nos relata de seus problemas e aflições que teve com sua filha e nos encoraja a percebermos que existem pequenas coisas que podem fazer com que nos sintamos melhores apesar de tudo. Ele relata que todas as vezes que vê um gato na rua e pára para acariciá-lo é como um desses momentos mágicos, uma dessas raras oportunidades de perceber o divino no mundo. Vale lembrar que gatos "sentem" as pessoas. Se eles te "aprovam" eles permitem que você os toque.
"Acaricie um gato ao encontrar um na rua."
Caro leitor, qual é o seu item da natureza que o faz relaxar, parar e se encontrar quando em meio às atribulações do dia a dia? Conte para nós.
Boa semana a todos!