sexta-feira, 29 de abril de 2022

"A LETRA ESCARLATE"

Olá leitores amigos,

O segundo livro que discutimos em nosso "Clube da Leitura" foi "A Letra Escarlate".

Ele foi escrito em 1850 pelo escritor norte-americano Nathaniel Hawthorne. Esse escritor não se considerava um bom escritor, era introvertido e gostava de escrever; trabalhava na alfândega da cidade de Salem, um porto, no estado de Massachusetts, na região da Nova Inglaterra,  nos Estados Unidos da América.  O seu cargo nesse local era o de administrador da alfândega.  No primeiro capítulo do livro intitulado "A Alfândega", o autor descreve não somente o local físico mas também a personalidade de seus funcionários.  Ele tinha uma capacidade extraordinária de perscrutar o íntimo das pessoas trazendo às claras suas personalidades e características mais íntimas.

Só a partir do capítulo sobre a alfândega ele inicia a história da letra escarlate.  A ideia para o livro surgiu quando ele encontrou alguns documentos antigos numa sala da alfândega e descobriu a história de Hester Prynne, personagem principal do livro.  Este é o motivo pelo qual ele inseriu este primeiro capítulo no livro.  Para o leitor não fica claro se a história de Hester Prynne é real.  A personagem existiu realmente com esse nome, mas a história da letra escarlate partiu da criatividade do autor.  Junto com os escritos sobre Hester Prynne ele também encontrou dois recortes de pano de cor vermelha com a letra "A".

No texto de hoje não haverá "spoiler" - não contarei toda a história - acho que a a leitura do livro é o que conta.  Hawthorne escreve bem, usa de boas palavras e, apesar de lermos a tradução do livro, conseguimos apreender a trágica história de Hester como também as características dos personagens.

A história começa com Hester deixando a prisão com um bebê no colo.  Ela havia sido acusada de adultério, motivo pelo qual traz costurada em seu vestido na altura do peito, uma letra "A" em tecido vermelho.  Após a saída, ela e o bebê são encaminhados a um tablado do pelourinho no centro do vilarejo.  Então ela é interpelada por dois sacerdotes a confessar o nome do pai da criança.

O tom da narrativa é pesado, e embora haja suspense, o leitor acaba descobrindo quem é o "culpado" antes do fim - fim este bastante trágico e inesperado.

Como personagens principais temos, além dos dois sacerdotes, o marido de Hester, o governador do local, a filha de Hester, Pearl.

A história se passa antes da independência americana, quando grupos religiosos ingleses a colonizaram.  Na história é o grupo dos puritanos que é retratado.

Henry Thomas, um dos críticos de Hawthorne, afirma que "A Letra Escarlate" é a história moral da Inglaterra e é o retrato do próprio Hawthorne - homem com alma de pagão e corpo de puritano." Ele ainda menciona que "o tema favorito de Hawthorne é o pecado e o sofrimento."

Em nossa discussão sobre o livro apontamos como foi interessante aprender como se deu o início da colonização da América do Norte e entender a vida dos puritanos.

Hawthorne escreve muito bem; não imaginava.  Inclusive ele tem outros livros explorando o tema da morte, da eternidade e da espiritualidade aos quais buscarei para ler.  Fica hoje a sugestão para a leitura de "A Letra Escarlate".

Boa semana!




 

terça-feira, 19 de abril de 2022

COINCIDÊNCIA FANTÁSTICA?

 "Os artistas são a antena da raça".   Ezra Pound

Caros leitores,

O texto de hoje será sobre o filme "Animais Fantásticos - Os Segredos de Dumbledore", o terceiro filme sobre os animais fantásticos.  Sou fã de Harry Potter e da sua criadora J.K.Rowling.

Este filme achei incrível pela sincronicidade de sua história com a realidade, mais especificamente, com fatos  relacionados a um grande país da América Latina.  Ainda não vi nenhuma análise dele.  Sendo assim, resolvi eu mesma realizar tal feito.

Para aqueles que ainda não assistiram ao filme e pretendem fazê-lo, aviso - esse texto trará o "spoiler".

A primeira metade do filme é repleta de efeitos especiais (todo o filme o é, entretanto a primeira parte é mais recheada disso), muitas cenas engraçadas e muitos bichos estranhos, os tais animais fantásticos.

Na segunda parte do filme, a história começa a ficar interessante e intrigante - a cada cena que ia se desenrolando, eu perguntava em tom de comentário para meu marido, o qual assistiu o filme comigo: "Ela está escrevendo(falando) sobre o (do) Brasil?" (Ela, no caso, a escritora).  Acho que a meia hora final, ou até mais, fiz essa observação umas três ou quatro vezes, tamanha a verossimilhança com a situação política desse país latino americano.

O tema central do filme era uma "votação" para o presidente do "planeta", o qual governaria para os bruxos e os trouxas.  Entretanto, para que isso fosse realizado foi capturado um animal fantástico, um tal de "qilin" (uma mistura de cachorro com ovelha/carneiro).  Esse animal tinha a capacidade de "enxergar" a alma de um indivíduo e ele saberia se o mesmo era bom, de bom coração, honesto, ou mau, desonesto.

Mas, em realidade o vilão da história "roubou" o qilin do personagem principal, vamos dizer do "mocinho" do filme.  Então ele o matou e depois por um ato de magia restituiu à vida ao mesmo, fazendo com que ele, o vilão, fosse considerado bom pelo qilin por lhe ter restituído à vida.

Entretanto, no ato do parto, nasceram gêmeos qilin, mas quando um deles foi capturado o outro irmão gêmeo ainda não havia nascido e assim sendo, o vilão não sabia que havia dois qilins.

Vogel, outro personagem da história, que acredito fazer parte do comitê para a preparação da cerimônia da escolha do presidente, um dos "ministros" da magia, resolve que o vilão deveria ser um dos candidatos para o cargo, embora fosse notório que este era desonesto, uma "pessoa do mal", vamos assim dizer, inclusive com condenações.  Vogel disse que era só para constar porque quem decidiria a escolha do presidente seria o qilin.  Assim, ele disse que todos poderiam ficar tranquilos porque ele não teria chances de ganhar.

O outro candidato forte era uma mulher chamada Vicência Santos, pessoa do bem.  Resolveram também escolher um terceiro candidato para que a situação não ficasse tão "polarizada".

Para não me alongar tanto na história, no final Santos ganha porque embora o qilin tenha se curvado, feito uma reverência para o vilão, pois ele estava "adulterado" pela magia, o qilin verdadeiro, o outro gêmeo aparece e se curva, faz a reverência  para Dumbledore, o outro "mocinho" da história, a pessoa do bem. Dumbledore  não era candidato, então a reverência posterior foi feita para Santos.

Bem, vamos à minha análise (em realidade foi uma análise minha e de meu marido em conjunto).

Havia dois qilins: um autêntico e outro adulterado - ou seja, duas urnas eletrônicas.  Um fato que me chamou a atenção, o qual só descobri no final, era que a atriz que protagonizava Santos era a brasileira Maria Fernanda Cândido.  Foi uma coincidência a autora ter escolhido uma atriz brasileira para o papel?  Não faço a mínima ideia de como essa escolha é realizada.

Outra sincronicidade com o referido país: o candidato maléfico, vilão, desonesto foi escolhido pelos "magistrados" para ser um dos candidatos; como já mencionei, um terceiro candidato foi escolhido para que não houvesse "polarização" (essa palavra não é dita no filme, mas o motivo foi este, ao meu ver).

Entretanto, o mais extraordinário de tudo foi o país onde essa cerimônia foi realizada: Butão.

Só existem no mundo três países onde se usa urna eletrônica não auditável no processo eleitoral: Bangladesh, Brasil e ... Butão.

Não sei se a autora escreveu tudo de caso pensado ou se meu marido e eu, "viajamos" na análise.  Tudo pode ser obra daquele famoso "acaso" que não existe.

Para Carl Gustav Jung, eminente médico e psicólogo suíço, a sincronicidade ocorre a todo momento e poucas vezes ela é percebida pelas pessoas.

Boa reflexão!



 





sábado, 16 de abril de 2022

SAUDADE DE SI MESMO

Caros amigos leitores,

O texto de hoje diz respeito diretamente em como nosso relacionamento com o outro pode afetar nossa integridade, e fazer com que nos percamos de nós mesmos.

Existem algumas circunstâncias, mais comuns à grande maioria das pessoas, onde estamos num relacionamento doentio, em que sem sabermos por que sentimos angústia, pânico, mágoa, desespero, raiva, medo, tristeza.  Somos inconscientes das causas dessas dores emocionais e muitas vezes, até dores físicas, problemas de saúde.  Às vezes, nem percebemos que esses sentimentos se devem a um relacionamento - com o outro e conosco mesmos.

São aqueles relacionamentos que aceitamos para sermos amados.  Inconscientemente adotamos o seguinte pensamento: "Vou fazer isso ou aquilo para agradar, assim serei amado ou respeitado." Assim quando agimos desta maneira acreditamos estar mais perto da pessoa que amamos, o que pode constituir uma verdade, entretanto, também estamos mais longe de nós mesmos.

Uma característica pertencente à grande maioria das pessoas é a de desejar amar e ser amada.  Assim, todos nós gostaríamos de sermos amados, mas não é melhor sermos amados pelo que somos do que sermos amados por uma imagem distorcida do que somos?

Se conhecermos pouco sobre nós mesmos e ainda sofrermos de baixa autoestima, caímos facilmente em relacionamentos intoxicantes, manipuladores, abusivos.  Porém, apesar de tudo, temos como buscar uma compreensão de que algo está errado por conta das dores emocionais advindas dessa relação, já enumeradas anteriormente (angústia, mágoa, desespero, etc.) - essas dores são os efeitos de uma causa.  Quando tentamos buscar a causa temos uma possibilidade de auto conhecermo-nos.

Uma dessas causas pode ser exatamente um relacionamento abusivo onde nos anulamos como individualidades no afã de sermos amados.  De início essa atitude pode trazer certo conforto, entretanto conforme vamos caminhando, percebemos que há algo errado, nos sentimos insatisfeitos e sentimos falta de alguma coisa, sentimos uma saudade - saudade nós mesmos.

Se temos uma vida atarefada e corrida, paremos alguns instantes para ouvirmos os outros, para observarmos a vida ao nosso redor e, o mais importante, paremos para nos olharmos, nos percebermos, sentirmos nossas emoções e realizarmos nossas mudanças, fazermos escolhas mais lúcidas que vão de encontro aos nossos ideais, àquilo que nos traz satisfação e paz interior.

Muitos acreditam que a paz é aquele momento onde nada acontece, onde o mundo parou e nós não precisamos realizar mais nada, acreditam que a paz só é conseguida depois de muita luta e principalmente, na chegada à velhice.  Em realidade, isso não é paz - é estagnação - paz interior é saber a que se ater, conhecer limites próprios, continuar a jornada ascensional - jornada esta repleta de alegria, de desafios, de conhecimento do Universo onde nos inserimos.

Todos nós temos sonhos - alguns são difíceis de serem realizados ou até mesmo impossíveis, mas quando encontramos a realidade, nossos sonhos se transformam em metas, objetivos, lugares onde sabemos estar em paz e felizes.

A busca por esses momentos deve ser uma constante.  Para tanto, há de se buscar o essencial e esse "essencial" é diferente para cada um.  

No geral, o essencial é cuidar de nosso corpo; cuidar do planeta que é obra divina e que nos supre do que necessitamos para nossa vida; cuidar de nossa relação com o outro; cuidar de nós mesmos, buscando saber quem somos, o que sentimos, porque sentimos, analisar nossos atos, aceitarmo-nos como ainda somos e mais que tudo - nos darmos colo.  Em suma, o essencial é o Amor - sem esse sentimento nada importa - é a mola propulsora de toda criatura criada por Deus.

Hoje, termino com uma frase de Ermance Dufaux: "Ame-se! Encontre-se! Mate a saudade de você mesmo! Isso é a maior prova de amor perante a vida.  Cuidando de se amar, de melhorar sua estima pessoal, de suprir a sua carência com amor próprio, você vai atrair o amor legítimo e compensador."

Amanhã é Páscoa.  Que melhor momento para começar a cuidar de si próprio e renascer para uma nova realidade!

Boa semana!





sexta-feira, 8 de abril de 2022

DISCERNIR E JULGAR

Caros amigos leitores,

Comecemos pelas definições dos vocábulos pelo dicionário Aurélio:

Discernimento: 1. Faculdade de julgar as coisas clara e sensatamente; critério; 2. Apreciação, análise; 3. Penetração, sagacidade, perspicácia.

Discernir: 1. Conhecer distintamente; perceber claro por qualquer dos sentidos; apreciar; distinguir, discriminar; 2. Estabelecer diferença, separar.

Julgar: 1. Decidir por sentença, sentenciar; 2. Formar opinião sobre; avaliar; 3. Condenar.

Julgamento: 1. Sentença; decisão; 2. Apreciação, exame.

De acordo com o dicionário Aurélio, não há muita diferenciação dos conceitos em si, mas filosófica, moral e espiritualmente há uma diferença.

Discernir é analisar. A análise é imprescindível no nosso dia-a-dia.  Para podermos refletir sobre o que é bom para nós e o contrário é necessária uma análise.  Sem análise não conseguimos separar o mal do bem. Na análise, no discernimento há o uso da razão e da ponderação.

Quando julgamos uma pessoa, usamos o que temos dentro de nós para sentirmos o outro.  Não é uma atitude imparcial - é baseada em nosso conteúdo interno.

Analisar é diferente de julgar.  Quando julgamos os outros criamos barreiras de convivência em função do que imaginamos ou sentimos sobre o outro e baseamo-nos em nossas próprias limitações, suposições e preconceitos.  Quando julgamos não somos livres, não olhamos o todo, somos limitados.

 A análise, o discernimento nos liberta de nós mesmos, porque não usamos nosso sentimento para olhar o outro.  É como se encontrássemos um ser de outro planeta e não tivéssemos a mínima ideia de como esse ser reage ao se encontrar conosco, e mesmo nesse caso há uma tendência de imaginarmos como ele se sente; não é uma realidade; é um exercício de imaginação.

Outro exemplo é assistir a um documentário sobre um animal no canal Discovery ou no National Geographic.  Ao narrar uma situação em que dois pássaros se encontram, por exemplo, principalmente quando é uma fêmea e um macho, há sempre uma "dança do acasalamento" ou quando são dois animais machos é uma  "briga pelo território".  Quando vejo esses documentários fico a me perguntar: "Como eles (os homens) sabem disso?" Qual é a certeza de que essas atitudes sejam realmente "dança do acasalamento" ou "luta pela fêmea ou pelo território"? Não seria esse um bom exemplo de imaginação onde se colocam sentimentos humanos em espécies não humanas?

Quando colocamos nossos sentimentos ao estarmos com os outros, muitas vezes podemos estar equivocados.  Muitas vezes imaginamos o que o outro sente baseado no que sentiríamos se estivéssemos na mesma situação.  Mas, não somos o outro, não conhecemos o outro integralmente e mesmo porque, na maioria das vezes, não passamos pelas mesmas situações que o outro passou.

Discernir é libertador - não conheço o outro e quando me relaciono com ele, procuro o melhor dele e dou o melhor de mim - desta maneira o encontro é livre de preconceitos e existe uma grande possibilidade de tudo dar certo.

Quando julgamos tendemos a criticar aquilo que nos incomoda em excesso e então - desvalorizamos alguém ou uma situação.  E mesmo que nós não cometamos tanto assim os erros que julgamos ruins, essas programações internas tornar-se-ão pesadas e fortes ligações energéticas entre nós e a pessoa ou situação em questão.  Quando julgamos, estabelecemos em nós mesmos, condições e bases emocionais que nos ligam à pessoa julgada.

Essa é a lei de sintonia da vida.

Quando escolhemos o pior dos outros ou de uma situação, passamos a carregar conosco uma boa parte desse conjunto em nosso magnetismo pessoal, piorando nossa vida.  Como foi dito anteriormente, esse tipo de atitude nos aprisiona ao pior do outro.

O contrário também é verdadeiro - quando escolhemos o melhor dos outros ou de uma situação, passamos a ter como nossa companhia, uma parte desse contexto em nosso magnetismo pessoal, melhorando nossa vida.

Analisar/discernir é uma postura de maturidade.  Se ainda julgamos somos imaturos social e espiritualmente.

Ao usarmos do julgamento existe uma necessidade de fugirmos de nós mesmos e projetarmos no outro as sombras que escolhemos inconscientemente ignorar.

Assim, o julgamento é uma doença emocional - ele afasta, cria barreiras e vínculos indesejáveis.

Ao contrário, o discernimento aproxima, protege - é o sentimento conduzido pelo raciocínio criando o bem e o amor.

Então, bora discernir ao invés de julgar?

Boa semana e boas reflexões.



sábado, 2 de abril de 2022

AUTOAMOR

Olá leitores,

No texto de hoje traremos uma prioridade de nosso dia a dia que anda negligenciada ultimamente - o desenvolvimento da amorosidade a si próprio.

A escritora Ermance Dufaux nos traz grandes ideias sobre o autoamor em seu livro sobre como podemos aprender essa arte através dos ensinamentos de Jesus.  O livro é "Jesus - A inspiração das Relações Luminosas".  Em verdade, acredito que muitos filósofos e pensadores de todas as épocas da humanidade também têm sua parcela de contribuição no exercício do amor à nós mesmos.  Como exemplo temos Gandhi, Albert Schweitzer, Buda, Dalai Lama, Jung e tantos outros que também versaram sobre a importância de nos amarmos primeiramente para depois amarmos os outros.

Com certeza, Jesus trouxe a frase de maior impacto para compreender o autoamor: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Porém, bem antes de Jesus esse ensinamento já era lugar comum no mundo.

Os gregos diziam "Não façais ao próximo o que não desejais receber dele."

Os persas afirmavam: "Fazei como quereis que se vos faça."

Os chineses declaravam: "O que não desejais para vós, não façais a outrem."

Os egípcios recomendavam: "Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si."

Os hebreus doutrinavam: "O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo."

Os romanos insistiam: "A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo."

Então se "deveríamos" amar o nosso próximo como amamos a nós mesmos, eu diria que temos nos amado muito mal.

Assim, hoje trago algumas "dicas" de como podemos exercitar o autoamor de uma maneira mais consciente.  Muitas vezes por causa de situações que passamos na vida nos tratamos mal, nos violentamos, e nem percebemos que fazemos isso; inconscientemente nos magoamos e justamente por isso acabamos também maltratando os outros.

Dufaux nos elucida que "o auto amor é capaz de criar uma vida mais leve e preenchedora de paz, é fonte geradora de saúde e bem-estar." No caminho do exercício do autoamor há a necessidade de desconstruir preconceitos e reexaminar comportamentos.

Nós humanos percorremos um longo caminho.  Desde o início quando ainda éramos puro instinto fomos apreendendo, pela força das circunstâncias, a sermos egoístas, pois necessitávamos sobreviver a um ambiente hostil, à luta com animais selvagens e até à luta com outros seres iguais a nós, pela necessidade de alimento e abrigo.  Depois, um pouco mais evoluídos, mas ainda muito instintivos, apreendemos o orgulho, o medo de que nossa prole fosse prejudicada, nos reunimos em tribos para melhor nos proteger e para preservar nosso território, acreditando que outros povos, outras tribos fossem inimigas, iniciamos as guerras.  Pouco a pouco evoluímos mais, descobrimos sensações, pensamentos, sentimentos.  Nessas descobertas muitos de nós, hoje, já entendem o que é  o amor.  Entretanto, muitos vícios derivados dos instintos, das sensações ainda existem dentro de nós pela força do hábito, embora hoje não haja mais a necessidade do orgulho e do egoísmo, são a vaidade, a inveja, o ciúme, a vingança - todos eles características que ignoram o amor.

A ideia de hoje é refletirmos sobre esses vícios negativos e colocarmos em seu lugar programações de afetividade, bondade, serenidade, mansuetude, tolerância, caridade - características estas que levam ao legítimo amor.

Essa amorosidade é conquistada pelo desejo de querermos ser mais amorosos, pela atitude própria do exercício e mais importante, pela vontade firme de realizá-lo.

Aqueles de nós que nunca paramos para pensar que talvez não nos amemos adequadamente, que nos tratamos mal, o livro traz algumas frases para reflexão.

Assim, meu texto de hoje termina com algumas dessas máximas:

"O amor é a maior expressão do bem."

"A conquista do autoamor é a base de relacionamentos sadios e duradouros."

"É necessário cultivar a autonomia como ponto fundamental da ética de conviver."

"O respeito aos limites pessoais é um guia seguro para a saúde das relações."

"Você trata intimamente os outros como trata a si mesmo."

"Você não muda ninguém.  Você apenas colabora com a mudança de quem decide mudar."

"Você não é responsável pelas escolhas de quem ama, mas pode influenciá-las."

"Amar não significa se anular em sacrifícios."

"Agradar a todos não é um caminho saudável nos roteiros da vida afetiva."

"Buscar a leveza nos relacionamentos é uma excelente meta para uma convivência madura."

"É necessário o desenvolvimento da capacidade de dizer "não" como sintoma de autopreservação."

"O prazer de dialogar é termômetro da boa qualidade dos relacionamentos."

"Enaltecer os valores um do outro é essencial à aplicação da amorosidade nos relacionamentos."

Boa reflexão!







"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...