quarta-feira, 25 de maio de 2022

UM SÁBADO MEMORÁVEL

Caros amigos leitores,

Este fim de semana tive uma experiência extraordinária que gostaria de compartilhar com vocês.

Minha adolescência foi marcada, entre estudo e convivência familiar, por um esporte incomum - a patinação.  Já escrevi um texto sobre isso no blog em abril de 2021, portanto não repetirei o relato.  Como disse nesse texto, eu pertencia (ou ainda pertenço?) a um clube de patinação - o CPP - Clube Paulista de Patinação.

Neste sábado que passou, dia 21.05.22 alguns integrantes desse clube se encontraram numa pizzaria em São Paulo.

O encontro foi todo arranjado por WhatsApp. Uma pessoa, o Marito (apelido de Osmar, Osmarito, Marito apelido que lhe foi dado na infância, me lembro da mãe dele chamando-o de Osmarito) teve a ideia de montar um grupo de WhatsApp "Noite da Pizza CPP".  O Marito foi tentando contatar quem ele conseguiu e todos que entravam no grupo eram 'administradores do grupo' e assim conseguimos reunir praticamente todos os integrantes do clube.  Muitos, atualmente moram no exterior (EUA, Alemanha), outros em outras cidades de São Paulo e de outros estados do Brasil.

Muitos do clube eu não via há 45 anos - éramos adolescentes (eu comecei a patinar aos 14 anos e parei aos 22 anos) e para que pudéssemos relembrar e reconhecer as fisionomias  atuais, o Marito teve a ideia de que cada um que entrasse no grupo deveria tirar uma "selfie".

Assim desde abril quando entrei no grupo relembramos nossos áureos tempos da patinação: corrida, campeonatos de patinação artística, shows e jogos de hóquei. Cada um postava as fotos antigas  que tinham e até objetos como medalhas, fantasias de show e patins antigos.

Assim como relatei na postagem de abril de 2021 éramos como uma família feliz - esse grupo de WhatsApp e o encontro do dia 21 de maio continuou mantendo a tradição de "Família Feliz" (é como eu vejo).  Uma pessoa do grupo disse que "éramos felizes e sabíamos" - concordo totalmente.

Assim, quero apenas dizer que embora poucas pessoas puderam comparecer ao encontro (éramos 18 pessoas ao todo) o objetivo foi atingido com sucesso - foi bom recordar e saber o que cada um realizou na vida.  Claro que o tempo foi curto para sabermos tudo, mas os abraços, beijos, carinhos foram o ponto alto da noite - sem contar, os sorrisos e as risadas.

Termino a postagem de hoje apontando a importância primordial de amigos em nossas vidas. A família, o trabalho, o estudo, nossa casa são partes boas de nossa vida, mas os amigos - esses são essenciais à nossa saúde espiritual e emocional. Podemos tê-los muitos ou poucos, mas eles devem fazer parte de nossa caminhada em direção aos objetivos de nossa existência - considero-me uma pessoa afortunada - tenho bons amigos e embora nem todos pertençam ao mesmo grupo social, todos são especiais para mim e muitos o foram em momentos difíceis de minha jornada.

Nessa pequena viagem que meu marido e eu realizamos neste fim de semana para Sampa, além do encontro do CPP, também visitamos outros amigos que não víamos há um tempo e que também nos são muito caros: a veterinária de nossos gatos que se tornou com o tempo uma grande amiga (demos boas risadas no almoço de sábado), nosso amigo comum que praticamente foi o cupido do nosso casamento - dono de um sebo (nossa paíxão, minha e de meu marido - livros) e até fui visitar meu antigo mecânico que cuidava do meu carro quando morava em São Paulo - foi um sábado realmente memorável, inesquecível.

E como diz a canção "amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito", nesses encontros, todos, sem exceção, fizeram eco no lado esquerdo do meu peito.

Agradeço a vocês todos - AMIGOS!

Boa semana!




 


 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

LIMITES

Caros leitores amigos,

Uma das tarefas mais difíceis de realizarmos nos dias atuais é a imposição de limites.  Ultimamente é muito comum vermos pessoas se "abrirem" em redes sociais (Instagram, Facebook, WhatsApp), na TV (BBB), nas vias públicas, nos meios de transporte, nos ambientes de trabalho.  Coloquei "abrirem" entre aspas porque "abrir-se para o mundo" não é isto.  O que ocorre atualmente é uma promiscuidade social.

A delimitação de nossas fronteiras serve como proteção  para nossa dignidade.  Só aquele que ama a si mesmo, se protege e tem capacidade para amar os outros.  Aquele que não possui limites corre o risco de ser massacrado emocionalmente.  E quando o indivíduo permite que cruzem os seus limites e não reage ele pode estar perpetuando relacionamentos destrutivos - isto é sinal de que se está "amando" pessoas erradas e de formas erradas.  Amar não é sofrer.

Quando estabelecemos limites legitimamos nossa dignidade pessoal e não anulamos nossa própria identidade.

Reflitamos sobre nossos limites - todas as pessoas os tem. Essa reflexão também é uma boa maneira de perceber os limites alheios - essa atitude tem a possibilidade de trazer mais harmonia ao planeta.  Pensemos nisso!

Boa semana!



 

terça-feira, 10 de maio de 2022

O SILÊNCIO PERTURBADOR

Caros amigos leitores,

Uma das coisas que mais prezo nessa vida, além da liberdade, é o silêncio.

O Silêncio tem aquela característica única - ou é almejado ou é odiado.  Para muitas pessoas ele é aguardado com ansiedade, mas para outras pessoas ele é eliminado rapidamente com algum som assim que ele se manifesta.

Agora, por exemplo, enquanto escrevo essas linhas paira no ar um silêncio relativo - o bairro onde moro é geralmente quieto e tranquilo - raramente há trânsito, vez ou outra passa um avião e, felizmente, o som de pássaros enche o ar, talvez devido ao nosso jardim.  Nem todas as casas da rua possuem um jardim.  O nosso é razoavelmente grande, pois temos treze árvores.  O João-de-barro e o Bem-te-vi disputam o jardim com suas melodias, mais parecendo um desafio que os violeiros costumavam realizar em outras épocas.

Embora a tranquilidade reine em minha residência, nem sempre estou em casa e, então, o silêncio se faz inexistente em outros ambientes.  Assim anseio por ele nas ruas, no transporte coletivo, nos restaurantes, nas lojas...  Hoje até nos templos religiosos ele é escasso.

As pessoas sempre precisam encher o ar com palavras; talvez com receio de que o seu silêncio seja interpretado como um sinal de alguma doença mental, de estranhamento.  Cada vez que entro num restaurante deparo-me primeiramente com uma música de fundo (aliás, nem é "de fundo", é "de frente" mesmo) - o local, a disposição das mesas, o aroma da comida - esses ficam em segundo plano. Sempre me questiono porque se colocam músicas cantadas (raramente há músicas instrumentais, suaves) uma vez que todos falam ao mesmo tempo e falam num volume alto, pois a música compete com a conversa das pessoas.  Há argumentos de que com a música alta, pessoas que "conversam" numa mesa não conseguem ouvir a conversa de outra mesa, trazendo uma certa privacidade, se podemos chamar desse modo.  Assim todos falam alto e o local se torna insalubre para consumir uma comida saudável.  Sem levar em conta a TV - em todos os locais (do universo...) há uma TV ligada - num restaurante, tira todo o prazer de consumir a comida e do papo com os amigos e/ou familiares.

Meu argumento pessoal é de que quando adentramos um ambiente silencioso temos uma tendência a mantê-lo deste modo - ouso sonhar com um restaurante desta estirpe.

Como também valorizo a liberdade, como já citei, respeito o livre arbítrio de qualquer pessoa, mas infelizmente parece que poucas pessoas fazem uso dele escolhendo momentos de silêncio, de quietude.

Pouco se apercebem que o estresse dos centros urbanos tem como principal vilão  o ruído, o barulho constante, o movimento.  Costumo dizer que o silêncio não é para os fracos - há que se ter uma dose de boa vontade, concentração, consciência para elegê-lo em algum momento do dia.

A pessoa cercada de ruído é aquela que tem muita dificuldade de buscar o silêncio.  Isso acontece porque dentro dela existe um barulho, um ruído tão grande impossibilitando-a à quietude - ela necessita criar no exterior ou estar num ambiente ruidoso exatamente para acalmar seu "barulho" interno, mas o ideal é constatá-lo, analisá-lo para tentar eliminá-lo, ou na melhor das hipóteses, amenizá-lo.  E, para essa finalidade necessitamos de silêncio - para ouvirmos o que nosso eu, nossa alma quer nos dizer.

A nossa reflexão de hoje é a sugestão de fazer silêncio dentro de nosso íntimo.  Buscar no recôndito de nosso ser, a essência do silêncio - da paz, da quietude, da tranquilidade.  E, se houver algum "ruído" interno questioná-lo do porquê ele nos perturba.

Boa reflexão!

Até a semana que vem.



 

terça-feira, 3 de maio de 2022

O QUE FAZER COM O QUE SOBROU DE UM RELACIONAMENTO

Olá leitores,

Todos nós já rompemos um relacionamento em nossa vida. Aqui quero dizer qualquer tipo de relacionamento - de amizade, amoroso, de trabalho, de estudo, familiar.  É um momento difícil, mas em muitos casos, inevitável.

Como ainda não entendemos em sua plenitude o que é o amor genuíno, criamos laços (algumas vezes, algemas) de relacionamento e nos recusamos a quebrá-los.

O que fazer quando esses relacionamentos acabam?

Ermance Dufaux (escritora que já foi mencionada em textos anteriores) nos traz a ideia de que "os relacionamentos não acabam; transformam-se" - eu ainda completaria, eles nos transformam.

Quando fazemos uma reflexão sobre nosso passado podemos lembrar-nos de muitos relacionamentos que foram quebrados - a grande maioria deles deixou "sequelas" em nossa personalidade - algumas delas foram de nossa responsabilidade, outras foram da outra parte - mas não importa quem foi o responsável pelo rompimento e nem o motivo pelo qual isso ocorreu -  o que importa é o resquício desse relacionamento em nossa vida.

Cada relacionamento em nossa vida é importante - ele nos enriquece de todas as maneiras - se soubermos valorizá-lo, aprenderemos muito, nossa personalidade se engrandecerá e o caminho para a felicidade tornar-se-á mais fácil de galgar.

Até o momento, falamos sobre como os relacionamentos são importantes para nós, mas e quando eles se rompem, o que fazer? Como agir quando queremos manter um relacionamento e a outra parte não pensa assim?  Ou ao contrário, como nos separar de uma pessoa que não queremos mais manter em nossa vida?

Dufaux nos elucida: "Você pode encerrar a amizade, procurar ser indiferente, separar-se, tentar ignorar a pessoa, mas há uma parte espiritual e energética em cada relacionamento que sempre continua após esse rompimento.  Essa parte você não anula e, dependendo do contexto, mesmo distante e sem contato, esse vínculo energético pode influir em seu mundo pessoal mais do que você imagina, trazendo malefícios, quando mal encerrados, ou uma força positiva, quando orientados para uma visão amorosa e compensadora."

Cada pessoa que encontramos na vida nos enriquece - algumas são passageiras, outras permanecem por um tempo, e outras ainda ficam para a vida inteira, e outras compartilham conosco a eternidade.

Como foi dito no início, não importa se esse relacionamento é duradouro ou não - o que importa é como me sinto "dentro" dele e o que ele deixou comigo quando foi rompido.

Bem, relacionamentos amorosos quando terminam podem ser uma pequena catástrofe, principalmente se não tivermos em mente que tudo passa, que progredimos; a temporalidade da vida é uma realidade.  Na maioria dos casos de relacionamentos amorosos desfeitos ocorrem dentro de nós sentimentos de mágoa, de raiva, de antipatia.  Imaginamos como deveríamos ter agido, muitas vezes percebemos onde erramos, mas não há a volta;  a outra pessoa não nos quer mais.

Dufaux resume esse mal estar numa única palavra - culpa - "prisão mental e emocional". Para acabar com a culpa, a revisão de conduta faz-se necessária - há que se "organizar uma forma mais sensata e madura de olhar para o que aconteceu entre você e essa outra pessoa."

A culpa, embora muitos a considerem positiva, pois há o reconhecimento do erro, entretanto ela não é saudável - é uma das características ligadas ao orgulho - a não aceitação que erramos vez ou outra.  É essa aceitação que faz com que possamos ter uma vida mais leve, mais pacífica.

A ideia principal na quebra de um relacionamento é o que aprendemos com ele enquanto ele esteve em nossa vida.

A culpa ocorre quando acreditamos que nós fomos os responsáveis pelo rompimento.  Entretanto, existe também outro caso - aquele em que acreditamos que a outra parte foi responsável - nesse caso, o resultado pode ser atribuído a falta de coragem e humildade em reconhecer a nossa parcela de responsabilidade no rompimento.

Seja como for, há de se ter um contato saudável com essa culpa - olhemos para o passado, por um instante e veremos novamente que nada acontece por acaso - todos nossos encontros na vida não são fortuitos - são pessoas que encontramos em nossa jornada que nos enriquecem quando percebemos que a vida é boa de ser vivida e que ela torna-se mais leve quando aceitamos as pessoas como são e as perdoamos quando não desejem mais ter um relacionamento conosco.

Dufaux traz ao nosso conhecimento uma frase que achei profunda, verdadeira e belíssima: "Perdoar não é esquecer; é saber construir um novo olhar."

O novo olhar deve vir acompanhado de muito amor.  "Sem amor a vida perece, falta energia para viver."  Quando permanecemos "na esfera das más recordações, da mágoa, da infelicidade e da tristeza", estamos alimentando o "sentimento de injustiça e perda". Quando nos atemos a esses sentimentos em nossa vida por muito tempo, deixamos o amor se esvair de nós.

Quando permanecemos no clima da inconformação e da rebeldia, aumentamos nossas dificuldades íntimas e deixamos o amor esfriar.

"A vida fica muito mais leve quando você fixa a mente em algo bom das pessoas e escolhe parar de olhar e destacar suas imperfeições.  Quem ganha com isso é você."

Boa semana pessoal e boa reflexão!







 

"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...