sexta-feira, 25 de novembro de 2022

BABYLON 5

Caros leitores amigos,

Na década de 90, mais precisamente de 1993 a 1999, assisti a uma série na Warner Bros (TV a cabo) chamada Babylon 5, a qual deixou marcas profundas em minha vida.  Na época, tinha começado a frequentar uma nova religião e essa série me fez refletir sobre isso.

A série é composta de 5 temporadas de 22 episódios cada.  Na ocasião ela passava só aos domingos à noite, na Warner, como já mencionei.  Eu tinha um casal de amigos que também assistia e toda semana nos reuníamos para discutir sobre os episódios - falávamos dos personagens, da trama, da moral, imaginávamos como cada personagem reagiria aos eventos.

"Babylon 5 é uma série de televisão americana, produzida e escrita por J. Michael Straczinsky. A série é construída em torno da estação espacial Babylon 5, um ponto central na política, diplomacia e conflitos durante os anos de 2257-2262." (Wikipédia).

O autor, Straczinsky, ao falar da série, "afirmou que queria que a série fosse  um espelho do mundo real e, secretamente, pudesse ensinar." E ensina.

De lá para cá, muitas vezes, lembrava dos episódios, da trama, tinha saudades e pensava como seria bom se pudesse assistí-la novamente, uma vez que agora podemos assistir os episódios de séries dos canais pagos quando quiséssemos.

Em 2020, durante a pandemia, resolvi buscar no Google a série e acabei encontrando que ela continuava "viva" entre os fãs.  Vi uma entrevista com o ator principal Bruce Boxleitner (ainda vivo, hoje com 72 anos) falando do lançamento digitalizado, remasterizado na HBO Max (aventou-se a possibilidade de uma nova versão com outros atores atuais, mas os fãs preferiram a tal da remasterização). Na época não havia HBO Max no Brasil.  Eu assinava e continuo assinando Netflix e Prime Video (Amazon).  Em fevereiro deste ano fui passar uns dias em casa de minha irmã que tem HBO Max (hoje já existe no Brasil) e qual não foi minha grata surpresa de, finalmente, encontrar Babylon 5.

Assim, hoje já consegui assistir novamente essa série fabulosa que me trouxe e traz muitas reflexões sobre a humanidade e suas relações, seus sentimentos, seu modo de viver.  A primeira temporada há um capitão da estação que depois das outras temporadas é trocada por outro e essa primeira temporada não é tão espetacular assim - é a apresentação dos personagens principais, as várias raças de alienígenas que habitam a estação espacial.  Da segunda temporada até a última - a quinta -  onde entra outro capitão, outro ator, existe de tudo: romance, aventura, suspense, guerras interplanetárias (não poderiam faltar num filme de ficção científica), política (muita política com suas intrigas e seus segredos).  Os efeitos especiais, apesar da década de 90 em que foi produzida, são primorosos.

Há também muita espiritualidade e psicologia - a última temporada e, principalmente nos dois últimos episódios dela, a emoção te leva às lágrimas - você acaba sabendo que sentirá saudades dos personagens. Um detalhe: muitos atores já são falecidos; a atriz principal faleceu o ano passado.

Em realidade, não sei bem o porquê  dessa série ter me impactado tanto no passado e agora também de uma maneira diferente.  Talvez pela moral envolvida na trama, mostrando que embora haja "alienígenas" entre nós, ou seja, embora sejamos diferentes - todos nós sentimos raiva, tristeza, emoção, sentimentos de vingança, alegria, amor em muitos momentos de nossas vidas.

Em Babylon 5 você consegue perceber que o autor colocou emoções e sentimentos humanos nos alienígenas e que cada raça de cada planeta apresentado tem um nível de evolução diferenciado - e você acaba se "apaixonando" por todos eles.

Para quem gosta de ficção científica com um pouco de filosofia, psicologia, espiritualidade, política, uma ficção científica onde podemos pensar sobre as questões da vida e de nosso cotidiano, eu recomendo.

Boa semana!

 







 

sábado, 19 de novembro de 2022

CONSCIÊNCIA DE ORGULHO

CICLO DE TEXTOS SOBRE SENSIBILIDADE HUMANA - PARTE 7

Olá amigos,

No dicionário Aurélio, orgulho é, entre outras definições, conceito elevado ou exagerado de si mesmo; amor próprio demasiado; soberba.

Cada ser humano é um ser pensante e por isso é produto de suas sensações e percepções.  

Através do livre arbítrio, nós é que decidimos de que modo interpretaremos as ações, os comportamentos e atitudes que acontecem em nossa vida.  Tudo o que acontece em nossa existência tem o valor e o sentido exatos que nós lhes atribuímos.  Mas nosso livre arbítrio pode ser exercido de maneira consciente ou inconsciente.  Para tomarmos as rédeas de nossa vida com firmeza é necessário o tão falado autoconhecimento.  É necessário nos percebermo-nos em nossos atos diários frente ao mundo - em nossos relacionamentos pessoais, profissionais, amorosos, familiares. É preciso analisar as sensações que nos chegam de fora e vem de encontro aos nossos centros nervosos causando bem estar e/ou mal estar.

Como modificar padrões de pensamento sem perceber o que sentimos? Aquele que não faz esta autoanálise age por impulso, inconscientemente, e não educa sua personalidade.

Vale lembrar que, em muitos momentos, percebemos as coisas não como elas são, mas como nós somos. Nossos cinco sentidos podem por vezes nos auxiliar, no que diz respeito à nossa maneira de ser e ver as coisas, mas o sexto sentido - a sensação - pode nos auxiliar a ver a realidade.  Quanto maior é o nosso desenvolvimento interno, maior é a nossa capacidade de discernimento das coisas. É essa capacidade de discernimento que faz com que nós possamos captar forças psíquicas do mundo que nos cerca.

A maioria de nós tem tão pouco conhecimento de nossas percepções que somos incapazes de manter relações duráveis ou até sinceramente afetivas.  Muitas vezes quebramos relações pessoais e não percebemos onde foi que erramos - achamos até que foi o outro que interpretou erroneamente nossas ações.  Em geral, em muitas ocasiões, neste caso, são as duas pessoas que não se autoconheciam.

A pessoa orgulhosa baseia sua existência no ego, onde predominam as ilusões. Ela está mais interessada no modo como se apresenta do que no modo como sente.  Age distante de sua intimidade; valoriza nomes importantes e títulos, possui atitudes moralistas ou regras rígidas e tem tendência a ser pretensiosa.  Quer ter a aparência do que não é e desta maneira perde a criatividade, a originalidade e a sinceridade.  O orgulhoso concentra -se nos seus próprios interesses, mas lhe falta os verdadeiros valores internos - ética, bom senso, sensibilidade e naturalidade.

Tudo o que faz, o faz para exaltação de si mesmo, e muitas vezes, é incapaz de distinguir entre realmente o que é e o "eu idealizado" que fantasia ser.  Ele é um enamorado de sua autoimagem, um Narciso e para tanto se identifica com a imagem de poder imaginário tipo "todos são menos do que eu".

Enfim, ele tem dificuldade de ser genuíno, verdadeiro, despretensioso porque não tem contato com os próprios sentimentos e como estes são uma realidade importante da vida humana, pouco a pouco, em sua vida acontece uma séria descompensação emocional. Por isso o ponto principal para a erradicação do orgulho em sua vida é o contato direto com suas próprias emoções e sentimentos e a busca, através da percepção dos mesmos, pelo bem estar, a harmonia e o equilíbrio interior.  Esse é um caminho possível para a conscientização do orgulho e sua posterior erradicação.

Entretanto, atentemos para o detalhe de que não podem ser considerados orgulhosos aqueles que têm interesse pela boa apresentação pessoal ou que procuram manter-se arrumados, asseados.  Não confundir esmero saudável com endeusamento pela própria imagem.  A boa educação nos compele a apresentarmo-nos perante os outros com asseio corporal e boa apresentação - pessoas desleixadas ou indolentes em sua aparência podem denotar pessoas emocionalmente perturbadas.  Essa parte da estética, do bom parecer constitui parte do modo de vida natural.

Para darmos início ou continuidade na erradicação do orgulho em nossas vidas atuais, Hammed, em seu livro "A imensidão dos Sentidos", aponta algumas medidas:

- não ficar facilmente magoado com a crítica ou desaprovação dos outros;

- desenvolver a autoconfiança, não se preocupando com o medo de ser rejeitado ou abandonado;

- promover o senso de valor, aceitando seus próprios sentimentos e experiências íntimas;

- estar aberto à aprendizagem, tomando decisões sem procurar excessivamente o conselho das pessoas;

- não lutar para controlar e mandar, mas se tornar a própria fonte de satisfação ou prazer;

- não perder a identidade, aprendendo a viver sem a simbiose familiar, social, profissional, religiosa e assim por diante;

- sentir, pensar e agir e nunca utilizar a "imaginação fantasiosa", subestimando a experiência.

Essas instruções se colocadas em prática, poderão trazer um estado de consciência mais pleno onde poderemos aprender sobre quem realmente somos e quem poderemos vir a ser e melhorar o nosso relacionamento com os outros.

Então, a situação política atual em nossa pátria, me levou a pesquisar sobre esse assunto em vista de certas personalidades atuantes nesse meio demonstrarem esse tal de orgulho.  Todos nós o demonstramos em alguns momentos de nossa vida, mas existem pessoas que tal sentimento é tão patente que fica difícil não o percebermos, apontarmos, criticarmos e nos surpreendermos.  Muitas vezes a soberba é tão grande que pode chegar a apresentar delírios de grandeza, apresentando problemas mentais.

Boa reflexão! Boa semana!






 

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

PÁTRIA AMADA, BRASIL!

Caros amigos leitores,

Nesse momento único em nossa história eu não me atreveria a escrever sobre outra coisa.

Embora tenha afirmado que este momento é único, não é verdade.  Em 1964 tivemos um evento similar - na época eu estava com sete anos, então não me recordo dele, entretanto tenho ouvido relatos dos mais velhos - meu marido, por exemplo, estava com 14 anos naquele período e ele tem mais lembranças dos acontecimentos do que eu.

Naquela data as forças armadas também auxiliaram o povo.

Durante os últimos quatro anos, minha mente expandiu-se para além de tudo o que eu conhecida como vida corrente.  Eu vivia na zona de conforto - minha casa, minha família, meu trabalho, meu lazer, meus interesses pessoais, minha espiritualidade inquestionável.  E então a confusão deu início.  A pandemia, a truculência dos governantes, a mentira, os segredos, a manipulação dos políticos, a mudança no idioma, o caos global.

Hoje, depois desse período ter passado eu agradeço ao Plano Maior do Planeta, embora quando no meio do furacão não entendia nada.  Durante os dois anos "benéficos" da pandemia, li muito, estudei muito, mudei conceitos sobre o mundo, fiz muita meditação, expandi meus conceitos espirituais para além de uma religião contida com seus dogmas (todas os têm), suas regras de conduta, aprendi sobre economia e política (continuo aprendendo e lendo muito).

E então outro furacão aconteceu em minha vida (aliás, na vida de muitas pessoas) - um presidente da república populista de direita - até o termo parece estranho - mas quando ouvi alguém usá-lo, adotei-o como coerente.  Outro momento de agradecimento aos céus.  Pouco a pouco comecei a ver o Brasil como um país possível de ser vivenciado com dignidade, alegria, honra e mais que tudo - com liberdade.

Em realidade, não estou preocupada se você leitor, discorda de mim.  A ideia desse blog é trazer reflexão - não concordar comigo é também um exercício muito bem vindo de liberdade.

Hoje consegui resgatar meu patriotismo - ele existia quando eu estava no ginásio - era o período do dito temeroso "regime militar", onde tive um estudo exemplar e momentos de alegria, descontração e liberdade na escola pública estadual em São Paulo onde estudei.  Hoje amo nossa bandeira e me emociono ao cantar o hino nacional.  Hoje compreendo que sim, o Brasil tem chance de ser o gigante do mundo - o provedor de alimentos, a alegria contagiante do povo - povo esse que se alegra, mas também um povo trabalhador.

Pátria amada querida tanto tempo adormecida, esquecida, desorientada, negligenciada - hoje estás sendo resgatada por aqueles que querem que tu possas dar certo - por aqueles que saíram de um torpor contagiante, anestesiante, por aqueles que valorizam a família, a vida, a moral e a espiritualidade, por aqueles que finalmente perceberam que não eram livres, nunca o foram, e que agora conseguiram a chance de lutar pela liberdade.

Pátria amada querida, um filho teu não foge à luta, um povo heroico bradou, e o sol da liberdade está brilhando no nosso céu - gigante pela própria natureza, forte, colosso, com um futuro grandioso.  Terra adorada!  Nossos campos têm flores, os bosques têm vida - verde, amarelo, azul, branco - cores de nossa bandeira antes esquecida.

Hoje minha homenagem é a todos nós que estamos lutando contra forças que querem nos escravizar, vilipendiar, destruir nossa liberdade de ir e vir e mais que tudo, nossa liberdade de pensar.  Patriotas coragem - não desistir - jamais desistir - quanto mais tempo resistirmos, mais doce será a vitória - ela é certa!  Não caiam em manipulações dos políticos - o povo (nós) é soberano.  Para viver com dignidade e liberdade é necessário lutar por elas - quem não luta, não vivencia  a vitória com plenitude.

Esse é o recado que resolvi ofertar a vocês hoje. Reflitam se vale a pena viver sem liberdade! Avante Brasil!

Boa semana!



 


 

sábado, 5 de novembro de 2022

"O PROCESSO"

Caros leitores,

O livro do mês de nosso Clube de Leitura foi "O Processo" de Franz Kafka.  Há muito tempo atrás o único livro que li desse autor foi "A Metamorfose" do qual só me lembro da essência.

"O Processo" relata a história de Joseph K. que é considerado culpado de um crime no qual ele não conhece; há um processo correndo no tribunal, mas ele também não sabe em que pé está.  O livro foi escrito entre os anos de 1914 e 1915, mas só foi publicado postumamente em 1925.

Achei sua leitura fluida, mas senti muito mal estar tamanha a confusão do sistema judiciário da época e do local - um país do leste europeu, provavelmente a Tchecoslováquia (hoje República Tcheca), nacionalidade do autor.

A sensação que tive foi a mesma quando li "Crime e Castigo" de Dostoievsky - opressão!  Embora, como disse, sua leitura é fluida, o clima do livro é pesado e as situações chegam a ser bizarras - muitas vezes, imaginei que se tratasse de um sonho do personagem.  Mas não o era.

Uma pessoa do grupo gostou do livro e o comparou com nosso sistema judiciário atual - a mesma confusão de ideias, segredos, distorções do sistema jurídico - até concordei com ela - houve uma sincronicidade da escolha desse livro para ler nesse exato momento da história.

Na introdução do livro há uma biografia do autor - gosto sempre de saber um pouco sobre a vida do escritor do livro - sempre há similaridade da obra com a vida dele - neste caso não é diferente.  O livro, ao meu ver, retrata muito bem o conflito interno que Kafka tinha em relação ao seu pai - o pai era rígido, distante e pouco carinhoso com ele - mas era um pai eficiente que não deixava faltar nada em casa.  Eu diria que Kafka sempre sentiu-se em débito em relação à figura paterna - é como se ele nunca tivesse preenchido as expectativas do pai.  Então em "O Processo" ele é culpado de um crime ao qual ele desconhece, mas quer compreendê-lo e então "segue" todas as pistas para descobrir suas nuances, mas nunca obtém êxito nessa empreitada. É como um esforço para compreender o pai - mas até a morte dele (do pai) ele não conseguiu.

Boa semana!


 

"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...