sábado, 11 de outubro de 2025

"DEUS PROTEGE OS QUE AMAM"

Caros leitores,

O livro "Deus protege os que amam" de J.M.Simmel foi o livro do mês de outubro de nosso Clube de Leitura.

Em minha mocidade, minha mãe e eu éramos sócias do Círculo do Livro em São Paulo.  Então eu já havia lido muitos livros desse autor - vamos dizer que ele estava "na moda".  Simmel é um escritor bastante versátil, embora suas histórias passem em meio à Segunda Guerra Mundial, sempre há romance, mistério, suspense, espionagem. Este livro, ao contrário dos outros que li, a história se passa depois da guerra quando as "Alemanhas"  se separaram.

A obra é de fácil leitura com muitas reviravoltas onde o leitor sempre tem uma surpresa - ao ler nunca conseguimos adivinhar onde ele quer chegar.

O livro foi escrito em 1957 e publicado no Brasil somente em 1982 e não imagino o porquê da demora.

Johannes Mario Simmel nasceu em Viena, na Áustria em 1924 e faleceu em 2009.  Dos livros que li dele e foram uns dez, me lembro de dois deles: "Nem só de caviar vive o homem" - sobre um espião na Segunda Guerra que a cada nova missão cozinhava/criava uma receita, acho que também era um chef e no próprio livro haviam as receitas e eram reais - você podia até prepará-las.

Outro livro dele que me lembro e gostei muito foi "Só o vento sabe a resposta" - sobre um casal que sempre se lembrava da música de Bob Dylan "The answer is blowing in the wind" (em tradução livre "A resposta está soprando no vento").

O fim deste livro que lemos foi também supreendente e eu achei fantástico e faz juz ao título - fiquei com vontade de ler outros livros dele - sua leitura é envolvente! Eu recomendo!

Boa semana!

P.S. Dia 14.10 estarei de férias - iremos, meu marido e eu, conhecer uma cidadezinha de Minas Gerais, Lavras Novas. Depois nos dias 24, 25 e 26 de outubro estarei num congresso de radiestesia em São Paulo.  Então só voltarei a postar algo novo na semana do dia 27.10. Quem quiser aproveite para ler um texto do blog que ainda não leu.  Este é o 259º texto. Então tem muito texto para explorar... Até!

sábado, 4 de outubro de 2025

O INFERNO DO BRIGADEIRO

Olá leitores,

O texto de hoje é de autoria de J. Tucón.

Dia desses, tomando café numa padaria do Centro de Curitiba, não sei porque me veio a mente a expressão "céu de brigadeiro".

Trata-se daquele céu sem nuvens todo azul num dia ensolarado.  Perfeito para qualquer aeronave.

Daí me pus a pensar: o que seria o "inferno do Brigadeiro"?

Seria um céu à noite, durante uma tempestade violenta onde qualquer avião teria que lutar com bravura para sobreviver?

A resposta veio daí a uns minutos.

Ali mesmo na padaria.

Entrou um senhor distinto, elegantemente vestido que se dirigiu ao balcão e pediu um mini brigadeiro. 

A balconista pegou um e pasmem: pousou-o no prato da balança.

Aí ela percebeu que precisava colocar um prato para compensar a calibragem da balança.

Colocou o prato errado.

Pediu um tempo ao distinto senhor e foi buscar o prato adequado.

Colocou o brigadeiro e aí pegou uma comanda plastificada e...

Qual é o código do mini brigadeiro?

Toca a procurar numa tabela e aí digitar num teclado uma quantidade de números... Parece que o código do mini brigadeiro tem mais algarismos que o número de um cartão de crédito!

Daí imprimiu um código de barras num adesivo com o qual selou o saquinho onde foi colocado o brigadeiro.

O distinto cavalheiro pegou o mini brigadeiro e foi para a fila do caixa, a qual não era pequena. Após alguns minutos, chegou a vez dele.

A mocinha do caixa fez aquela fatal pergunta que ela deve repetir como um mantra:

- Vai querer CPF?

Um mantra que tem como resposta outro mantra: onze algarismos.

Mais um mantra: débito ou crédito?

O cavalheiro abre a carteira e pega um cartão.

Segue-se o outro mantra: vai só aproximar ou vai inserir? (atenção: a pergunta não é maliciosa).

Aí um botão é apertado e emite-se a nota fiscal que compartilha com os burocratas do Sistema as seguintes informações:

Brigadeiro pesando "x" gramas vendido ao cidadão que tem tal número de identificação fiscal no dia tal às tantas horas, na rua tal número tal.

No ato será debitado um imposto sobre o brigadeiro.

As informações serão armazenadas num servidor situado sabe-se lá onde.

Ao distinto senhor será dado um crédito de talvez frações de centavos que ele poderá descontar de sabe-se lá que imposto no próximo ano.

E aí o governo vai apregoar: estamos taxando as altas patentes! Os brigadeiros vão pagar imposto!

E o brigadeiro? Será comido? Estará saboroso? Estará no ponto?

Saudosos tempos em que o mais importante era meter os dentes a fundo no chocolate e se deixar inebriar pelo sabor.

O pagamento?

Uma nota de alguns cruzeiros resolvia sem frescura.  O preço era um só.  Ninguém tinha balança calibrada pelo sei lá que instituto.

A doçura do brigadeiro era sentida na sua plenitude, sem medo de pecar contra a hemoglobina glicada.

Comer um brigadeiro era ir para o céu.

Simples assim!

Boa semana!

 

"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...