Caros leitores,
Em algum momento de vossas vidas vocês já fizeram uma "retrospectiva de vida"? Dei esse nome quando me defrontei com algumas coincidências, que Jung acertadamente chamou de sincronicidades, que vêm ocorrendo comigo há um par de anos. Sabe aquele momento que você olha para trás em sua vida e tenta entender como você chegou hoje aonde chegou?
Talvez os mais jovens ainda não tenham realizado esse exercício. E talvez também resolvam fazê-lo após a leitura desse texto.
Nessa minha "retrospectiva" notei que hoje voltei ao ponto em que comecei a refletir sobre o futuro lá na mocidade - ou seja, hoje retomo coisas do passado que foram "largadas" no meio do caminho, coisas que talvez, nunca deveriam ter sido "largadas" - tentarei explicar melhor e, para tanto devo voltar no tempo e contar alguns detalhes de minha jornada.
Atualmente alguns de meus amigos sempre me acham que sou muito inteligente - nem sei o que eles chamam de "inteligente" - talvez por ter feito muitas coisas diferentes, tido muitos hobbies diferentes, lido e estudado muitas coisas diferentes... Eu me considero bem informada, com boa memória, boa bagagem cultural, mas não sei se isso é ser inteligente - talvez hoje pudesse ser o que alguns chamam de "nerd", pessoa de outro planeta, ET.
É verdade, sempre li de tudo um pouco e continuo com essa prática - ler para mim é a coisa mais importante. E foi através dessa atividade que me deparei com um retorno de ideias do passado.
Bem, acho que esse texto está confuso. Explicarei melhor através de um fato que me fez entender situações, pessoas, fatos históricos, teorias, seitas do passado que foram necessárias para que chegasse onde estou.
Esta semana comecei a ler um livro que me trouxe toda essa sincronicidade - estou lendo "Mozart" de Christian Jacq, um escritor/historiador/egiptólogo francês - ele escreveu a história de "Ramsés" em 5 volumes (aliás já o adquiri para ler posteriormente). "Mozart" é uma obra em 4 volumes - campeei com dificuldade em muitos sebos em São Paulo, aqui em Curitiba e até na "estante virtual" para reunir os 4 volumes.
Sempre fui fascinada pela música de Mozart, principalmente o "Réquiem" (o trecho da "Lacrimosa" é meu preferido) - gosto muito de música sacra. Assisti o filme "Amadeus" 5 vezes e hoje com a leitura dessa obra, percebo que o Mozart personificado no filme americano não é o Mozart real, felizmente. Quando descobri a música de Mozart, descobri também que ele nascera no mesmo dia que eu - 27 de janeiro. Então, quando em minha viagem para Sampa em julho para visitar amigos, encontrei num sebo de um amigo o volume 1 dessa obra, resolvi adquiri-lo para entender esse gênio da música e onde nossas "aquarianices" coincidiam.
Eu tinha conhecimento que esse escritor/historiador era egiptólogo - mas o que Mozart tem a ver com o Egito?
Tanto Mozart quanto o Egito sempre me acompanharam em minha jornada. O historiador baseou essa obra num livro encontrado no Egito chamado "Mozart, o Egípcio". No prefácio do livro que estou lendo, você entende um pouco da história do Egito, da maçonaria, da Rosacruz, dos templários e do porquê eles precisavam manter viva sua história, sua cultura e é por isso a escrita quase hermética dos hieróglifos. Após o fim da última dinastia dos faraós, o Egito sofreu "uma sucessão de invasores e ocupantes: persas, gregos, romanos, bizantinos e finalmente, árabes que tomaram posse do país em 639 d.C. e impuseram o islamismo." Daí o porquê buscar manter sua história.
Bom, o que tudo isso tem a ver comigo e a retrospectiva de vida?
Minha trajetória de estudo e trabalho foi bem diversificada - meu primeiro emprego aos 14 anos foi ser balconista de uma loja de brinquedos de um tio da família - depois fui secretária júnior, secretária executiva bilíngue, professora de inglês, psicóloga clínica junguiana e hoje começo uma "carreira" como Radiestesista Terapêutica.
Na faixa dos meus 30 anos fui Rosacruz e acabei desistindo por conta de uma pessoa de lá a qual, na época, achei muito preconceituosa.
Quanto tempo perdido! Ou será que foi preparação para o momento atual?
Ainda estou no começo do livro, mas ele me transporta por um reino que para mim parece tão familiar. A radiestesia tem sua origem no Egito e muitos gráficos que usamos são símbolos desse momento da história - que vem desde antes de Cristo, passando pela Idade Média e chegando hoje como uma prática que parece ser "mágica", mas que conta com a energia, a vibração de cada corpo humano com o planeta Terra e com o Cosmos.
Assim, ao olhar para trás, percebo que o Egito (quando fui Rosacruz), Mozart (sua música que foi uma maneira de manter viva a tradição egípcia para que a humanidade nunca se esquecesse de se embevecer perante o Divino) e agora a radiestesia (a qual descobri "sem querer" - será?) me levam a crer que esse sempre foi o meu caminho e agora o meu despertar.
E então, experimentem fazer essa "retrospectiva de vida" para poder compreender o porquê vocês estão aonde estão. Com certeza vosso caminhar depois desse "exercício" será mais firme. O meu estão sendo.
Boa reflexão!
Bom dia em minha reflexão fico pensando como foi meu o passado o que eu idealizei o meu futuro e o que a vida me oferece de presente e ela me mostra que o controle não está em minhas mãos vou continuar nessa jornada gratidão
ResponderExcluirAcredito que não exista tempo perdido, tudo pelo qual passamos, vivemos é não somente uma preparação mas, também um aprendizado.
ResponderExcluirLi de Christian Jacq, A Pedra da Luz, são 4 livros sobre o cotidiano dos egípcios, muito boa narrativa.