Caros leitores,
"O real trabalho da mente é o exercício da escolha, recusa, anseio, repulsão, preparação, propósito e consentimento. O que, então, pode poluir e obstruir o funcionamento adequado da mente? Nada além das próprias decisões corruptas." - Epictetus
A tarefa de escrever um texto por semana é árdua - mas felizmente, sempre encontro uma inspiração e hoje ela foi de um texto que encontrei no canal de Sabrina A. (2017) do Telegram. "Capturei" a frase do estóico Epictetus para reflexão. Assim como ela o fez, vou discorrer sobre cada item da frase, obviamente sem "copiar e colar" do que ela escreveu - buscarei refletir sobre os itens e assim auxiliá-los, meus leitores, a também refletirem.
Vamos lá!
1. Escolha
Quando estamos diante de uma situação na qual precisamos escolher, obviamente, se não somos impulsivos, a escolha deve vir juntamente com a reflexão de ganhos e perdas e de qual tipo de consequência ela irá gerar. Quando se tem que escolher entre duas hipóteses até que fica mais fácil, mas e quando se tem que escolher entre inúmeras possibilidades, a situação se complica. E então, você sabe realizar escolhas genuínas para sua vida ou prefere que outras pessoas escolham por você?
2. Recusa
Em alguns momentos de nossa jornada há a necessidade de se recusar alguma coisa - seja um convite, um objeto, um pedido. Há algumas pessoas que não conseguem recusar nada, não conseguem dizer "não". Acredito que esse tipo de pessoa deve sofrer, pois, ao se aceitar tudo acaba-se fazendo/vivendo algo que não é seu, que não faz parte de sua vida. O pior de tudo nessa circunstância é culpar a si mesmo e passar a sentir frustração por não ter agido de outra maneira. Você consegue dizer não quando é necessário?
3. Anseio
O anseio é o desejar alguma coisa, alguma situação. Nesse caso, o funcionamento da mente deve se fazer de grande valia, pois para que nosso desejo venha a se transformar em realidade precisamos raciocinar e buscar pensar bem - nada de pensamentos e palavras negativas. Devemos sempre ansiar o melhor para nós e para isso, muitas vezes necessitamos pensar e planejar com clareza. Quais são seus anseios na vida?
4. Repulsão
Palavra de difícil entendimento - tem a ver com repulsa, repelir; uma sensação de aversão, relutância, repugnância, afastamento, oposição. Por mais que pensemos que esse exercício não faz parte da mente entretanto podemos (eu pelo menos, posso) enumerar algumas coisas, pessoas, situações nas quais sentimos aversão/repulsão. Por exemplo, podemos sentir aversão por alguns tipos de alimentos (exemplo bobinho...) - eu não consigo nem sentir o cheiro de mandioquinha (em Curitiba chama-se batata salsa), o que diria o gosto. Uma situação que me causa repulsão e tenho alguma dificuldade de recuar é quando, num transporte coletivo, alguém quer "puxar papo" comigo e começa a falar mal de tudo, do clima, da cidade, do governo, de pessoas, até de parentes - penso cá comigo, depois de ficar muda até a pessoa perceber, muito a contragosto, que não quero conversar, "quer desabafar? Te dou o endereço do meu consultório de psicologia; assim você paga e eu ganho para te ouvir!"
5. Preparação
Entendo a preparação como todo um planejamento antes da ação propriamente dita. Como já mencionei, aqueles mais impulsivos terão dificuldade com este item. Porém , acho também que muitas vezes agir impulsivamente não é tão ruim assim - eu diria que atos de bravura/coragem ocorrem impulsivamente. Em minha opinião, o que Epictetus colocou como preparação envolve todos os itens anteriores - seria uma continuidade da escolha, da recusa, do anseio e da repulsão - depois dessas etapas você poderia se considerar preparado para agir. Você também vê assim?
6. Propósito
Qual o propósito de se tomar uma decisão ou realizar um trabalho? O motivo do porquê fazemos o que fazemos deve ser importante para uma pessoa. Muitas vezes fazemos algo porque é automático e porque muitos o fazem - mas será que o que você faz tem um propósito, tem um motivo? Reflitamos em nossas próprias ações cotidianas.
7. Consentimento
Esse é um item de difícil compreensão - o consentimento deve ser da razão ou da emoção, do sentimento? Talvez seja do sentimento, já que a palavra o diz "com sentimento". Eu diria que consentir tem a ver com a emoção e o sentimento do que com o raciocínio, a razão. Devo "sentir" antes de permitir a ação. Em alguns momentos, consentimos que outros realizem atos que podem nos beneficiar ou prejudicar, principalmente ações voltadas primordialmente para nós mesmos. No dicionário Aurélio, "consentir" também é permitir, tolerar, sofrer, admitir, concordar com, aprovar. É uma palavra com muitos significados aparentemente diferentes. Quando você não concorda com alguma coisa o que você faz? Ignora, dá sua opinião, ou finge que aceita, consente só para não criar discórdia? Difícil refletir sobre isso, n'é?
Agora relendo todas as características que Epictetus enumerou como sendo os "trabalhos" da mente, percebo que a escolha é a principal característica pois a vida depende de nossas escolhas e o resultado delas nos trará harmonia ou desequilíbrio em nosso dia-a-dia. Reflitamos!
Boa semana!
Se eu tiver dúvida em alguma das seis etapas, certamente não consentirei. O consentimento seria como a revisão de questões em uma prova.
ResponderExcluir👏👏 muito bom... Obrigado 🙏
ResponderExcluirótimo texto, obrigada.
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