sábado, 17 de janeiro de 2026

JANUS

Olá leitores,

Janeiro, verão, mês de férias, praia, festas, "zero" de preocupações.  Este é o nosso Brasil e seu cotidiano neste mês.

Enquanto muitos estão realizando modificações em suas agendas, principalmente a classe política, o povo está se divertindo na praia, nos resorts de férias, até em cruzeiros marítimos...

Todos os anos, a rotina em solo brasileiro é a mesma.  Essa agenda inclusive, vai na contramão dos princípios do deus Janus, de onde vem a origem do nome do mês de janeiro - deus que possui duas faces: uma voltada para o passado, na parte de trás da cabeça e outro rosto na frente, olhando para o futuro.

Na mitologia romana, Janus é o deus dos começos, dos portais, das transições, da dualidade, das passagens e dos finais.  Em realidade, a ideia desse mês é buscar no passado boas coisas que deram certo e replicá-las e as outras coisas que não deram tão certo assim, eliminá-las do dia-a-dia.  É o mês do planejamento do ano, de buscar novos caminhos, novas atitudes e não o mês de se "afogar" na vida desregrada, buscando muita comida, muita bebida, muita diversão, muito barulho - nada contra diversão desde que não incomode outras pessoas, outros animais e até o planeta em si.

Numa praia do litoral aqui do Paraná, praia de Caiobá em Matinhos, houve um show com nada mais, nada menos que 338 mil pessoas numa única apresentação de um tal DJ Alok com 300 drones no céu!  Quando me deparei com esse vídeo na internet imaginei o barulho ensurdecedor e a sujeira, após o evento.

Muitas práticas de certas culturas, não somente da brasileira, deveriam ser repensadas - pensando no deus Janus, a raça humana poderia olhar para o futuro e tentar raciocinar qual seria a melhor prática/atitude para não prejudicar o meio ambiente, não em termos de "mudança climática", pois isso é um engodo criado pela ONU para que "caminhemos" para a direção que eles querem, visando outros interesses, os quais não nos ateremos nesse texto, mas pensemos com mais lógica, raciocínio, misericórdia, respeito à natureza!

A natureza a qual me refiro é tudo - por que seres humanos, animais, árvores, plantas, o mar, a terra, o céu, rios devem ser submetidos a todo esse barulho ensurdecedor por horas a fio? Falo também de Copacabana e sua "artilharia" de fogos na passagem do ano por mais de 20 minutos. E o que dizer das "oferendas" a Iemanjá onde flores, velas, alimentos e não sei mais o quê são liberados no mar.  Nada contra nenhuma religião, mas por que "emporcalhar" o mar em alguns rituais? Na minha opinião, um ritual espiritual deveria se ater ao Espírito e não à matéria.

A maioria de vocês podem até me achar chata, mal-humorada, ranzinza.  Podem pensar "Puxa, mas o fogos de artifício são lindos, impossível ela não os admirar!" Até posso achá-los lindos (aliás fomos levados a achá-los "lindos" pela cultura). Acho o céu estrelado muito mais lindo.  Quando, no silêncio da noite, olho para o céu e reflito como a natureza e o próprio planeta Terra são espetaculares. Entendo que no silêncio todos temos possiblidade de estarmos à sós conosco mesmos, com nosso deus interior e a meditação acontece naturalmente.  Também entendo que para a maioria das pessoas estar a sós consigo próprias significa enfrentar problemas internos, pensar em possíveis situações drásticas do dia-a-dia, principalmente para aqueles que têm baixa auto estima.

Amo o Planeta Azul com suas belezas naturais e o Brasil com suas matas verdejantes, seus maravilhosos pássaros coloridos, suas praias e montanhas únicas - e, por isso, às vezes reluto se pretendo reencarnar em outro planeta ou se volto para cá.  E aí me pergunto: teremos, nós terráqueos, ainda, um planeta para retornar?

Boa semana!

 

Um comentário:

  1. Pão e circo. Este é o governador presidenciável. 😒Moramos longe do agito🙏. Imagino se os brasileiros se unissem desta maneira lutando pela democracia do país.

    ResponderExcluir

"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...