Olá leitores,
Hoje falaremos sobre como analisar um relacionamento tóxico, ou melhor, como descobrir/perceber/detectar algum relacionamento desse tipo que por ventura nos aprisiona.
A ideia não é terminar relacionamentos que nos fazem mal, principalmente quando falamos de relacionamentos familiares - o ideal é buscar estratégias para viver melhor com todos aqueles que nos rodeiam.
Assim, comecemos a definir o que é um "relacionamento tóxico". A palavra "tóxico" no dicionário traz as seguintes definições: 1. Que envenena ou tem a propriedade de envenenar; 2. Veneno, peçonha.
Então, podemos entender que alguns relacionamentos podem nos envenenar. Lembremos que na homeopatia alguns venenos em doses pequenas podem curar, ou melhor, equilibrar o organismo. Refletindo dessa maneira, podemos também dizer que o veneno de um relacionamento tóxico só nos aniquilará se não estivermos atentos e que em pequenas doses podemos até compreender e detectar alguns de nossos comportamentos não tão harmônicos.
Ermance Dufaux, em seu livro "Jesus - A inspiração das relações luminosas" alerta: "Quando os relacionamentos são intoxicados pelos sentimentos venenosos de inveja, ciúme, reprovação e raiva, passa a existir na convivência um processo energético de vampirismo de forças. São relações desgastantes, conflituosas, recheadas de antipatia e desrespeito, que acabam por sufocar o amor e a bondade."
A toxicidade do relacionamento está nesses sentimentos venenosos a que ela se refere. A pergunta que fica no ar é: A inveja, o ciúme, a reprovação, a raiva são do outro ou nós temos também uma parcela de alguns desses sentimentos?
Após ter respondido a essa pergunta e refletido sobre ela e, caso não tenhamos detectado nada em nós mesmos, uma estratégia para lidar com o outro para trazer respeito, paciência, compreensão ao relacionamento é a distância.
Lembremo-nos que o que nos une a certas pessoas é o magnetismo ou laços astrais e que mesmo à distância uma pessoa pode sugar a energia da outra.
Pessoas com baixa autoestima tendem a submeter-se a esses relacionamentos tóxicos exatamente pela "carência e necessidade imprescindível de serem amadas". E como já foi mencionado, outras pessoas "aceitam esse peso emocional porque as pessoas envolvidas são parentes ou familiares" e, por isso, acreditam que devem ser obrigadas a suportar esse tipo de relacionamento.
Dufaux afirma que "as relações humanas, em sua maioria, estão sendo construídas em alicerces neuróticos, com base no interesse pessoal e em função de ganhos secundários que mantêm as pessoas "unidas" em climas nem sempre amistosos, mas dizendo que se amam."
Para compreendermos o que ela quis dizer por "alicerces neuróticos" temos que entender o que é neurose.
Grosso modo, neurose ocorre "quando não estamos em perfeita união conosco"; a crise psicológica da neurose ocorre devido "a um estado de desunião consigo mesmo." Na opinião de Jung, "a eclosão de uma neurose tem um objetivo, é uma oportunidade de tornarmo-nos conscientes de quem realmente somos em oposição a quem pensamos ser. Trabalhando os sintomas que invariavelmente acompanham a neurose - ansiedade, medo, depressão, culpa e, especialmente, conflito - tornamo-nos cientes das nossas limitações e descobrimos nossas verdadeiras forças. A neurose é, de fato uma tentativa de auto cura." (Léxico Junguiano, Daryl Sharp).
A título de curiosidade, a psicose é "uma dissociação extrema da personalidade."
Com essa explicação de Jung, podemos entender que os "alicerces neuróticos", ou a neurose propriamente dita está na base da maioria dos relacionamentos pessoais. Novamente estamos falando da importância do autoconhecimento - com ele fica mais difícil nos envolvermos em relacionamentos tóxicos.
A distância em relacionamentos deste tipo é necessária e oportuna e "que pode ser física ou emocional, ou ambas, para alguns casos."
Dufaux esclarece que "a distância emocional exige mais trabalho e esforço do que estar apenas longe fisicamente de alguém. A prova disso é que você pode até se afastar, mas sofrerá a dor emocional dos impactos que essa convivência deixou nas fibras profundas de sua sensibilidade em forma de mágoa, remorso, revolta, inquietude e infelicidade. Esses sentimentos criam laços energéticos sólidos, intensos e de grande poder de influência na saúde, nos pensamentos e na sua vida, de uma forma geral."
A distância não é a solução ideal para um relacionamento difícil, entretanto existem casos que só essa estratégia poderá sanear esse vínculo. Após um período de distância dependendo do caso, já se pode avaliar se vale a pena manter esse vínculo ou não.
Algumas pessoas podem achar que esse tipo de atitude pode parecer desamor, entretanto só pelo fato de você não mais conviver com certo tipo de pessoa não significa que você deve odiá-la. "A distância é suficiente e é saudável quando você se propõe a construir um estado de saúde interior e uma libertação das prisões emocionais. O segredo é aprender a querem bem a essas pessoas, porque distanciar-se não é abandonar, desistir, ignorar, querer mal ou ser indiferente."
Após a distância, caso haja a necessidade ou mesmo o desejo de uma reaproximação, fiquemos atentos às nossas expectativas, para não haver surpresas desagradáveis que podem ocorrer. Algumas vezes, "vasos de porcelana quebrados não podem ser consertados."
Não acreditemos que para amar os outros devemos "carregar nas costas os abusos e a indolência alheia em relacionamentos venenosos e sem sentido, que não nos disponibilizam uma única porta para a concórdia e o entendimento." Essa atitude fatalmente leva-nos às enfermidades. "O peso energético do desrespeito do outro vai lhe custar dores emocionais e físicas, acentuadamente as lombares e cervicais. Não carregue ninguém nas costas."
"Foque sua atenção nas pessoas que se importam com você, é delas que você mais precisa."
Boa semana!
E se a pessoa que se importa comigo é narcisista?🙃
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