quarta-feira, 22 de junho de 2022

QUEDAS NO CAMINHO

Queridos leitores e amigos,

Como já comentei com vocês em outras postagens anteriores, em minha adolescência fui uma patinadora - era velocista dos 500 metros (praticava corrida sobre patins). 

Agora, desde novembro do ano passado, voltei a patinar. Faço aulas de patinação artística numa escola de patinação - após 45 anos parada, resolvi voltar a esse esporte - gosto muito, aprendo coisas novas e também, como era de se esperar tenho quedas.  A última delas foi segunda feira desta semana e me deixou com joelho e cotovelos ralados e uma luxação na mão direita - nada grave mas desagradável.  Essa última queda me deixou bastante aborrecida comigo mesma. A professora tentou me animar dizendo que todo esporte tem suas quedas e luxações e que, devido eu estar parada tanto tempo, o meu equilíbrio ainda não está cem por cento.  Na hora não levei em conta o seu argumento, mas agora depois de dois dias,  reflito e vejo que ela tem razão.

Então essas quedas me levaram a refletir sobre todas as nossas quedas diárias, tais como: a palavra que não deveríamos ter pronunciado num momento de raiva ou desespero; uma atitude impulsiva errônea no momento de uma decisão importante a tomar; um amigo que magoamos por não concordar com uma ideia dele; um olhar de desprezo para alguém que nos incomodou, mas que talvez estivesse apenas realizando seu trabalho da melhor maneira possível; e por aí vai...

Assim como uma queda no esporte deve ser relegada a segundo plano, tipo "são ossos do ofício", uma "queda" em nosso caminho diário, ao contrário, não pode ser empurrada para debaixo do tapete.  Uma queda no esporte, além de ficarmos chateados, deve trazer uma lição de prudência e de mais atenção no futuro; nossas "quedas diárias", também são momentos de reflexão e podemos usá-las como um exercício de autoconhecimento.  Por exemplo, por que agimos como agimos naquele momento de raiva? A quem ou ao o quê esta raiva estava direcionada? Ao invés de uma atitude impulsiva ao tomar uma decisão importante, por que não pensar duas vezes antes de tomá-la? Ao magoar um amigo, o pedir perdão à ele nos alivia a alma e nos reergue dessa queda.  Ao invés de olhares de desprezo seja para quem for, que tal um olhar caridoso - ele levanta o outro de sua queda e de quebra nos traz bem-estar.

Para cair menos na patinação, ou pelo menos "aprender" a cair melhor, sem me machucar, preciso de muito treino, paciência e tolerância para comigo mesma - e o pensamento positivo de que só não cai quem não tenta nada de novo.

Do mesmo modo, para melhorarmos, ou melhor, mudarmos nosso comportamento, também há a necessidade de treino, exercício diário e mais que tudo, prestar atenção aos nossos atos e palavras tentando suavizar atitudes - nos sentiremos melhor, e, por contágio, o meio social tornar-se-á mais harmônico.

Reflitamos pois nas quedas de nosso caminho, aceitemos sua inevitabilidade e busquemos ser mais equilibrados.

Boa semana!



 

 

sexta-feira, 17 de junho de 2022

A JORNADA DE CADA UM

Caros leitores,

Esta semana foi realmente um período de reflexão sobre vários assuntos, porém hoje escolhi escrever sobre apenas um deles.

Numa das janelas de nossa casa, mais especificamente, na janela do escritório de meu marido, há um arbusto do lado de fora que dá flores arroxeadas parecidas com petúnias, ao qual nós aqui em casa conhecemos como "morning glory" (não sei o nome em português, se é que possui um).

Neste arbusto uma rolinha (em realidade, para mim, parece uma juriti, embora ambas são da família das columbídeas; a rolinha é menor com a cor rósea mais forte e a juriti é um pássaro um pouco maior com a cor rósea de tonalidade mais clara; bem, que seja; no texto continuarei chamando-a de rolinha) fez um ninho há umas três semanas atrás.  Em realidade, o ninho foi construído pelo casal.  Não sei se vocês sabem, mas o ninho desse pássaro é bem frágil, com poucos gravetos e folhas, bem rudimentar mesmo - nada de um ninho bem estruturado do sabiá e muito menos da casinha de adobe do joão-de-barro.

Assim, ninho terminado e a rolinha se posta nele aguardando o momento da postura dos ovos.  Nesse ínterim durante uma semana choveu muito, ventou muito, muitas vezes chuva forte com grande quantidade de água caindo do céu, outras vezes, chuva mais amena embora constante o dia todo.

À noite, comentava com meu marido o que seria da pobre rolinha e seu ninho, sempre achando que iria encontrá-la morta.  Encontrei nessa semana os ovinhos vazios no quintal, na grama - prova de que eles haviam nascido - então a dor de imaginar que algum dia desta semana iríamos encontrar filhotes mortos, caídos debaixo do ninho.

Entretanto, todos os dias ao abrir e fechar a janela, pela manhã e à noite, eu via a rolinha, impassível em seu ninho, sem arredar pé.  Bem, foi o que pensávamos.  Depois de uns dez dias, a chuva parou e percebemos que eles haviam nascido sim e estavam muito bem.  Vimos um dia que a fêmea não cuidava o tempo todo do ninho - o macho vinha e cuidadosamente trocava de lugar com a fêmea - creio para que ela pudesse se alimentar, "esticar as pernas/penas", descansar.

Após umas três semanas, os filhotes já crescidos podiam ser deixados a sós no ninho e a rolinha fêmea ou macho, não sei ao certo, trazia vez ou outra alimento para eles - regurgitava um tipo de alimento mastigado, tipo papinha, e passava para eles pelo bico.

Era muito bom abrir a janela pela manhã e desejar bom dia para eles, e à noite, ao fechar a janela desejar boa noite.

Hoje, pela manhã já os vi tentando voar e até se aventurando a voar até um limoeiro que fica perto desse arbusto.

E, agora, no fim da tarde, já não os vejo mais - já saíram para a vida.

Foi um momento de tristeza e alegria ao mesmo tempo - foi bom enquanto os via crescendo e sendo cuidados, triste não poder vê-los mais, mas a alegria de saber que a natureza tem uma sabedoria própria, onde tudo ocorre como deveria ser no quesito instinto.

Aqui, fiquei a refletir em relação aos seres humanos - o bebê nasce, é ajudado e cuidado pelos genitores e na falta deles por outros que também exercem essa função; ele cresce com a ajuda de outros seres e depois "abandona" o ninho e vai viver a própria vida.  Obviamente poderão haver exceções a essa jornada, mas via de regra é desta maneira que ela se dá.

O momento mais extraordinário na vida de um ser humano, na minha opinião, é quando ele começa a andar e a falar - primordialmente a falar.  Não tive filhos e acompanhei pouco essa fase de outras pessoas.

Recentemente minha sobrinha mais velha tornou-se mãe.  O filho dela hoje já tem dois anos - só o vi uma vez, em fevereiro deste ano (ele completou dois anos em março) - ela mora no exterior e só consegui vê-lo e conhecê-lo este ano.  Felizmente, a internet nos ajuda a vê-los e falar com eles por vídeo.  Então tenho acompanhado razoavelmente a evolução dele.  É muito interessante ver um bebê crescendo - vocês já pensaram nessa maravilha da natureza?  Em como nossa evolução, como espécie humana é fantástica e rápida?  Num momento precisamos de toda a ajuda do outro e, de repente, após uma dúzia de anos já falamos, nos alimentamos sozinhos, escolhemos nossas roupas, nossos esportes, nossos amigos.  E assim, depois de um tempo, escolhemos nossas profissões, nosso par e iniciamos nossa própria família.

Todo esse percurso humano deveria ser valorizado por cada um de nós.

A jornada de dois pássaros trouxe-me esta bela reflexão e espero que esse texto também tenha trazido a vocês uma reflexão similar - de como a vida de cada ser vivo do planeta vale a pena e de como a natureza é sábia.  Congratulemo-nos com o Criador de toda essa maravilha chamada VIDA.

Boa reflexão!

P.S. Agora são 17:45 horas e os pássaros voltaram para o ninho.  Ainda não o deixaram de vez, mas estão voando bem - vou fechar a janela e dar boa noite à eles - talvez pela última vez.  Que sejam felizes e vivam bem suas vidas!





terça-feira, 7 de junho de 2022

A LUZ NO FIM DO TÚNEL

Caros amigos leitores,

Hoje tratarei de um assunto que muitos consideram polêmico, outros acham mórbido e outros ainda acreditam que não se deve falar desse assunto - a morte e o morrer. Contudo, na minha opinião, esse assunto deveria ser discutido desde a infância.  Muitos pensarão:  "Que horror! Para que as crianças precisam lidar com esse tema?"

Antes de qualquer conclusão precipitada, tentarei me explicar.

No primeiro ano da faculdade de psicologia, a professora de filosofia (sim, nós tínhamos aula de filosofia na faculdade de psicologia...) nos deu o livro "O que é a morte?" da famosa coleção "Os Primeiros Passos".  Lembro-me que foi uma comoção geral na classe: "Para que falar da morte se estou estudando psicologia?" - foi o que a maioria pensou.  Mas o que a maioria não sabia era que as transformações da vida também eram e são consideradas pequenas mortes - se vou ajudar outros a se autoconhecerem ou entenderem o mundo em meu consultório, obviamente terei que ajudá-los a compreender as transformações de suas próprias vidas no decorrer do processo terapêutico.  Esse foi o início da compreensão do significado da morte para mim.

Agora, reflitamos sobre os vários tipos de "morte" que ocorrem ao nosso redor durante nossa vida.

Vamos começar pelas mortes simbólicas, as quais podemos chamar de "perdas": quando "perdemos" um emprego; quando somos roubados e "levam" nosso carro, por exemplo; quando nosso tênis predileto depois de muito uso se desgastou e precisamos jogá-lo fora e adquirir outro; quando nosso celular pega um vírus e "perdemos" nossos dados pessoais, fotos preferidas e até contatos pessoais; quando nossa casa "dá" perda total por incêndio ou enchente e temos que nos mudar para outra casa, e assim por diante.  Esses são exemplos de "mortes" simbólicas - "mortes" essas que trazem muitas transformações em nossa existência. 

Agora falemos sobre "outras"  mortes - mortes de árvores, plantas, flores - muitas delas exterminadas por causarem incômodos para algumas pessoas; mortes de animais de estimação, nossos pets - quanta tristeza, principalmente para as crianças - esse seria o primeiro passo para ensinar os pequenos sobre o mistério da morte, o qual, ao meu ver não tem mistério algum - é um fato concreto, uma realidade fatal, eu diria a única certeza de que temos na vida: TODOS, absolutamente TODOS chegaremos nesse momento.

Nesse segundo momento, ainda ressalto juntamente com a morte dos pets, a morte de conhecidos, parentes e amigos.  Nesse interim, continuemos a refletir sobre a morte do outro.  Esta, deixa um vazio, uma tristeza saudosa...

E então, chegamos a segunda metade da vida (aliás, qual seria ela? Hoje as pessoas chegam até quase os cem anos vividos - sendo assim, a metade da vida seria os 50 anos? Bom, que seja...).  Nessa etapa, começamos a pensar no nosso passamento.  Claro está que muitos não refletem sobre isso, mas outros se veem com questionamentos tais como: "Como será? Quando? O que estarei fazendo? Sentirão minha falta? Para onde irei? Há outra vida além dessa? Ou será apenas uma escuridão total?"

Eu, de minha parte, felizmente, sou daquelas pessoas que acredita numa vida após o desenlace, sim; creio numa outra dimensão, e então há um certo conforto em saber que não há o vazio, a escuridão total; há uma luz no fim do túnel e pretendo ir em direção à ela quando for a minha vez.  E vocês?

Bem, enquanto esse término terráqueo não ocorre, o ideal é fazer o melhor que podemos aonde nos encontramos, não é mesmo?

Em 2020, durante o primeiro ano ausente do contato social real, assisti no YouTube, no TEDx FMUSP, uma palestra da médica Ana Claudia Quintana Arantes (essa palestra ainda corre solta pelas redes sociais (ainda bem) - já passou por mim umas três vezes...). Ela é médica geriatra e trabalha com cuidados paliativos (Cuidados Paliativos de acordo como que a OMS descreveu em 2002 - " Cuidados Paliativos consistem na assistência, promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria de qualidade de vida do paciente e de seus familiares diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais."). Em suma, ela "cuida de pessoas que morrem." - palavras ditas por ela mesma em seu livro ao qual li e recomendo "A morte é um dia que vale a pena viver."

Embora esse livro seja sobre como cuidar de pessoas em processo terminal em sua maioria, ele também nos faz pensar em como melhorar nosso relacionamento com nossa própria vida.

O tema de hoje veio à baila ao assistir ontem uma entrevista do médico imunologista Roberto Zeballos - ele fala de sua profissão, de como chegou lá, da época do "combate" à pandemia, mas também fala de física quântica, de espiritualidade e da não finitude de nossa alma.  Essa entrevista dele tocou-me profundamente pois muitas coisas que ele mencionou são pensamentos dos quais também compactuo - me senti acolhida pela sua fala e a mesma trouxe-me mais força, conforto e a certeza de que a vida de cada um de nós vale a pena nesse planeta - mesmo aquelas pessoas que muitas vezes possamos achá-las "descartáveis", essas, se encontram equivocadas a respeito do valor de suas próprias vidas.

Assim, falar da morte é falar da riqueza da vida; é aproveitar cada minuto dela sendo mais simples, muitas vezes mais "invisíveis", mas ao mesmo tempo tendo mais espaço para fazer desse mundo um lugar melhor para viver.

Para finalizar, deixo aqui uma fala do escritor e poeta alemão Rainer Maria Rilke, transcrito no livro de Ana Claudia Q. Arantes, citado anteriormente:

"Precisamos aceitar nossa existência em todo o seu alcance; tudo, mesmo o inaudito, tem de ser possível nela.  No fundo, esta é a única coragem que se exige de nós: sermos corajosos diante do que é mais estranho, mais maravilhoso e mais inexplicável entre tudo com que deparamos."

Boa semana!



 




 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

"O SIGNO DOS QUATRO"

Caros leitores,

O livro de maio de nosso "Clube de Leitura" foi "O Signo dos Quatro" de Arthur Conan Doyle - uma aventura policial do detetive mais famoso do mundo - Sherlock Holmes.

Este livro foi o segundo que li dele.  Já tinha lido "O Cão dos Barskervilles", o qual aliás gostei mais.  Entretanto este também trouxe algumas surpresas no final e como era uma história para ser discutida num clube de leitura, a atenção ao lê-lo foi redobrada.

Sempre achei que um livro policial como este não traria mensagens ocultas ou algum tipo de aprendizado.  Como psicóloga busco muitas vezes compreender a fundo a temática de um livro e de seus personagens.

Obviamente, essa aventura policial traz mortes, assassinatos, desaparecimentos, segredos, tesouros escondidos e até romance.  Os diálogos são muito bons.  Sherlock Holmes aqui faz uso até de um cão farejador - Toby.

Neste livro encontrei algumas "joias" - frases interessantes para reflexão. Aqui estão elas.

Holmes, em sua investigação, necessita vez ou outra, ao buscar pistas do caso em questão, fazer perguntas às pessoas que poderiam dar informações relevantes.  Numa dessas inquirições ele questiona um barqueiro no porto do rio Tâmisa em Londres.  Então ele comenta com Dr. Watson, seu parceiro e amigo na investigação, após ter recebido a resposta do barqueiro: " Com gente dessa espécie o importante é nunca deixá-las supor que o que lhe contam tem importância para você.  Do contrário, fecham-se imediatamente como uma ostra.  Mas se você finge que os escuta porque não há outro remédio, é provável que consiga o que deseja saber." Essa observação é bem verdadeira - é o tipo de atitude que qualquer pessoa poderia usar quando precisasse de uma informação genuína, não acham?

A segunda frase diz respeito à circunstância apresentada por Holmes quando comenta que na maioria das vezes quando estamos muito tempo realizando um trabalho seja ele físico ou mental e nos cansamos ou até não conseguimos "render", ele usa a seguinte frase: "Um de nossos maiores estadistas disse que não há melhor repouso que mudar de trabalho." Concordo plenamente.  Se estou trabalhando arduamente, por exemplo, no jardim, preciso parar um pouco, não só para descansar; o ideal é até mudar de atividade por um tempo.  Depois, ao voltar para o trabalho no jardim, conseguirei "render" mais, como dizemos.

Numa atividade mental fica mais fácil de entender - se preciso ler ou estudar um texto, devo parar depois de um tempo para realizar outra tarefa; do contrário existe a possibilidade de perder a concentração no estudo ou leitura do texto. 

Todo detetive dever ter como qualidades a observação, a astúcia, o raciocínio bem apurados, senão não realizará sua função a contento.

Sherlock em sua investigação desse caso acaba percebendo pistas nas coisas mais elementares e comenta com Watson: "São justamente as coisas mais simples que frequentemente passam despercebidas." Nada mais verdadeiro.  Muitas vezes perdemos a essência dos fatos ao complicá-los.

Uma das colocações a qual achei mais interessante e incrivelmente atual foi a seguinte: "Ele observa que, enquanto o indivíduo tomando isoladamente é um quebra-cabeça indecifrável, torna-se, dentro de uma massa, uma certeza matemática.  Por exemplo, nunca é possível predizer o que fará um homem, mas pode-se prever como se comportará um grupo.  Os indivíduos variam, mas a coletividade é sempre igual.  Assim dizem os estatísticos." Uma observação muito real, a qual podemos constatar nos dias de hoje - e este livro foi escrito em 1890!!!

Para vossa reflexão, fecharei com chave de ouro (pelo menos na minha opinião) a última colocação que separei do livro, a qual também achei muito perspicaz - o comentário é do policial ao prender um suposto "criminoso" que depois se sabe inocente: "Bem, se ele não fez nada de repreensível, cuidaremos para que nenhum mal lhe aconteça.  Somos muito rápidos para apanhar pessoas, mas não temos a mesma pressa para condená-las."

Elementar, meu caro Watson!...

Boa reflexão e boa semana!

P.S. O próximo livro que discutiremos no Clube de Leitura, no fim de junho, será "Esaú e Jacó" de Machado de Assis.






  







 

"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...