Queridos leitores e amigos,
Como já comentei com vocês em outras postagens anteriores, em minha adolescência fui uma patinadora - era velocista dos 500 metros (praticava corrida sobre patins).
Agora, desde novembro do ano passado, voltei a patinar. Faço aulas de patinação artística numa escola de patinação - após 45 anos parada, resolvi voltar a esse esporte - gosto muito, aprendo coisas novas e também, como era de se esperar tenho quedas. A última delas foi segunda feira desta semana e me deixou com joelho e cotovelos ralados e uma luxação na mão direita - nada grave mas desagradável. Essa última queda me deixou bastante aborrecida comigo mesma. A professora tentou me animar dizendo que todo esporte tem suas quedas e luxações e que, devido eu estar parada tanto tempo, o meu equilíbrio ainda não está cem por cento. Na hora não levei em conta o seu argumento, mas agora depois de dois dias, reflito e vejo que ela tem razão.
Então essas quedas me levaram a refletir sobre todas as nossas quedas diárias, tais como: a palavra que não deveríamos ter pronunciado num momento de raiva ou desespero; uma atitude impulsiva errônea no momento de uma decisão importante a tomar; um amigo que magoamos por não concordar com uma ideia dele; um olhar de desprezo para alguém que nos incomodou, mas que talvez estivesse apenas realizando seu trabalho da melhor maneira possível; e por aí vai...
Assim como uma queda no esporte deve ser relegada a segundo plano, tipo "são ossos do ofício", uma "queda" em nosso caminho diário, ao contrário, não pode ser empurrada para debaixo do tapete. Uma queda no esporte, além de ficarmos chateados, deve trazer uma lição de prudência e de mais atenção no futuro; nossas "quedas diárias", também são momentos de reflexão e podemos usá-las como um exercício de autoconhecimento. Por exemplo, por que agimos como agimos naquele momento de raiva? A quem ou ao o quê esta raiva estava direcionada? Ao invés de uma atitude impulsiva ao tomar uma decisão importante, por que não pensar duas vezes antes de tomá-la? Ao magoar um amigo, o pedir perdão à ele nos alivia a alma e nos reergue dessa queda. Ao invés de olhares de desprezo seja para quem for, que tal um olhar caridoso - ele levanta o outro de sua queda e de quebra nos traz bem-estar.
Para cair menos na patinação, ou pelo menos "aprender" a cair melhor, sem me machucar, preciso de muito treino, paciência e tolerância para comigo mesma - e o pensamento positivo de que só não cai quem não tenta nada de novo.
Do mesmo modo, para melhorarmos, ou melhor, mudarmos nosso comportamento, também há a necessidade de treino, exercício diário e mais que tudo, prestar atenção aos nossos atos e palavras tentando suavizar atitudes - nos sentiremos melhor, e, por contágio, o meio social tornar-se-á mais harmônico.
Reflitamos pois nas quedas de nosso caminho, aceitemos sua inevitabilidade e busquemos ser mais equilibrados.
Boa semana!
Quantas vezes prometo a mim mesma não falar, não julgar, e...😜
ResponderExcluirÉ uma caminhada difícil essa. Mas aos pouquinhos, com aceitação das possíveis quedas, a gente melhora.
ExcluirÓtimas palavras
ResponderExcluirGrata.
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