sábado, 29 de novembro de 2025

"SIDARTA"

Olá leitores,

O último livro do ano de nosso Clube de Leitura foi "Sidarta" do escritor alemão Hermann Hesse.

Quando Hesse escreveu "Sidarta" em 1922 foi devido a influência da filosofia budista ao qual ele simpatizou quando viajou para o Sri Lanka e a Indonésia em 1911. Ele ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1946 com seu livro "O Jogo das Contas de Vidro". 

Em 1990, sua obra "Sidarta" se tornou bem popular na Índia.  Uma tradução autorizada deste livro foi publicada na língua Malaia e por essa época também foi criada a Sociedade Hermann Hesse da Índia e também foram realizadas traduções em sânscrito e na língua hindi.

Na época dos meus 20 anos eu já tinha lido esse livro e resolvi colocá-lo na lista deste ano, pois achei que seria um bom momento para relê-lo.

Realmente foi muito bom bom lê-lo novamente.  Para o grupo do clube o livro não fez tanto sucesso assim - acharam-no muito lento, repetitivo e cansativo; para mim, ao contrário, foi um livro mágico, envolvente e com algumas ideias instrutivas.

Eu reli o livro durante nossa viagem para Minas Gerais e São Paulo.  Depois das caminhadas do dia, era reconfortante ler essa obra à noite antes de dormir. Em Lavras Novas, o silêncio era sepulcral.

A história tem altos e baixos.  Sidarta, o protagonista, em sua adolescência sai de casa com anuência de seu pai, o Brâmane do local, por sentir-se insatisfeito com a vida que levava.  Ele sai juntamente com seu amigo Govinda e ambos exploram o mundo.  Ele passa por experiências materiais e espirituais - sempre à procura de algo que preenchesse o vazio de seu íntimo.  Lutou contra a fome, fez jejum para isso; entregou-se à luxúria com uma prostituta; tornou-se um rico comerciante e depois acabou abandonando essa vida para descobrir num balseiro a verdadeira sabedoria e simplicidade, fazendo com que em seus últimos momentos de existência ele mesmo se tornasse um balseiro.

Em suas "conversas" com o rio, um pensamento de Sidarta me chamou a atenção: "Viu que a água corria, corria, corria sempre e, contudo, estava lá, ininterruptamente, era sempre, a cada instante, a mesma e, no entanto, se renovava sem cessar."

Uma de suas conclusões, a qual concordo é "...o verdadeiro buscador, aquele que realmente se empenhasse em achar algo, jamais poderia submeter-se a nenhuma doutrina.  Mas quem tivesse encontrado alguma solução seria capaz de aprovar toda e qualquer doutrina, todos os caminhos e objetivos, já que nada mais o distanciaria dos milhares de outros homens que viviam na Eternidade e impregnavam-se do Divino."

O que me chamou mais a atenção no livro foi de que as pessoas que cruzam nosso caminho trazem todas as respostas que ansiamos descobrir em nossa vida - basta apenas prestarmos uma atenção redobrada para descobrirmos porque elas cruzaram nosso caminho, o que elas trouxeram ao nosso conhecimento e o quê podemos compreender a respeito de nossa busca por sentido em nossa existência.  Sempre encontraremos um professor ou um "anjo" em nossa vida e muitas vezes nós também somos os professores ou os "anjos" na vida de algumas pessoas.

Quando acabei de ler o livro fiz uma pequena revisão nas pessoas e eventos de minha vida.  Muitas coisas, antes obscuras ficaram mais claras para mim.

Eu recomendo a obra.  Boa leitura e é ideal lê-la à noite antes de dormir para uma melhor reflexão.

Boa semana! 


 

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

''MEDICINA VIBRACIONAL"

Queridos leitores, 

O texto de hoje pode ser considerado a segunda parte do texto anterior da semana passada.

Hoje, tentarei explicar da maneira mais simples que conseguir o "mundo das vibrações".  Utilizarei de alguns trechos de Richard Gerber, médico, de seu livro "Medicina Vibracional".

A história desse livro é para mim, bizarra.  Como disse para vocês sempre fui uma pessoa ligada ao esoterismo, às práticas holísticas bem antes quando ainda não tinham esse nome. Havia uma livraria na Alameda Lorena, nos Jardins, em São Paulo chamada Zipak - lá você encontrava de tudo: cristais, pêndulos, cartas de tarô, duendes, bruxas, livros sobre magia e até livros sobre medicina alopática, homeopatia, acupuntura e muito mais.  Eu vivia nessa livraria nos meus 20 e 30 anos.  Então adquiri esse livro do Dr. Gerber no final da década de 80.  Na época o li mas foi de difícil compreensão.  Ele esteve na estante desde essa época, meio que esquecido - e não é que nossa professora de radiestesia terapêutica, Mari Tortella, o colocou entre os livros indicados para essa área?

Então, voltei a lê-lo (estou quase no fim) e que alegria - hoje compreendo melhor os seus conceitos - seria o correr dos anos que trouxe essa maturidade ou foi o aprendizado da Radiestesia Terapêutica que facilitou o seu entendimento? Bem, creio que foram as duas instâncias - maturidade e aprendizado.  Entretanto, na minha opinião, isso não quer dizer que uma pessoa na casa dos seus 20/25 anos hoje não o entenda.  Será?

Bem, vou tentar colocar de uma maneira mais simples que eu conseguir o que é o universo em que vivemos.

Eu tenho lido muitas coisas sobre a Idade Média que hoje foi "apelidada" de "Época das Trevas".  Sempre achei que com esse pseudônimo era algo obscuro, negro, negativo, trevoso mesmo.  Mas a sociedade nos enganou por muito tempo - era conhecida por "era das trevas" exatamente porque haviam alquimistas, astrólogos, bruxas, feiticeiros, médicos que lidavam com "forças ocultas" onde o cidadão comum /vulgar não  conseguia ou não podia penetrar.  Em realidade, essas forças ocultas eram a realidade do mundo que nos cerca e que pouco a pouco, um grupo de pessoas sentiu-se ameaçada por essas "forças" e resolveu "abafar" essa "filosofia de vida", vamos assim dizer. Hoje, continuamos a acreditar que o que eles faziam era bruxaria, magia negra.  Entretanto em realidade eles estudavam, observavam a natureza das coisas, faziam experiências baseadas na energia, na vibração que há em tudo.

A radiestesia é uma das técnicas holísticas que lidam com a vibração, com a energia. Suas origens datam do Antigo Egito e foi aperfeiçoada pelos abades franceses no início do século XX - e agora esse saber milenar ressurge no século XXI, como já explicitado no texto anterior.

Dr. Gerber explica: " O termo holístico, utilizado com referência às condições de saúde e bem estar dos seres humanos, implica não apenas um equilíbrio entre os diversos aspectos do corpo e da mente, mas também entre as forças multidimensionais do espírito, as quais, até o momento, foram imperfeitamente compreendidas pela grande maioria das pessoas.  Na verdade, é o poder do espírito que movimenta, inspira e insufla vida nesse veículo que conhecemos como corpo físico.  Um sistema de medicina que negue ou ignore a sua existência será incompleto, pois exclui o atributo mais importante da existência humana - a dimensão espiritual. À medida que os médicos forem vendo a si mesmos mais como agentes promotores da cura e menos como clínicos, será dado mais valor ao espírito enquanto fator motivador da saúde."

"Nós somos seres multidimensionais de energia e luz, cujo corpo físico é apenas um dos componentes de um sistema dinâmico maior. Em outras palavras, os seres humanos são complexos mente/corpo/espírito que existem num equilíbrio dinâmico contínuo com as dimensões energéticas superiores da realidade.  Os tecidos que constituem o nosso corpo físico necessitam não só de oxigênio, glicose e nutrientes químicos mas também das energias vibracionais superiores que conferem à estrutura física suas propriedades vitais e de expressão criativa."

"Embora o corpo físico possa ser transitório, o conhecimento e a experiência obtidos durante a fase em que o espírito ocupa a forma física são permanentes."

No início desse texto eu disse que iria colocar em termos mais simples o que é o Universo em que vivemos e o que é o ser humano.  Mas como vocês viram nos parágrafos acima, o Dr. Gerber explica melhor.

Dr. Gerber então explica mais: "A saúde, portanto, depende do correto alinhamento, equilíbrio e coordenação das formas e forças energéticas sutis superiores no nível do veículo físico.  Quando as perturbações energéticas ocorrem no nível etérico ou em níveis de frequências superiores da estrutura, as alterações patológicas acabam se manifestando no nível físico-celular."

Trocando em miúdos, se nossos sentimentos, emoções estiverem descontroladas e principalmente os pensamentos em desordem, toda a química, a energia, a vibração de nosso corpo sofre e entra em desequilíbrio.

"A localização e a natureza de muitas doenças frequentemente contêm informações simbólicas que, quando corretamente decodificadas, podem ajudar o indivíduo a compreender  determinados bloqueios mentais e emocionais dos quais ele talvez não tenha ciência."

E aqui entra a Radiestesia Terapêutica. Assim, o objetivo da Radiestesia Terapêutica permanece com base nas energias oriundas das formas da Geometria Sagrada.  Esta terapia complementar visa harmonizar: saúde física, mental e espiritual, relacionamentos, questões profissionais e financeiras, ambientes, plantas e animais e caminhos na conquista de objetivos.

O sub-título do livro do Dr. Gerber é "Uma medicina para o futuro". Ele sabia que o futuro ía chegar com essas informações e eis que ele, o futuro, está aqui.  Eu recomendo esse livro a qualquer pessoa de qualquer idade - ele não é um livro fácil de ler mas no mundo em que vivemos atualmente entrecortado de vibrações, energias, luzes creio que será mais fácil a sua compreensão.

Boa reflexão!



 

sábado, 15 de novembro de 2025

RADIESTESIA TERAPÊUTICA

Olá leitores,


Bom, vocês, depois do último texto, devem estar se perguntando, "mas, afinal de contas, o que é radiestesia terapêutica"? não é?

Vamos por partes.  Primeiramente deve-se compreender o que é radiestesia e depois entender como ela serve de auxílio/tratamento terapêutico.  Ao explicar sobre a origem, o uso da radiestesia é tão amplo que provavelmente terei que escrever um segundo texto sobre o tema.

Assim, começarei pela minha própria experiência e de como entrei em contato com essa arte tão antiga.

Durante a pandemia (sempre ela - o antes e depois dela...) meu marido e eu," semi-confinados" em casa que estávamos, assistimos muitos vídeos e filmes no YouTube (inclusive já escrevi um texto sobre esse assunto) envolvendo tópicos esotéricos tais como energia, vibração, ETs, cristais, curas pelas mãos, terapias complementares, etc.  E, durante esse período assisti uma "live" de uma pessoa que tinha melhorado da depressão porque a mãe dela tinha montado um gráfico para ela.

E então, ignorante no assunto, leiga, fui ao Google e coloquei gráficos e obviamente apareceram gráficos estatísticos.  Eu não entendi nada e esqueci o assunto temporariamente.

O ano passado "fuçando" no YouTube me deparei com uma pessoa falando sobre gráficos radiestésicos - minha atenção se aguçou e pensei, "esses devem ser os tais gráficos que melhoraram a depressão daquela pessoa que eu havia encontrado na internet anos antes."

Assim, inscrevi-me nesse curso on-line (o qual não era nada barato) para sentir se essa era realmente a "minha praia".  E, por incrível que pareça, era!

Nunca quis fazer nada on-line, principalmente um curso tão caro.  Sempre prefiro algo presencial.  Eu até procurei algo na área aqui em Curitiba, mas não achei nada, então vai no on-line mesmo.

Ao adentrar a "vida on-line" meu mundo se expandiu.  O curso foi realmente muito bom e me trouxe novas alternativas de tratamento dos vários problemas que muitas pessoas enfrentam no seu dia-a-dia - inclusive comecei primeiramente me auto tratando.

Logo em seguida foi a vez dos meus parentes e amigos - eu precisava de "cobaias" para praticar e testar o método.

Com o tempo e a prática tive erros e acertos ou seja, alguns tratamentos foram eficazes e outros nem tanto.

Bom, esse foi meu início, mas o que é mesmo radiestesia?

Comecemos então pela definição da palavra "radiestesia".  Ela é uma junção do latim radius, "radiação", e da palavra grega aisthesis, "sensibilidade", ou seja, sensibilidade às radiações. 

"Radiação, por sua vez, nada mais é do que a emissão de energia por meio de ondas ou partículas.  O termo "Radiestesia" foi criado pelo Abade Bouly (que é considerado o pai da Radiestesia), no fim do século XIX, para definir o trabalho e/ou estudo sobre medição de energias e radiação através de instrumentos como forquilhas ou pêndulos.  Antes disso, usava-se também o termo rabdomancia, formado pelos termos gregos rávdos "vara" ou "verga", e manteía "adivinhação".  No Ocidente, as práticas começaram a ser exploradas a partir da Idade Média, mas a história da Radiestesia começou bem antes disso.  Há relatos de que 2 mil anos antes de nossa Era os chineses e os egípcios já se utilizavam dessa técnica para encontrar água no subsolo e definir os locais mais propícios para agricultura, criação de animais e grandes construções.  Os pêndulos mais antigos de que se tem notícia possuem cerca de 4 mil anos e foram encontrados em um dos sítios arqueológicos do Vale dos Reis, Egito." Esse texto é do primeiro livro que comprei antes do curso "A Radiestesia e seu uso terapêutico - Um guia para quem quer entender e praticar" de Manoela Costa Lima Valente.

No início de seu livro, ela explica "Para que possamos dar os primeiros passos, é preciso antes entender o principal conceito que torna tudo na Radiestesia possível: o Universo é composto por átomos, tudo o que está nele é constituído por átomos; o átomo é um campo eletromagnético, portanto, é energia.  Sendo assim, entendemos que tudo é energia, inclusive, nós humanos.  Sem o domínio desse conceito é impossível entender e praticar a Radiestesia." "Somos feitos de energia, somos eternos."

Se somos energia, interagimos com tudo e com todos à nossa volta, inclusive com a natureza, mais precisamente, trocamos energia e vibrações com o Planeta Terra o tempo todo.

E nessa troca, nossas emoções, nossos sentimentos e, principalmente nossos pensamentos "bagunçam" nossa energia/vibração e podemos ficar enfermos.

E então entra a Radiestesia Terapêutica para equilibrar/harmonizar nosso campo vibracional.  Uma grande soma de dificuldades podem ser diagnosticadas e melhoradas com a Radiestesia Terapêutica.

Mari Tortella é a criadora desse métodos, professora do curso que realizei.

"A radiestesia e a radiônica são conhecimentos milenares que, com base na detecção e análise de padrões energéticos e usando ferramentas como o pêndulo e os gráficos, permitem aumentar os níveis de frequência energética dos ambientes e atuar na saúde emocional e física das pessoas." Contracapa do livro de Mari Tortella "Radiestesia Terapêutica - a arte de trabalhar o invisível sem paranoia."

Em suma, o pêndulo faz o diagnóstico e o gráfico realiza o tratamento.

Os gráficos são ondas de forma, ou seja, são formas que emitem ondas tais como um holograma.

O "pai da radiestesia" Alexis Bouly afirma "Nós vivemos em um oceano de radiações, das quais não nos apercebemos.  Eflúvios invisíveis emanam de todas as coisas, e não se trata mais do que descobrir sua existência, constituindo-nos em verdadeiros detectores vivos. Uma frágil antena permite captar mais facilmente as radiações escondidas." Trecho do livro de António Rodrigues "Radiestesia Prática e Avançada".

"A harmonia do corpo pode ser perturbada por quaisquer formas de vida.  As boas novas são que o estado de harmonia pode ser restabelecido por um processo de retificação magnética." Trecho do livro da Dra. Jane E. Hartman do seu livro "Radiônica e Radiestesia - Manual de Trabalho com Padrões de Energia".

Glossário de seu livro: 

Radiestesia - O uso do pêndulo para fazer diagnósticos e prescrever remédios para as doenças.

Radiônica - Método de cura a distância por meio de instrumentos e da percepção intensificada.

Espero ter conseguido dar uma ideia inicial sobre a Radiestesia Terapêutica.  Talvez um segundo texto sobre o assunto possa clarear um pouco melhor essa novas ideias que são tão amplas.

Para finalizar, coloco mais alguns conceitos da Dra. Hartman: 

"Tudo o que existe é energia e todas as formas de energia vibram num ritmo determinado pelos seus componentes."

"Toda matéria que tem cargas oscilantes irradia ondas magnéticas.  Como todas as coisas contêm elétrons em movimento, todas as coisas irradiam ondas magnéticas.  Sabendo disso, você pode imaginar o universo inteiro como um grande conjunto de campos eletromagnéticos pulsantes, e todas as coisas, desde os átomos até as estrelas, participam dessa dança cósmica.  As pulsações produzem duas forças opostas, como os polos norte e sul da Terra, por meio de dinâmica de atração e repulsão, enchimento e esvaziamento, yin e yang.  A polaridade resultante se estende por todo o nosso universo e vai ainda além dele."

"A energia e a matéria são dois aspectos da mesma realidade."

Boa reflexão!



 



quarta-feira, 5 de novembro de 2025

TRANSIÇÃO DE CARREIRA

Olá leitores,

No fim do mês de outubro, passei um dos melhores momentos de minha vida.  Claro, tive outros, mas esses foram especiais porque me deram estratégias, dicas, ideias para a mudança que eu preciso e desejo realizar.

Aos 68 anos percebo que agora tenho pouco tempo nesse Planeta e que desejo crescer fazendo algo de que eu gosto.  Bem, em realidade, sempre fiz o que gosto, mas essa nova carreira que se descortinou à minha frente, trouxe novas possibilidades e oportunidades de abraçar a espiritualidade e de quebra ajudar outros a fazerem suas mudanças e assim, pouco a pouco "contaminar" outras pessoas trazendo uma paz genuína ao mundo.  Parece uma ideia grandiosa e onipotente, n'é?

Mas com a ajuda de meus mentores e mestres e é lógico, minha disciplina, vontade e intenção - isso tornar-se-á realidade.

Nos dias 24, 25 e 26 aconteceu em São Paulo o 1º Congresso de Radiestesia Terapêutica.  Há um ano atrás, para ser precisa,  em junho de 2024 fiz um curso de RT online. De lá para cá venho trabalhando com a família e amigos auxiliando-os em suas atividades e em sua saúde.  Foram tratamentos experimentais, alguns de saúde, outros de "pepinos" que não "andavam".

Porém após esse congresso, onde entendi como alavancar essa nova atividade, farei a transição de carreira com mais segurança.

Nesses três dias fomos direcionados e convidados a olharmos para dentro de nós mesmos - apesar de sermos 800 pessoas no auditório, a viagem para nosso interior foi realizada com sucesso.  Imagine estar num lugar onde todos estão imbuídos na mesma meta, conectados cada um com sua egrégora (a minha é quartzo verde) e buscando, através de atitudes, realizar a mudança que queremos no mundo começando por nós mesmos!

Foi maravilhoso encontrar pessoas que querem o mesmo - cada uma contribuindo com sua maneira de trabalhar, com ideias novas, novas técnicas e novos resultados.  Foi muito aprendizado, muita alegria, muito conhecimento - trocamos ideias, resultados, telefones, endereços e era gente de tudo quanto é lugar do Brasil (Rondônia, Manaus, muitas cidades do interior de São Paulo, do Sul, do Nordeste, do Norte). Sem contar pessoas de fora do Brasil: da Ucrânia, do Japão, Argentina, Espanha, Portugal, Itália. Minhas companhias nos três dias foram uma pessoa de Mato Grosso do Sul da cidade de Coxim e outra de Minas Gerais, de Belo Horizonte. A troca de experiências foi grandiosa.  Nunca tinha participado de um congresso onde todos fizeram o mesmo curso e onde todos nós estávamos familiarizados com os "jargões" dessa prática.  Cada turma/egrégora era nomeada por um cristal - minhas companheiras/novas amigas de caminhada eram "Turmalina Negra" e "Ônix".

O curso e o congresso foi realizado por nossa professora/mentora que criou o método Mari Tortella e a ComuRT (Comunidade de Radiestesia Terapêutica).  Falarei sobre essa prática especificamente num texto futuro.

Perto dessa atividade com a radiestesia terapêutica, a psicologia ficou limitada se é assim que posso me expressar.

Auxiliar na energia das pessoas, suas atividades, trazendo clareza às suas vidas, fazendo uso da "escutatória" - tudo isso não tem preço. Hoje, depois dessa chuva ou melhor, dessa imersão ou banho na energia da radiestesia , meu propósito ficou mais claro.

Eu até compreendo que terei muito trabalho, muito estudo e muitos desafios à frente - confio em mim e nos meus mentores.  Afinal de contas, é através dos desafios que crescemos não é?

E como disse no início do texto, meu tempo é menor - não sei quando farei a passagem e enquanto aguardo gostaria de crescer feliz - não que eu não o seja hoje  - mas detectei alguns bloqueios pessoais nesse congresso.  Desejo "arrastar" outras pessoas para esse caminho de crescimento e prosperidade espiritual, emocional, mental e obviamente também financeira.

Que minha luz possa iluminar outras pessoas - porque todos nós, sem exceção, carregamos dentro de nós a Centelha Divina, só precisamos confiar nela, acessá-la para que ela ilumine outros ao redor.

Boa Semana!







Aos

 

sábado, 1 de novembro de 2025

O FIM DA RAÇA HUMANA?

 Caros leitores,

Depois de 2020, depois da "fraudemia", muitas pessoas e me incluo nessa lista, acordaram para a realidade do planeta.  Não foi preciso, pelo menos não para mim, ler muitos livros, assistir muitos vídeos, participar de muitos grupos de estudo de filosofia, ou até conversar com muitas pessoas sobre a vida na Terra.  Bastou apenas observar o dia-a-dia das pessoas ao redor de seus afazeres, de seus trabalhos, de seus lazeres, hobbies, de suas atividades.

E como foi que eu (não sei se mais alguém) cheguei a essa conclusão do fim da raça humana como a conheço ou como a conhecemos?

Talvez esse texto de hoje não seja o único que escreverei sobre o assunto, pois ele é extenso, traz muitas reflexões e como dizem "dá muito pano para manga".

Meu marido e eu resolvemos sair de férias, agora em outubro, como fazemos quase todos os anos e, ao invés de viajarmos para fora do Brasil, fomos para uma cidadezinha de aproximadamente 1.000 habitantes, há uns 40 minutos de carro de Ouro Preto-MG - Lavras Novas. A internet nos informou que era uma cidade pacata, silenciosa, onde poderíamos descansar nossos ouvidos do barulho, do stress, de nosso dia-a-dia de Curitiba.

Entretanto, a internet nos enganou, ou não percebemos nas entrelinhas a realidade que nos aguardava.  Bem, meu marido escolheu esse local, como sempre ele faz, e não tenho queixas; amei todos os locais pelos quais viajamos e que ele escolheu - Montevidéu e Las Piedras, no Uruguai; Taos no Novo México nos Estados Unidos; Londres, Cirencester e Bibury na Inglaterra; Edinburgh e Saint Andrews na Escócia, como alguns lugares que temos saudades.  Agora, escrevo esse texto em Lavras Novas, em nosso último dia aqui (19.10.25) e com certeza não teremos saudades - ficamos aqui 4 dias que para nós no primeiro dia foi a vontade de voltar, mas hoje percebemos nossa estadia como um laboratório riquíssimo de experiências da vida, especificamente do brasileiro, nesse caso e muitas reflexões.

Meu marido ficou muito excitado e curioso em conhecer esse local por algumas paisagens para fotos (ele é fotógrafo autoral) e também pelo silêncio para meditar e acalmar o sistema auditivo.  Eu embarquei nessa onda porque gosto de estar em contato com a natureza e buscar a paz de espírito/o silêncio.

A cidade/o vilarejo é bem interessante, montanhosa com calçamento de pedras mineiras (assim como Ouro Preto - estivemos lá um dia e meio), bom para exercitar as canelas. O povo é muito acolhedor, assim como todo mineiro, e a comida é muito boa.

A cidade em si deveria ter sido maravilhosa antes do evento da internet - nada contra, afinal de contas, soubemos dela por esse meio, mas há pontos negativos e positivos, não é?

Então, descobrimos em Ouro Preto que a cidade é quieta, silenciosa de segunda-feira à quinta-feira - às sextas-feiras, sábados e domingos se enche de turistas e isso vira mais do mesmo.  (Chegamos aqui numa quinta-feira e hoje, nosso último dia, é domingo).

A própria cidade tem aproximadamente 2 quilômetros de extensão de ponta a ponta - é uma rua com casas em ambos os lados e algumas ruas laterais - é um espigão onde as ruas laterais descem morro abaixo.  Ficamos numa pousada perto do "centro" - perto da igreja que só abre às 16 horas no domingo.  Há muitas (umas 10 ou 12) lojinhas de artesanato, aliás lindo artesanato, muitos cafés e restaurantes que só abrem nesses três dias do fim de semana. Como chegamos numa quinta-feira só havia dois restaurantes abertos.  Aqui não há banco, farmácia, papelaria ou posto de gasolina.  

Mas, nesses três dias, tudo é igual a todas as cidades do Brasil e ouso arriscar de grande parte do planeta: muitos carros, muitas pessoas, muita bebida e muito, mas muito barulho, o qual eles chamam de música ao vivo.  Os restaurantes são perto um do outro e em cada um deles, no topo da cidade, do morro, há um sujeito cantando ao violão/guitarra com caixas de som potentes.  Vocês conseguem imaginar um montão de gente almoçando, numa balbúrdia total, onde não há como conversar, tamanha a grande quantidade de decibéis - e todos acham ótimo; vimos poucas pessoas de nossa idade nesses locais (nada contra os jovens, apenas uma observação); felizmente os restaurantes também tinham uma parte interna para almoçarmos onde o ruído era menor e podíamos conversar.

Mas muitos de você poderiam pensar "mas eles são idosos e é natural não gostarem desse tipo de atividade", ou até poderiam pensar "no tempo deles era diferente".  Ouso dizer que no "nosso tempo" era igual - havia lugares, restaurantes com música alta, mas na parte fechada com tratamento acústico e para quem passasse na frente do local nem percebesse que dentro do restaurante ou barzinho tinha música.  Na faixa dos meus 20 anos fui a uns dois ou três locais/baladas/boates/barzinhos desse tipo, mas odiei por causa do som alto e que até para dançar era desconfortável - em tempo, adoro dançar mas não aguento som alto e nunca bebo, aliás até hoje não bebo. Sou o que hoje seria diagnosticada como autista - não suporto som alto, não bebo e acho esse tipo de vida obsoleta e medíocre - tipo passar o fim de semana sentada num barzinho com um cara cantando, ou melhor tentando cantar - hoje todo mundo acha que sabe cantar - bebendo, comendo petiscos, "fazendo tipo", ou seja, conversando sobre nada, sobre assuntos banais.

Assim, aqui encontramos a mesma coisa de qualquer cidade brasileira, ou pelo menos uma grande parte delas - barulho, excesso de carros indo e vindo (poucas pessoas a pé), motos, muita bebida e som em todos os lugares.  Esse som "eterno" que entra pelos seus ouvidos impedindo qualquer pessoa de pensar, raciocinar, refletir (talvez seja essa a intenção...)

Então como a raça humana será extinta?

Minha reflexão começa com o Brasil - lugar onde moro e nasci.  Nossa educação/instrução vem decaindo ano a ano - eu considero que até tive uma boa instrução escolar - fiz duas faculdades - a primeira do curso "Língua e Literatura Inglesas" na PUC de São Paulo, onde houve a tentativa de doutrinação socialista pois no primeiro ano havia uma obrigatoriedade do tal Curso Básico onde tivemos que ler Marx, Gramsci, Marilena Chauí, Paulo Freira, com quatro matérias: PFTHC "Problemas Filosóficos e Teológicos do Homem Contemporâneo" onde estudávamos Leonardo Boff e a Teologia da Libertação, Psicologia Social, Língua Portuguesa (felizmente ainda não havia a tal "linguagem neutra"), ARB "Antropologia e Realidade Brasileira".  Felizmente eu era muito jovem (21 anos) e muito ingênua - então isso nem "colou" muito.  A segunda faculdade "Psicologia", também foi em Sampa, na FMU, quando eu estava com 39 anos - foi muito sofrida pois os professores eram medíocres e o teórico que eu queria estudar - Jung - foi ministrado em apenas 6 meses dos cinco anos do curso.  Sempre fui uma leitora voraz - lia de tudo e com a idade, a reflexão sobre o mundo foi se aguçando dia-a-dia.

Bem, meu currículo foi razoável - nesse interim fiz pós-graduação em Psicologia Junguiana e também estudei astrologia, florais de Bach, filosofia Rosacruz, filosofia espírita e hoje descobri a Radiestesia Terapêutica - esta última participarei de um congresso e quero agora trabalhar com isso (o próximo texto é sobre o congresso e felizmente é um texto bem mais otimista e já está pronto; será postado na próxima semana).

"Pelo andar da carruagem" como dizem, os jovens de hoje não chegarão até os 70 anos de idade - porque digo isso? Poucos estudam, poucos lêem, a maioria bebe muito, muitos se envolvem com drogas e querem apenas viver o presente, o dia de hoje, sem se preocuparem com o amanhã. Poucos estão interessados em saber quem são, de onde vieram e para onde irão.

Como existem poucos cursos técnicos e as faculdades estão mais interessadas em doutrinação sociológica sem ensinar o ofício a que se propõe, temos maus engenheiros, maus médicos, maus advogados, quando digo maus, refiro-me a inépcia.  Obviamente há exceções em tudo o que falo, mas observo o contexto geral, a média.

Como a humanidade sobreviverá sem uma pessoa que saiba construir uma casa, sem um médico que consiga diagnosticar uma réles enfermidade, sem um advogado que saiba as leis? Resposta: a alta tecnologia fará esse papel - as IAs - certo? Certo.  E enquanto isso o homem fará o quê? Continuará ouvindo música de baixa qualidade, consumindo muito alimento e bebida inadequados para seu corpo físico, continuará sem perceber que há mais gente no mundo, acumulando lixo em todo lugar? Isso trará desenvolvimento e progresso para o planeta? O.K. Que tipo de progresso?

(Continua num texto futuro...)

Boa reflexão!





"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...