Caros leitores,
Este mês de maio, nosso Clube de Leitura discutiu um livro de Victor Hugo, "O último dia de um condenado". Não é um dos bons livros dele, embora tenha sido escrito após muitas outras obras anteriores. Ele começou a escrever em 1816 aos 14 anos e escreveu nesse ano sua primeira peça de teatro. Essa obra que ora discutimos foi escrita em 1828 e publicada em 1829, quando ele tinha 26 anos.
Hugo teve sua ideia para escrever esse livro quando assistiu a uma execução na praça de Griève (mesmo local onde se passa o livro) de quatro sargentos de La Rochelle em 1822. Ele era contra a pena de morte, então escreveu esse livro baseado numa carta, ou seria melhor dizer, um bilhete que um guilhotinado escreveu antes de ser executado. Sua intenção ao escrever o livro era ver se essa ideia da pena de morte, a lei, pudesse ser extinta.
O livro é como um diário em que o prisioneiro relata seus pensamentos e angústias antes do dia fatídico - ao darem o veredicto de "condenado à morte" ele pensa na mulher, na mãe e na filha que sofrerão sem ter culpa de nada. Ele ficara preso 6 meses, mas após o veredicto permaneceu 6 semanas aguardando o dia da execução. Em nenhum momento o leitor descobre o delito do condenado. Acredito que isso não foi importante para o escritor.
Ao final do livro, há um prefácio escrito em 1832, onde Victor Hugo narra os absurdos das execuções na guilhotina, como por exemplo, numa das execuções a lâmina falha, não está afiada o suficiente e a cabeça não é cortada ferindo o condenado...
Ao discutirmos a obra, nos perguntamos se foi uma boa ideia tê-la lido. E então, concluímos que nesses 4 anos e meio (estamos no quinto ano do clube) todos os livros que lemos nos trouxeram informações interessantes para nossas vidas. Nesse livro, embora desconfortável para ler, pudemos ter uma ideia de como era a vida na França nesse período, no que diz respeito aos crimes, condenações e execuções.
Boa semana!
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