Caros amigos leitores,
Os dias vão correndo e nós, muitas vezes, não vislumbramos uma luz nesse túnel que parece não ter fim. A cada momento somos acometidos por notícias não desejadas e raros instantes de segurança íntima. Algumas pessoas nos dizem que é melhor não recorrermos aos noticiários para nos inteirarmos dos acontecimentos recentes; outras pessoas acreditam ser necessário estarmos a par de tudo o que acontece para nos sentirmos mais seguros pois estaremos mais atualizados. Entretanto, pergunto: qual dos dois grupos está com a razão, ou melhor, qual dos dois grupos de pessoas nos trazem mais serenidade? Todos nós gostaríamos de pertencer a algum grupo - apontei apenas dois grupos - existem outros - mas, nos dias atuais eu diria que esses dois grupos são os mais aparentes.
Ontem assistimos, meu marido e eu, um bom documentário e descobrimos que, mesmo nos dias de hoje podemos fazer parte de um outro grupo de pessoas - o grupo da serenidade, da paz interior, do crescimento humano, da boa saúde, da paciência, da tranquilidade e do equilíbrio.
O nome do documentário da Netflix é "The Road to Wellbeing" (Em tradução livre "A estrada para o bem estar"). No documentário, um casal argentino convida o monge budista tibetano Mathieu Ricard para passar uns dias num tipo de retiro na Patagônia. Nessa pequena viagem, o monge ensinaria algumas técnicas de meditação - a esposa do Argentino, um cineasta estava passando por momentos de stress e ela fez uma surpresa para o marido, convidando esse monge e assim ajudar o marido a aprender a meditar para diminuir o stress. Em contrapartida, o monge que tem como hobby/trabalho tirar fotografias de paisagens - ele sempre quis conhecer a Patagônia e o monte Fitzroy (o maior da região, fica na fronteira do Chile com a Argentina) para fotografá-los - ele então fotografaria a região. Assim, numa relação "uma mão lava a outra" o documentário traz boas ideias para meditar e de quebra belíssimas imagens da Patagônia e do monte nevado Fitzroy.
Como já mencionei em outros textos, a meditação foi uma das práticas que mais utilizamos, meu marido e eu, no nosso dia-a-dia para suportar todos os revezes que o tal vírus trouxe para todos.
Durante esse tempo, aprendemos muitos tipos diferentes de meditação.
Por exemplo, há a meditação guiada onde você é levado a várias situações ou lugares para realizar algumas tarefas enquanto medita, com sua mente, sua imaginação. Jay Stephenson, um australiano tem boas meditações guiadas no YouTube - tem de 10 minutos, mas também tem de 2 a 3 horas - infelizmente só em inglês.
Há outra meditação guiada do indiano Deepak Chopra realizada por uma coach brasileira chamada Ana Rita Alves - ela dirige o programa de "21 dias de abundância de Deepak Chopra" em português - abundância aqui não só material, mas também de saúde. Já fizemos esse programa duas vezes.
Outro tipo de meditação que gostamos muito e o que mais usamos (praticamente todos os dias) é chamado de "15 minutes Vipassanã Meditation" no YouTube - é uma meditação tibetana - há pouca coisa escrita em inglês no início (ele não é falado) - se resume em ficar de 5 a 15 minutos em silêncio absoluto com os olhos fechados, numa posição confortável - a cada 5 minutos toca um sino para você voltar a se conectar e ter o controle do tempo. Não é necessário saber inglês para realizá-lo. Inclusive você pode escolher quanto tempo quer ficar, de 5 a 15 minutos. Dependendo do dia fazemos só 5 minutos; e assim que toca o sino paramos. Para nós, ocidentais, esse é mais difícil pois não estamos acostumados a ficar em silêncio.
Mas ontem aprendemos uma nova maneira de meditar que nos deixou mais confortáveis e mais serenos.
Sempre acreditei no poder da oração, da prece - independente da crença de cada pessoa, a prece, a oração pode ser feita por qualquer pessoa em qualquer lugar, em qualquer circunstância.
A prece ou a oração é uma conversa íntima com Deus, com alguém ausente, com uma pessoa querida ou com você mesmo. Pode ser um desabafo com seu guia, mentor, ou seu anjo de guarda, como queira chamar. É aquele momento que, na quietude de nossos pensamentos, conversamos com alguém. É aquele momento de interiorização em que colocamos nossos problemas para fora para examiná-los melhor, fazer os ajustes necessários para o transcorrer de nossas vidas.
Mathieu Ricard nos ensina a meditar desejando o bem estar dos outros - nessa meditação desejamos o bem estar para nós mesmos, para os nossos parentes e amigos e até para nossos desafetos. Estamos todos interligados nesse planeta e a ação e o pensamento de cada pessoa ressoa em outra pessoa.
Se você for na Internet, na Wikipédia procurar informações sobre o monge tibetano Mathieu Ricard, você verá que ele foi considerado "o homem mais feliz do mundo" embora ele mesmo tenha dito nesse documentário, que para isso ser verdadeiro, o mundo inteiro deveria ter sido contatado para chegar a essa conclusão, o que aliás faz sentido.
O ideal é meditarmos com esses pensamentos de generosidade e doação numa natureza pacífica - em frente a um rio calmo, defronte a uma montanha nevada, olhando para uma pradaria verdejante, sentados numa praia num dia de mar tranquilo.
Porém, atualmente, tudo isso está longe de nós. Assim, temos que fazê-la com uma música relaxante num momento de quietude em casa; podemos também buscar vídeos de paisagens, pinturas, pássaros na Internet e realizar a meditação com os olhos abertos. Olhando para esses vídeos também relaxamos e podemos adquirir a serenidade. O YouTube tem vídeos incríveis - você se transporta e realiza sua meditação, prece, oração - e sai dessa experiência mais calmo, tranquilo e com mais disposição para enfrentar o desconhecido - ou seja, nossa vida atual.
E então, que espécie de meditação é boa para você?
Para a maioria de nós, meditar parece algo dificílimo - mas, creiam não é tão árduo assim - tudo é uma questão de hábito e vontade - onde há uma vontade há uma realização. Meditar não é necessariamente deixar a mente vazia - isso é impossível, afirma o monge Mathieu Ricard. A ideia é preencher nossa mente com imagens positivas, pensamentos de generosidade, doação, alegria, paciência, perdão e amor - muito amor. Espero que vocês tentem - não se arrependerão, pois o resultado é positivo.
Boa semana!
Amei o comentário, Sônia. Para minha mente ansiosa, meditação era algo inacessível porque só tinha ideia da meditação em posição de lótus, olhos fechados, alheia a tudo. Gostei de um parecer do Haroldo Dutra que meditar é fixar-se, entregar-se a uma única atividade. Ele exemplificou com o ato de lavar as mãos, a temperatura e a intensidade da água, a maciez e o perfume do sabonete, ou seja, perceber os detalhes de atividades automatizadas. Participo semanalmente de dois grupos virtuais nos quais temos preces, meditações guiadas e têm me ajudado muito.
ResponderExcluirPuxa, é verdade existe esse tipo de meditação - o estar presente com a atenção concentrada num ato, tipo lavar as mãos, ou até prestar atenção na respiração. Isso chama-se em mindfulness. Tópico para um texto futuro. Grata pela lembrança.
ResponderExcluirEm inglês*
ResponderExcluirBoa noite Sônia faço a meditação de gratidão com raizza zuccall e o que mais presto atenção e o que estou fazendo naquele momento que ela chama de atenção plena tem me ajudado bastante abs Reinaldo
ResponderExcluirGrata Reinaldo. Não a conheço. Vou procurá-la no YouTube. Grata pela dica.
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