quarta-feira, 21 de setembro de 2022

DOIS ANOS DO BLOG "REFLETINDO"

Caros amigos leitores,

Dia 17 de setembro o blog Refletindo completou dois anos - foram dois anos escrevendo um texto por semana sobre variados assuntos: psicologia, análise de filmes, documentários, palestras e livros, situações do cotidiano - dois anos refletindo sobre a vida real e a vida surreal (aliás, esta última está mais presente no dia-a-dia).

Após a pandemia do medo, um número expressivo de pessoas mudou seu comportamento e, infelizmente, na minha opinião, para pior - nem sei ao certo se posso julgar para pior, prefiro a palavra surreal (além da realidade) - a cada dia que passa, quando penso que já vi de tudo, outra situação bizarra ocorre e fico a me perguntar se ainda estou no planeta Terra - muitas vezes pareço não pertencer à ele, sinto-me um ET.

Alguns dias atrás fiquei a refletir novamente do porquê ter decidido iniciar o blog. Lembrei-me de ter lido um livro sobre a importância da leitura (escrevi sobre ele em alguma postagem) e como muitas pessoas não gostam de ler, resolvi ajudá-las a praticar a leitura com postagens curtas - quem sabe pegam o gosto, né?

Antes da pandemia eu trabalhava voluntariamente numa instituição religiosa ouvindo pessoas com dificuldades várias, fazendo o trabalho de psicóloga "pro bono".  Este ano quando as coisas voltaram ao "normal" (sic!), discordei de uma nova regra dessa instituição e resolvi buscar outro caminho - aí senti-me momentaneamente perdida e então, voilà! - percebi que o blog acaba sendo também um trabalho voluntário no auxílio àqueles  que podem ter a oportunidade de refletir - através das minhas reflexões nas postagens, outros também podem fazê-lo.  Assim, embora muitas vezes estou sem assunto ou até atarefada com outras atividades, pretendo continuar escrevendo.

Hoje, especificamente, aceito sugestões. Sobre o que mais vocês, meus leitores amigos, gostariam que eu discorresse?

Uma excelente semana a todos!


  


 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

UM LUGAR MÁGICO

Olá amigos,

Durante dez anos (excetuando-se os dois anos da pandemia) tenho ido para São Paulo para realizar uma palestra num instituto espiritual, dando continuidade dessa prática, a qual era realizada quando morava em São Paulo.  As palestras são sobre espiritualidade e psicologia e são realizadas no primeiro sábado de cada mês.

Essa é uma atividade que gosto muito - todos aproveitam, refletem e crescem - os que me assistem e eu.  Para chegar lá viajo de ônibus na sexta à noite, chego em Sampa de manhãzinha no sábado (a viagem dura seis horas e meia, quando não há acidentes na estrada - durante o período mencionado de uns 8 anos, só houve dois atrasos.)  A tarefa parece sofrida, mas é agradável porque posso visitar alguns amigos que deixei no torrão natal.

Assim, geralmente no sábado tomo café da manhã com uma amiga, depois almoço com outra amiga perto do instituto onde ministro a palestra (às 14 horas chego no instituto para um papinho antes do evento - a palestra é das 15 às 16:45 horas).  Depois vou para a casa de uma amiga que esteve no instituto em outra atividade, para lanchar com ela e depois ela me leva para uma estação do metrô para que eu vá até a rodoviária tomar o ônibus que me trará de volta a Curitiba.

Então "durmo" dois dias no ônibus, entretanto a atividade é tão prazerosa que quando chego no domingo bem cedo em casa já começo o meu dia - tomo o café com meu marido, vamos assistir uma palestra, almoçamos em nosso restaurante predileto aos domingos, vamos a uma cafeteria para um cafezinho e se tiver um bom filme vamos ao cinema; se não há filmes bons, vamos a um parque ou à casa de algum amigo. Quando chegamos em casa, há pipoca com sessão de filme na TV.  Em realidade, independente dessa ida para Sampa uma vez por mês, todos os nossos domingos são geralmente como esse.

Todo esse relato de hoje tem o propósito de contar a vocês, vez ou outra, encontros e situações interessantes que presencio quando estou na rodoviária de São Paulo, pois às vezes, essa minha amiga da tarde não pode me receber em sua casa para o lanche pois tem outro compromisso e então alguém de lá do instituto me leva até alguma estação do metrô e eu chego cedo na rodoviária e acabo ficando lá de 4 a 5 horas esperando o horário do meu ônibus para Curitiba.

Quem não conhece a fundo a rodoviária de São Paulo - o Terminal Tietê do metrô, acaba imaginando que todas as rodoviárias são iguais - sujas, cheias de pessoas "desclassificadas", malas, crianças "berrando", maus elementos, "aproveitadores de ocasião", etc.  Todos esses exemplos existem de verdade, mas pessoas que nunca estiveram lá pedem que eu tome o máximo cuidado com os "bandidos", pois estou sempre sozinha (meu marido não me acompanha, pois é o meu momento de estar com meus pensamentos, meu momento de liberdade e eu sou grata a ele por respeitar esse meu trabalho).

A rodoviária parece um shopping center - tem lojas, lanchonetes, padaria, farmácia e uma excelente livraria (uma das melhores que conheço).  Em cada ponta do terminal na parte de cima há um piano (em cada ponta) para quem quiser tocar.  Assim há de tudo neste local que considero mágico - mendigos que dormem lá com seus cobertores e odores, turistas de muitos cantos do país e de fora dele, pessoas em viagens de trabalho e os trabalhadores deste "shopping".  Com o tempo fui me aclimatando com esse lugar e hoje sinto-me muito bem lá.

Para mim, a cada mês que passa, percebo essa rodoviária como "um lugar mágico" - as pessoas que encontro, que converso, que conheço são criaturas interessantes - como sou psicóloga, embora ninguém o saiba, o magnetismo natural da vida faz com que a maioria acabe se abrindo comigo e eu acabo realizando um trabalho de escuta, de caridade, onde todos saem ganhando - eles por visualizarem outras ideias para sua problemática e eu sentindo um grande prazer interior por ter podido ajudar.  Não existe maior satisfação na vida do que ajudar alguém incondicionalmente.  Quem já fez isso sabe o que quero dizer.

Contudo vocês poderiam se perguntar: "Mas não acontece nada de ruim, de mal nessas jornadas mensais?" Claro que vez ou outra ocorrem situações desagradáveis, mas elas não valem a pena comentar meticulosamente, tal como, por exemplo, pessoas que conversam durante toda a madrugada no ônibus - eu pego o ônibus nesse período por entender que todos irão dormir ou pelo menos terão respeito com outros que desejem fazê-lo - mas não é bem assim.  No início até me irritava, hoje coloco meus protetores auditivos de silicone e relaxo.

Hoje, contarei apenas uma situação que me deixou feliz por ter ajudado uma pessoa.  Numa ocasião, sentada na rodoviária lendo o jornal no celular, um senhor se aproximou e perguntou se eu poderia ligar do meu celular para a esposa dele, avisando que ele não poderia ir para casa.  Então perguntei o porquê e ele disse que havia gastado o dinheiro da passagem do ônibus com bebida e não tinha como ir para casa.  Questionei onde ele morava e ele me disse que era um município de São Paulo, até que perto, não me lembro o nome da cidade.  Então perguntei à ele se não era melhor eu comprar a passagem para ele, ao invés de ele ligar para a esposa.  Os olhos dele se iluminaram e ele perguntou perplexo se eu faria isso.  Eu levantei e disse para ele me levar até aonde era o guichê de seu ônibus. Fomos até lá, comprei a passagem (era mais ou menos uns vinte reais);  aí perguntei se ele não queria comer algo e ele aceitou - paguei um sanduíche e um café com leite - nesse interim ele me contou que era metalúrgico (como meu pai o foi) e minha mãe foi alcoólatra (como esse cidadão o era - gastou o dinheiro que recebera de parte do salário em bebida).  Como na vida, não há coincidências, nada é por acaso, ao ajudá-lo era como se estivesse "ajudando" meus pais...

Ao final, ele me disse que eu poderia ir até a sala do embarque para provar que ele lá estaria aguardando o ônibus.  Eu disse que não havia necessidade pois acreditava que ele iria realmente embarcar. 

Em verdade, para mim nem me importava se ele iria ou não, pois o ajudei da melhor maneira que pude e mais que isso, senti-me grata por Deus ter me proporcionado essa possibilidade de ajudar alguém.

Eu sempre falo que o mundo está repleto de anjos - algumas vezes são pessoas que nos ajudam, aparecem quando menos se espera e outras vezes nós somos o anjo de alguém.

Há outras histórias interessantes que ocorreram em minhas "estadias"/passagens pela rodoviária de Sampa, mas ficam para outra oportunidade.

Que hoje vocês possam refletir nas circunstâncias especiais em que somos colocados pelo destino, as quais, muitas vezes, não damos o devido valor, mas que deveríamos fazê-lo - elas nos trazem paz interior e a certeza que somos colocados em situações que parecem aquém de nossa vontade, mas que fazem toda a diferença em nossa existência.

Boa semana!

 


 

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

DIGNIDADE MORAL

Caros amigos,

Atualmente vivemos tempos difíceis.  O pós pandemia trouxe algumas sequelas, ou melhor dizendo, para alguns trouxe à baila tudo o que estava "trancafiado" dentro do íntimo, mostrando as "entranhas" para o entorno e, muitas vezes, deixando pessoas boquiabertas.  Ideias estapafúrdias têm surgido e aqueles que possuem coerência e bom senso têm tido dificuldade de interagir com tais maneiras de pensar.

Para a postagem de hoje, trago um capítulo do livro de Joanna de Ângelis escrito em 2013, mas que parece ter sido escrito para os dias de hoje, tamanha sincronicidade das ideias.  Ei-lo ipsis litteris: 

 "Vive-se hoje, na Terra, o momento culminante da perda do senso moral a benefício da vulgaridade e do prazer enganoso.

Depois das indiscutíveis conquistas da inteligência, desvaira o ser humano, não mais deslumbrado com as glórias e expressões do macro assim como do microcosmo, perdido nos estímulos perturbadores dos gozos temporários, que gostaria de torná-los permanentes.

Luta-se, quase em desvario, para a aquisição de recursos legais ou não, a fim de participar-se do banquete do desperdício e da luxúria, da disputa entre os egos auto fascinados, utilizando-se de quaisquer métodos que confiram o triunfo, sem a mínima consideração pela ética do comportamento.

É certo que, nesse terrível combate, existem exceções valiosas que estão mantendo as heranças ancestrais do dever e da dignidade moral, pagando o caro tributo das zombaria dos frívolos e do desrespeito dos alucinados.

Parece predominar uma conspiração generalizada contra a dignidade moral que é a base da sociedade próspera e feliz.

Os altos índices de corrupção nas diversas áreas de atividades públicas e privadas são assustadores, porém mais graves são a indiferença com que os extravagantes, depois de denunciados, prosseguem no convívio social criando leis e administrando os bens conseguidos de maneira indigna, como se fossem verdadeiros e honestos cidadãos.

Momentos há que se apresentam difíceis para discernir-se entre o certo e o errado, a desonra e a moralidade, tal o amontoado de justificativas para as condutas esdrúxulas e incorretas que adquirem respeitabilidade, zombando dos princípios morais de todos os tempos.

Estudos valiosos e profundos em várias áreas do conhecimento psicológico e sociológico demonstram que o bem é bom para quem o pratica, tanto quanto a verdadeira aquisição da saúde inicia-se no pensamento equilibrado, exteriorizando-se como alegria e bem-estar, que superam as injunções  perturbadoras da caminhada evolutiva.

Nunca foram apresentados os excelentes resultados de pesquisas acadêmicas, demonstrando o alto significado do amor, da gratidão, do perdão, na construção do ser integral, como nestes dias conflitivos.  No entanto, o volume de apelos ao erotismo e à violência sombreia as claridades libertadoras, gerando desconforto e tormento emocional.

Indispensável quão urgente faz-se o investimento da dignidade em todos os comportamentos humanos.

Evita o tumulto extravagante das novidades perturbadoras.  Harmoniza-te, de forma que não sejas arrebatado pela ilusão de estar presente em todo lugar ao mesmo tempo, fruindo somente prazeres, possuindo os equipamentos mais recentes, que logo são ultrapassados por outros mais complexos, incapazes, porém, de proporcionar-te a harmonia interior.

Essa correria insensata para a aquisição de instrumentos de utilidade tecnológica e virtual esconde, no seu bojo, a fuga psicológica do indivíduo que não se encoraja a viajar para dentro, procurando descobrir as razões dos conflitos que o aturdem, escondendo-se sob a tirania das máquinas que lhe permitem comunicação com o mundo e todos quantos deseje, sem produzirem autorrealização no seu possuidor.

O encantamento pela posse, para estar atualizado, resulta dos medos internos, dos tormentos pessoais e da imaginação exacerbada pela propaganda muito bem dirigida, que embeleza o pântano das paixões morais, encobrindo a claridade da razão com as sombras dos gozos fugidios.

Ninguém pode viver em paz interior, sem a consciência do dever retamente cumprido.  Após anestesiar-se a consciência por algum tempo, ei-la desperta, gerando culpa e necessidade de corrigenda por meio de punições.

Surgem, então, os mecanismos de fuga e de transferência que, por algum tempo, distraem o enfermo moral, cedendo lugar a falsas necessidades que se convertem em ufania conduzindo à drogadição, ao envenenamento pelos vícios sociais e espirituais de consequências lamentáveis.

Após a larga trajetória do instinto e o quase recente surgimento da razão e do discernimento, ainda no ser humano predominam os hábitos automáticos, os impulsos imediatistas, as heranças ancestrais...

A conquista da dignidade moral é um desafio que deve ser enfrentado e vivenciado desde as experiências mais simples, a fim de ser criado o condicionamento superior para que se transforme em aquisição valiosa.

A dignidade é um tesouro ainda conhecido com reservas, possuindo, no entanto, as imensas fortunas da honradez e do alto significado existencial a que todos os seres estão destinados."

Com este texto, desejo a todos uma boa reflexão e que possamos rever nossos comportamentos para interagir melhor com o meio social e que possamos também relevar os comportamentos de outros ao nosso redor que, temporariamente, possam nos parecer estranhos.

Boa semana!










 

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

PARTE 4 - CICLO DE TEXTOS SOBRE SENSIBILIDADE HUMANA

 SINTONIA E HOMOGENEIDADE

Olá leitores,

Antes de adentrar o tema propriamente dito, apresento a definição desses dois vocábulos encontrada no dicionário Aurélio.  São elas:

Sintonia: Acordo mútuo; harmonia, reciprocidade.

Homogeneidade: Qualidade de homogêneo.

Homogêneo: Adjetivo. 1. Cujas partes são todas da mesma natureza; 2. Cujas partes são ou estão solidamente e/ou estreitamente ligadas; 3. Cujas partes ou unidades não apresentam ou quase não apresentam desigualdades, altos e baixos.

Todo tipo de grupo social visa um objetivo comum.  Por exemplo, no esporte, num jogo de basquete, quanto mais sintonizadas as pessoas de um time estiverem, mais facilmente é alcançada a vitória.  Cada jogador deve conhecer-se (suas limitações e seus pontos fortes), conhecer seus colegas de time e conhecer as regras do jogo.  Entra, então numa quadra de basquete, o conhecimento, a disciplina, o preparo anterior, a confiança mútua, a obediência às regras do jogo, a harmonia.  Isso quer dizer que todos esses quesitos constroem a sintonia do time - e é este fator que coloca ao alcance de todos os componentes do time, o triunfo do jogo.  Assim, em todos os agrupamentos sociais, essas características devem ser observadas para que se atinja o objetivo a que se propôs.

Através de reflexões, chamei essa característica de "consciência da vida cósmica", onde cósmico de acordo com o dicionário Aurélio é "pertencente ou relativo ao cosmo, ou seja, ao Universo."

Aproveitando novamente o exemplo do jogo de basquete, para alcançar o sucesso no jogo, há que se ter consciência do que o basquete e suas regras significam.  

Para obter uma sintonia vibratória em qualquer tarefa social/espiritual devemos "encadear/ligar no Universo."

"Sintonizar-se quer dizer perceber a razão incomensurável e coesa da existência humana, que preenche o vazio que acreditamos existir entre os seres humanos"(Hammed) (o grifo é meu).  Só quando realmente introjetarmos que estamos todos interligados no Universo é que poderemos ter uma boa sintonia vibratória social/espiritual.

Abandonar essa ideia ilusória do vazio entre nós não é tarefa fácil - mas uma coisa é acertada - quanto mais superficial for nossa visão da unidade de todas as coisas, mais estaremos vivendo dentro de uma "realidade fragmentada".  Felizmente, quanto mais nos desenvolvemos socialmente/espiritualmente, mais nos capacitamos para enxergar a profundidade e significado das criações e das criaturas - é a "maturidade espiritual".

Atualmente, a humanidade já vem atingindo esta consciência, principalmente após o advento da globalização.  No entanto, muitos ainda acreditam que essa globalização está somente  à serviço das comunicações, da vida social, comercial, industrial e cultural do planeta e onde vislumbramos a possibilidade de saber dos fatos em tempo real.  Digo vislumbramos porque em verdade, conhecemos apenas a ideia dos fatos, mas não o acontecimento pleno de todos os fatores que envolvem os fatos.  Mas a tal globalização é mais do que isso - é o início da consciência de união dos seres humanos para atingir um objetivo comum - a paz e o bem estar interior de cada ser do Universo.

Com a evolução da humanidade, cada pessoa se alarga, amplia seus conceitos, transpões barreiras, desobstrui fronteiras - amadurece social e espiritualmente.  Quando há a universalização do indivíduo, ele descobre a abundância das relações por todo o mundo - ele descobre que tudo e todos estão interligados - espiritualmente ele descobre que não está só - que nunca esteve e que nunca estará só; sua vida antes vista sob um plano horizontal, verticaliza-se.  Seu coração, pouco a pouco se abre e seus sentidos, antes embrutecidos pela falta de conhecimento e falta de vivência, se suavizam e ele então compreende o amor amplo, dinâmico, sem fronteiras sociais, de raça ou de crença.

Para compreendermos a ideia de homogeneidade, uma reunião só pode ser homogênea quando seus participantes realmente acreditam que as alegrias do serviço e as habilidades de cooperação são um poderoso e sábio investimento para a evolução.  Mais que isso, seus participantes devem compreender que a harmonia do grupo depende de uma interação coletiva mais profunda e devem reconhecer que nenhum participante ganhará à custa de outro, pois cada um contribui para a totalidade e a totalidade, por sua vez, sustentará todos os participantes.

Em 1852, um chefe indígena Seattle fez um discurso quando seu povo foi obrigado a ceder suas terras aos colonizadores norte-americanos.  Aqui está um trecho: "A terra não pertence ao homem: o homem pertence à terra.  Isso nós sabemos.  Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família.  O que quer que aconteça à terra acontece aos filhos da terra. O homem não teceu a trama da vida, ele é simplesmente um fio nela.  O que quer que ele faça à trama faz a si mesmo."  São palavras sábias, verdadeiras e que revelam que a maturidade espiritual independe de religião e cultura.

Não importa qual seja a religião, todo ser humano tem uma dimensão espiritual em sua vida - todos compartilham dessa espiritualidade em sua experiência íntima - católicos, hindus, taoístas, budistas, protestantes, espíritas, muçulmanos, agnósticos, ateus - mesmo que não a reconheçam em si.

Ainda pairam muitas dúvidas ou até indignações frente aos processos da Natureza.  Por exemplo, se um homem das cavernas aparecesse no mundo de hoje, muitas coisas que ele visse, ele dividaria ou até não aceitaria como verdadeiro.

A percepção de nossa realidade tem a dimensão exata de nossa própria consciência. Quanto mais nossa consciência for ampliada, mais estaremos espiritualizados e mais poderemos abarcar o mundo.

Muitas vezes não temos a noção do que é a nossa vida - em realidade, ela é muito maior do que imaginamos - precisamos participar da vida de relações, interagir com os outros, refletir, pensar, agir, sentir e mais que tudo contribuir com nossa parte para que o todo se torne mais transparente e real.

Boa semana a todos!





"EU TENHO UM SONHO..."

Olá leitores, Os meus sonhos não são tão grandiosos quanto o sonho de Martin Luther King em seu discurso. Os meus sonhos são voltados ao meu...