Caros leitores,
"Laços de Família" de Clarice Lispector foi o livro do mês de outubro de nosso Clube de Leitura. O texto de hoje será razoavelmente curto porque não tenho muito o que comentar sobre essa obra. São 13 contos e esse número já traz em si uma superstição, uma ideia de azar.
Inicialmente cometi um descuido ao escolher esse livro para nosso clube - é um livro de contos e a ideia de nosso grupo é ler outros tipos de livros tais como romances, biografias ou autobiografias, relatos de fatos acontecidos, novelas do cotidiano e o mais importante, os clássicos da literatura. Quando fiz a lista dos livros deste ano não percebi que esse era um livro de contos. A ideia também se atém a escolher, para o ano de leitura, um escritor de nacionalidade diferente a cada mês.
Clarice Lispector, embora nascida na Ucrânia, escreveu esse livro em 1960, em português e por isso foi colocada na lista como escritora brasileira.
Após a discussão da obra, que praticamente teve uma opinião unânime, notamos, ou particularmente, eu notei, o porquê não gosto de ler livros de contos - muitas vezes, se o conto não é bem escrito (e, ouso dizer que esses contos deste livro não o foram), não há uma epifania ao final dele. A história fica chocha e percebe-se que a reflexão sobre a mesma fica empobrecida.
Até que, mesmo o livro sendo ruim houve uma boa discussão pois tentamos descobrir através dos contos, "lições de vida", "fios de meada", nexo, enfim o que ela quis dizer em cada um deles.
Eu, particularmente, achei a escrita difícil pois, em minha opinião, ela não escreve bem (pelo menos nesse livro) ou não aprecio seu estilo.
Em suma, um conto, ao meu ver, deve ter começo, meio e fim - partes estas mais fáceis de encontrar num outro tipo de livro - pode até ser um retrato de um momento do cotidiano, mas deve conter essas partes.
Não recomendo esse livro e me perdoem os amantes de Clarice Lispector.
Boa semana!
Boa noite 🌞
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