sábado, 12 de outubro de 2024

VIAJAR É PRECISO - PARTE II

Caros leitores amigos,

O título está como parte II porque já escrevi um texto com este título em 23.09.23, contando outra viagem.

No dia 06.10.24, meu marido Zé e eu viajamos para a cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais - lugar que jamais esteve nos meu planos de viagem, mas que acabamos indo, pois o Zé tinha um compromisso agendado no consulado português deste lugar referente à sua cidadania portuguesa.  Em sendo assim, resolvemos ficar uns dias para fazer um pouco de turismo.

Nós partimos de São José dos Pinhais - aeroporto de Curitiba, com escala em Guarulhos - SP e final de destino em Goianá - aeroporto Itamar Franco de Juiz de Fora que dista 60 quilômetros da referida cidade de Juiz de Fora.  Esse aeroporto, com boas instalações e uma boa cafeteria, é um lugar ermo - onde pousam aviões de pequeno porte (tipo teco-teco) - nos sentimos chegando na Área 51.

A primeira surpresa de algumas: para chegar de Goianá até Juiz de Fora há poucas opções: ou de ônibus que vai até a rodoviária de lá, o qual já havia partido quando chegamos, ou aluga-se um carro na Localiza (nós não dirigimos mais há algum tempo - eu, há 15 anos e o Zé há uns 30 anos) ou de táxi (Uber não chega lá).

Bem, já deu para perceber que só sobrou o táxi à bagatela de 200 reais.  Entretanto a viagem foi ótima.  O motorista de uma companhia de táxi de luxo de Goianá (acho que é a única que faz esse trajeto...) era uma figura ímpar a começar pelo nome: Warly - talvez faça um texto futuro sobre ele.  Inclusive foi ele que nos levou de volta para o aeroporto em Goianá em nosso retorno.

Ao chegarmos no hotel Íbis outra surpresa - jantar somente de segunda a sábado - era domingo.  Toca campear lugar para comer - estávamos praticamente sem comer, pois nos voos, como são de curta distância e duração, só servem amendoim e água ou Coca-Cola.  Então, estávamos num bairro distante chamado Salvaterra e não havia nada nos arredores; telefonamos para uma padaria que informou que ficava aberta até às 21 horas - fomos até lá, ficava a uns 500 metros, e não encontramos nenhuma padaria no número indicado.  Então passamos em frente a outro hotel - Premier Parc Hotel - entramos e jantamos uma maravilhosa canja. No restaurante só havia nós dois.

No dia seguinte que era o dia livre, resolvemos conhecer o centro da cidade - esta visita poderia ter sido dispensada - muita gente, muito barulho, como quase todo centro de cidade - até duvidei que a cidade possuísse somente 200.000 habitantes - parecia maior que Curitiba, tal a quantidade de pessoas - provavelmente todos os habitantes de lá concentravam-se  para trabalhar na área central.

Entretanto, começamos o trajeto por uma rua especial - nela, uma espécie de galeria, haviam cinco sebos - nos deliciamos com vários títulos, todos muito antigos e diferentes das obras existentes nos sebos daqui de Curitiba.

Na terça feira era o dia do compromisso com o cônsul de Portugal.  A sala dele ficava numa sede do Clube Campestre da Associação Portuguesa de Juiz de Fora - um lugar muito aprazível com quadra de tênis, basquete, piscina, campo de futebol e um excelente restaurante "Cantina Verde Gaio" onde comi um salmão maravilhoso e o Zé comeu filé (ele não come peixe).

Assim que finalizou o processo do Zé, fomos até o Parque da Lajinha. Aqui na foto é um mico estrela.





Na quarta feira, último dia, fomos no Jardim Botânico de lá - adoramos. A foto do tucano de bico verde foi tirada lá pelo Zé.  O tucano estava bebendo água da bromélia.


Eu acredito que todo Jardim Botânico do mundo é lindo, pois existem nele os meus amores preferidos na vida - plantas (árvores) e animais.  Até agora conhecemos o de São Paulo (é bem bonito); o daqui de Curitiba, o qual é pobre em espécimes, só tendo como grande referencial mais visitado um dos ícones da cidade - o palácio de Cristal (a estufa), uma pequena imitação do similar da Inglaterra; o Kew Gardens da Inglaterra, onde fica a estufa original do Palácio de Cristal (aliás, de longe o melhor Jardim Botânico que conhecemos até o momento); o de Montevidéu com muitas árvores majestosas e antigas; o de Saint Andrews na Escócia, com um magnífico borboletário.

Na quinta feira voltamos para Curitiba com alguns percalços no trajeto - perda da conexão em Guarulhos devido ao atraso do primeiro voo da Voepass (depois que percebi que foi um avião dessa companhia que caiu há uns dois meses atrás...) devido à chuva.  Felizmente depois de muita correria fomos alocados num voo de outra companhia e chegamos em casa com 6 horas de atraso, aproximadamente.

Hoje resolvi fazer todo esse resumo dessa pequena viagem, mas o que mais gostei mesmo, além das plantas e dos animais, foi ter conversado e conhecido muitas pessoas diferentes e interessantes.  Eu acredito que o que sempre é mais prazeroso numa viagem é o contato humano (embora só recentemente tenha começado a apreciar esse espécime - o humano...  Gosto de momentos de solidão e silêncio, sempre prefiro animais, plantas, o campo, o mar, o rio como companhia - porém nessa viagem me surpreendi comigo mesma e com minha amabilidade para com todos - em nossas viagens, meu marido e eu, usualmente temos encontrado e conversado com jovens na faixa dos 30 anos mais ou menos ao invés de  pessoas de nossa faixa etária - e desta vez foi exatamente assim.

Em frente a janela de nosso quarto de hotel do nono andar, havia uma mata e todas as manhãs ao abrirmos a cortina (foram quatro manhãs) éramos cumprimentados por tucanos e carcarás (meus espécimes preferidos - os pássaros, depois do gatos, é claro).

Assim, como sempre digo, viajar é preciso - aprende-se muito sobre muitas coisas.

Boa semana!






  



 

3 comentários:

  1. Gostei! Aproveitei e viajei junto!😍😘

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  2. Que aventura, Sônia. À medida que lia, a curiosidade aumentava.

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  3. Olá.
    Que relatos interessantes Sonia. Mas, o que me prendeu a atenção foi a viagem que fizeste para seu interior. Eis a pessoa gentil que sempre conheci em você

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