sábado, 29 de novembro de 2025

"SIDARTA"

Olá leitores,

O último livro do ano de nosso Clube de Leitura foi "Sidarta" do escritor alemão Hermann Hesse.

Quando Hesse escreveu "Sidarta" em 1922 foi devido a influência da filosofia budista ao qual ele simpatizou quando viajou para o Sri Lanka e a Indonésia em 1911. Ele ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1946 com seu livro "O Jogo das Contas de Vidro". 

Em 1990, sua obra "Sidarta" se tornou bem popular na Índia.  Uma tradução autorizada deste livro foi publicada na língua Malaia e por essa época também foi criada a Sociedade Hermann Hesse da Índia e também foram realizadas traduções em sânscrito e na língua hindi.

Na época dos meus 20 anos eu já tinha lido esse livro e resolvi colocá-lo na lista deste ano, pois achei que seria um bom momento para relê-lo.

Realmente foi muito bom bom lê-lo novamente.  Para o grupo do clube o livro não fez tanto sucesso assim - acharam-no muito lento, repetitivo e cansativo; para mim, ao contrário, foi um livro mágico, envolvente e com algumas ideias instrutivas.

Eu reli o livro durante nossa viagem para Minas Gerais e São Paulo.  Depois das caminhadas do dia, era reconfortante ler essa obra à noite antes de dormir. Em Lavras Novas, o silêncio era sepulcral.

A história tem altos e baixos.  Sidarta, o protagonista, em sua adolescência sai de casa com anuência de seu pai, o Brâmane do local, por sentir-se insatisfeito com a vida que levava.  Ele sai juntamente com seu amigo Govinda e ambos exploram o mundo.  Ele passa por experiências materiais e espirituais - sempre à procura de algo que preenchesse o vazio de seu íntimo.  Lutou contra a fome, fez jejum para isso; entregou-se à luxúria com uma prostituta; tornou-se um rico comerciante e depois acabou abandonando essa vida para descobrir num balseiro a verdadeira sabedoria e simplicidade, fazendo com que em seus últimos momentos de existência ele mesmo se tornasse um balseiro.

Em suas "conversas" com o rio, um pensamento de Sidarta me chamou a atenção: "Viu que a água corria, corria, corria sempre e, contudo, estava lá, ininterruptamente, era sempre, a cada instante, a mesma e, no entanto, se renovava sem cessar."

Uma de suas conclusões, a qual concordo é "...o verdadeiro buscador, aquele que realmente se empenhasse em achar algo, jamais poderia submeter-se a nenhuma doutrina.  Mas quem tivesse encontrado alguma solução seria capaz de aprovar toda e qualquer doutrina, todos os caminhos e objetivos, já que nada mais o distanciaria dos milhares de outros homens que viviam na Eternidade e impregnavam-se do Divino."

O que me chamou mais a atenção no livro foi de que as pessoas que cruzam nosso caminho trazem todas as respostas que ansiamos descobrir em nossa vida - basta apenas prestarmos uma atenção redobrada para descobrirmos porque elas cruzaram nosso caminho, o que elas trouxeram ao nosso conhecimento e o quê podemos compreender a respeito de nossa busca por sentido em nossa existência.  Sempre encontraremos um professor ou um "anjo" em nossa vida e muitas vezes nós também somos os professores ou os "anjos" na vida de algumas pessoas.

Quando acabei de ler o livro fiz uma pequena revisão nas pessoas e eventos de minha vida.  Muitas coisas, antes obscuras ficaram mais claras para mim.

Eu recomendo a obra.  Boa leitura e é ideal lê-la à noite antes de dormir para uma melhor reflexão.

Boa semana! 


 

Um comentário:

  1. Bom dia amigos
    Sandra fez uma ótima resenha do livro. Entendo que cada leitor tira algumas reflexões e lições da obra. Cada um no seu momento de sintonia.Mas, o que fica é o sentimento quê achei no Buda um ótimo "professor "

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