sábado, 24 de outubro de 2026

O FIM DE UMA CIVILIZAÇÃO

A DESTRUIÇÃO DE UMA CIDADE (1)

Caros amigos,

Depois de ter assistido a uma série de 10 dias consecutivos no YouTube de Carol Capel levantei algumas hipóteses, ou melhor uma hipótese que leva a outras questões - todas naturalmente hipotéticas - pensamentos de uma pessoa que lê muito, assiste muita coisa, conversa com muitas pessoas de áreas diferentes e acaba tirando conclusões que nem sempre poderíamos chamá-las de "verdadeiras".

A tal da série intitulada "10 dias" traz ideias/pesquisas muito interessantes sobre civilizações antigas e o legado que elas nos deixaram.  Carol Capel falou sobre civilizações perdidas, ruínas de monumentos antigos, artefatos encontrados em escavações arqueológicas, manuscritos descobertos nos recônditos da Terra, restos mortais de seres humanos e outros "seres", de animais e plantas, mapas antigos que retratavam o mundo diferente do que ele é hoje.

Em realidade, não foi apenas essa série que me trouxe as ideias que irei trazer para vocês hoje, mas muita coisa que tenho lido, visto e ouvido, mais precisamente após a chamada "pandemia".  Será uma coincidência? Deixo para vocês essa interrogação!

Assim, usando uma das leis herméticas, a lei da correspondência - "assim como é em cima é embaixo" - começarei hoje uma série de textos sobre Curitiba, para depois expor minha hipótese sobre o resto do mundo.

Meu marido e eu mudamo-nos para Curitiba em junho de 2011 - portanto moramos aqui há 15 anos e 4 meses.   Durante nossos primeiros dez anos morando em Curitiba, a cidade nos acolheu muito bem - haviam poucas pessoas nas ruas, a cidade era limpa, não havia lixo em qualquer lugar e havia um silêncio razoável, com ruídos pontuais aqui e acolá - tudo bom, tudo suportável.  Nós sempre comentávamos um com o outro em como era bom caminhar por uma rua sem obras; afinal de contas, São Paulo de onde viemos parecia sempre estar em construção; em cada lugar havia tapumes, placas de "trânsito impedido", tijolos, areia e uma infinidade de caminhões a carregar materiais de construção aqui e ali.

E então, tudo aconteceu! Curitiba virou uma obra eterna, onde o ar que temos hoje não é de poluição de carros, mas um ar cheio de detritos de construção, areia, cal, cimento, tinta e asfalto.

Ao investigarmos, tentarmos compreender como a cidade "paulificou-se", chegamos no Plano Diretor das Cidades definido na Constituição Federal do Brasil de 1988 - a "Constituição Cidadã" em seu artigo 182 e no Estatuto da Cidade (lei nº 10.257/2001); o Plano Diretor Municipal é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes (Curitiba tem 1.900.000 habitantes aproximadamente)...

"No Estatuto da Cidade (art. 40 parágrafo 3º) a revisão do Plano Diretor deve acontecer a cada 10 anos para que não haja um descompasso prejudicial entre a realidade urbana e as políticas de desenvolvimento" - Wikipédia. (Então penso: por que essa "lei" está na constituição? Qual seria sua finalidade?)

Para quem quiser ler tudo sobre o Plano Diretor Municipal basta ir no Google ou ler direto da Constituição. Bem, tendo isso em mente, posso inferir que a cidade de Curitiba está passando por uma renovação.  Para algumas pessoas isso parece progresso, mas no fim da série sobre as civilizações que inicio com esse texto, muitos poderão talvez assim como eu, não chamar isso de "progresso" e, antes de me alcunharem de "atrasada", "contra o progresso", "conservadora radical" aguardem o "andar da carruagem".

Assim o texto de hoje traz um edifício antigo que iria ser preservado para albergar a sede de uma biblioteca ou museu, não sei ao certo, resolveu-se a posteriori a demoli-lo. A foto que tirei mostra o edifício na rua Emiliano Pernetta, no centro de Curitiba com a placa de demolição e infelizmente com uma tela de proteção.  Por esse motivo, é difícil visualizar a beleza do edifício.



O texto de hoje, introdutório, traz o exemplo desse edifício.  A cada semana trarei um outro exemplo - serão muitos textos até chegar em minha conclusão final - pode ser até que "copie" a ideia de Carol Capel e escreva 10 textos sobre minha hipótese.  Quem sabe?

Boa semana!


 

 

Um comentário:

  1. 👏👏👏👏 Eu morei em Curitiba de 1995 à 2012. Hoje, vejo muitas mudanças.

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