sábado, 17 de outubro de 2026

SAUDADES!

Olá leitores,


Algumas pessoas afirmam que conforme a idade vai avançando nós nos lembramos mais das coisas da infância e da adolescência do que eventos que presenciamos há um mês atrás.  Isso em parte, talvez seja verdade.  Entretanto tenho me lembrado sim de situações vividas na infância, não necessariamente com saudades de querer voltar para essa época.  Não, não desejo voltar para lá em absoluto, não porque aqueles dias não foram bons.  Ao contrário tive uma boa infância. Hoje sou uma pessoa feliz e realizada!  Aqui vou relembrar momentos inesquecíveis.

As saudades que estão no título desse texto são saudades de um tempo em que haviam muito mais pessoas boas e confiáveis do que hoje - talvez porque não havia internet e nós não tínhamos acesso a esse tipo de circunstância.  Era uma inocência genuína.

Minha família e eu morávamos numa casinha singela (essa casinha da foto; não consegui achar a verdadeira e essa foto foi tirada em 2022 da foto verdadeira) no bairro da Chácara Santo Antônio, zona sul, em São Paulo Capital.  Nossa casa foi praticamente a primeira casa do bairro e nossa rua chamava-se Rua Júlio Ribeiro (nome de um escritor brasileiro) e posteriormente foi trocada de nome pelo nome de um escritor francês, Rua Alexandre Dumas, hoje uma rua principal do bairro, muito conhecida.

Essa rua, na minha infância, era de terra batida e até hoje tenho no meu joelho uma cicatriz de um tombo de bicicleta que levei andando por ela.  No passado não íamos correndo para o médico e/ou hospital/emergência.  Uma pequena pedra penetrou no joelho e ao retirá-la (eu mesma o fiz) ficou parecendo uma piscina de sangue.  Mas tudo deu certo com o tempo.  Não tomei pontos, o que talvez fosse o ideal, mas sarou e a cicatriz ficou. E, como dizia minha avó na época: "Não pode mais ser miss; já tem uma cicatriz no corpo..."

Uma outra boa lembrança eram as enxurradas da rua em dia de chuva - adorávamos brincar na água. Não tinha nada de leptospirose, dengue, etc.  Era tudo limpo e ninguém se infectava com nada...

Morei nessa casa, nessa rua, nesse bairro, nessa cidade até há 15 anos atrás quando me mudei para Curitiba em 2011. Hoje ela foi demolida e no lugar dela há uma agência da Nossa Caixa.

Quando falamos de saudade, falamos das boas lembranças e da gratidão de termos tido essa infância inesquecível onde andávamos de bicicleta, jogávamos bola, brincávamos de esconde-esconde tranquilamente nas ruas - nada de crime, pedofilia, drogas...

Meu pai era metalúrgico e minha mãe dona de casa e por essa época meu pai conseguiu pagar escolas particulares em colégio de freiras (era como falávamos) e assim, minha irmã e eu, tivemos um bom ensino.

Esse texto também tende a relembrar que não tínhamos telefone (era caro) e este só foi adquirido quando eu tinha uns 10 anos.  A TV também demorou - apareceu nessa época e era em preto e branco.  Imagine que nossa geração viu o surgimento da TV, do telefone, do telex, do fax, do computador, da TV de plasma, do notebook, do celular, do tablet, da smart TV, da internet... 

E depois muitos dizem que nós não sabemos/entendemos nada da vida...

Enfim, as saudades para mim são as da simplicidade, do sorriso e das risadas leves, dos jogos de tabuleiro em família e mais que tudo na vida, as saudades do silêncio...

E você, lembrou de alguma coisa legal da infância? Você tem saudades de quê? Comenta aqui.

Boa semana!

Um comentário:

  1. Lembrança marcante de minha infância é o sítio de meus avós maternos e de meus pais, onde nasci. Um lugar que lembra aconchego e segurança.

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